Refutações sobre aborto

O aborto tem sido vendido como uma solução para mulheres desesperadas em uma gravidez não planejada.  O aborto não resolve um problema, ele troca um problema por outro. O discurso pró-aborto despreza a vida do feto e todas as consequências negativas do aborto para a mulher, como problemas psicológicos associados, traumas e depressão.

No Brasil infelizmente, quando se busca informações sobre a questão do aborto, seja pela mídia ou por artigos acadêmicos, encontramos predominantemente informações pró-legalização do aborto. Isso ocorre devido a hegemonia de pensamento progressista nas universidades e na mídia.

Os tópicos a seguir foram elaborados pelo Estudos Nacionais e muitos deles inspirados no livro 28 Pro-Choice 28 Lies Exposed e pesquisas adicionais:

No discurso abortista usa-se comumente o número dos crimes de estupros como indicador para dimensionar o tamanho do problema. Isso simplesmente é forçar estatísticas a seu favor. O problema é demonstrado como se todo estupro resultasse em uma gravidez. Conforme o Departamento de Saúde dos Estados Unidos (U.S Department of Health and Human Services), apenas 3% de todos os abortos realizados são devidos a casos de estupro, no Uruguai e em Portugal, representa menos de 1% dos casos de abortos legais. Assim nos EUA 97%  e no Uruguai e Portugal 99% são denominados os abortos provocados por “motivos pessoais”.

O embrião (ou o feto) não fazem parte do corpo da mulher, sendo um organismo vivo e autônomo. Assim, tendo que o direito de uma pessoa termina onde começa o direito do outro e as gestantes carregarem em seus ventres uma vida humana de um terceiro, não há o que falar em direito sobre o corpo da mulher em detrimento da vida do embrião. A mulher tem todos os direitos sobre seu corpo, mas não sobre o corpo da criança. Assim, é papel do governo legislar sobre o comportamento dos cidadãos quando estes possam atentar contra a vida de um ser humano indefeso (o embrião ou o feto).

Fala-se com frequência que as mulheres abortam de qualquer maneira, seja o aborto crime ou não, e que com aborto legalizado a sociedade poderia dar maiores condições de acolhimento e aconselhamento para evitar abortos. A indústria do aborto não ganha dinheiro algum desencorajando as mulheres sobre o aborto. Os conselheiros das clínicas são partidários e evangelizadores da indústria do aborto. Eles pregam a doutrina pró-aborto para garantir seus empregos e lucros. Nesses países, as mulheres vão à uma clínica de aborto e antes de efetivarem o agendamento do aborto, são “orientadas” pelo vendedor de abortos e lhes é dito com frequência, que o feto é um amontoado de células ou parte do corpo dela, o que é uma mentira. Não raro verificam-se casos de clínicas negligenciando situações em que o estuprador leva a mulher para abortar, contra a sua vontade, permitindo assim a perpetuação dos abusos sexuais por anos. Assim, argumentar que a mulher tomará sua decisão sozinha e em privado também é uma mentira, como mostra a realidade dos abortos forçados. Mais uma vez desconsideram a vida do bebê be como a decisão do pai da criança, que perde todos os direitos sobre a proteção do seu filho.

O embrião, a partir da concepção, é uma vida humana.  Isso é confirmado pela embriologia, em livros e estudos de mais altos graus de confiabilidade. Embora muitos acadêmicos abortistas tentam dizer o contrário, manipulando o conceito de vida humana, não há qualquer fundamentação científica esse fato. O que existem são tentativas de criar conceitos e condições para determinar quem tem ou não direito de viver, baseando-se em características da pessoa, como capacidade de sentir dor ou capacidade de refletir sobre a própria vida. Essas teorias relativistas têm levado abortistas a defender inclusive o infanticídio, aplicando-se a ele a ética do aborto – veja neste artigo. Devemos lembrar que os direitos humanos são inatos, inalienáveis e não são adquiridos ou conquistados sob qualquer condição. Basta ser um ser humano para fazer jus aos direitos humanos. Os direitos humanos são garantidos aos seres humanos pelo fato de que eles são seres humanos.

Não podemos impor condições, a partir de nossas interpretações, para determinar quais condições devam ser atendidas para que um ser humano faça jus a estar protegido pelos direitos humanos. Isso é extremamente cruel. Basicamente, foi isso que se fez na escravidão quando se buscou impor condições para determinar que negros tinham menos direito humanos. Dentre todos os direitos humanos, o mais fundamental de todos os direitos é o direito à vida. A vida é o direito fundamental porque um ser humano não poderá gozar de nenhum outro direito se ele for privado da vida. Uma mulher não poderia reivindicar direito ao aborto se ela tivesse sido abortada. Nenhum governo ou organização internacional pode ter legitimidade para determinar se uma criança tem ou não direito à vida. Os direitos humanos são natos (devido a natureza humana) e inalienáveis (não podem ser alterados, transferidos ou retirados).


Pena de morte e aborto

Fala-se com frequência que opositores do aborto seriam hipócritas porque muitos defendem pena de morte e são contra o aborto. Primeiro isso é uma generalização com recurso do argumento do espantalho. Cria-se um personagem fictício com uma atitude aparentemente contraditória para atacar o inimigo, ao invés de adentrar ao tema que interessa. Segundo, nem todo opositor do aborto legal é defensor da pena de morte, talvez seja minoria. Terceiro, os que defendem a pena de morte e são contra o aborto legal, estes partem da premissa de que a pena de morte retira a vida de quem cometeu crime grave e provado, e o aborto retira a vida de uma pessoa inocente que não cometeu crime algum. Por fim, sob a ótica do direito humano inalienável, devemos ser contrários a ambos os casos, como defende a constituição federal no Brasil, colocando a vida como direito inalienável. Nem pena de morte nem aborto, é o que diz a Constituição Federal no Brasil.

Aborto e religião

Outra frase que ouvimos com frequência é que “o governo não deve se envolver na questão do aborto porque se trata de uma questão religiosa e isso violaria a separação entre estado e religião”.
O aborto não é uma questão de religião devido ao fato de que a ciência já definiu onde inicia a vida na concepção. O fato de pessoas adeptas à uma religião serem pró-vida não faz da causa pró-vida uma causa religiosa. Há inclusive, pessoas religiosas que são a favor do aborto e pessoas sem religião que são a favor da vida.  Existem ateus que são contra o aborto. Senão poderíamos dizer quea lei do homicídio também tem base religiosa, por conta do mandamento “Não Matarás”, que é o mesmo mandamento pelo qual cristãos se opoem ao homicídio, pena de morte e aborto.  É falacioso dizer que o aborto é uma questão religiosa.

Ao mesmo tempo, o estado laico não significa que se deve ignorar os valores religiosos da sociedade porque os valores religiosos fazem parte dela.  A constituição da maioria dos países Ocidentais foi estabelecida com base nos conceitos sociais e religiosos cristãos estabelecidos ao longo de séculos legislações sobre temas como assassinato, discriminação, abuso sexual, uso de drogas, divórcio, pornografia e prostituição, calúnia e difamação, entre outros. Se a sociedade quiser agora abolir todas as leis onde houver conceito religioso coincidente, voltaremos ao caos do início da idade média. Há uma grande diferença entre questões sociais e religiosas. Se a igreja pedisse ao governo para legislar sobre o batismo, isso seria uma situação religiosa que atentaria contra o conceito de estado laico, por forçar pessoas a ter conduta claramente religiosa. Mas problemas sociais e de direitos humanos transcendem as ideias religiosas porque envolvem pessoas de todas as partes da sociedade e direitos fundamentais.  O discurso pró-aborto propositalmente busca rotular qualquer defesa da vida como discurso religioso e atentado contra o estado laico como forma de silenciar e cercear o direito de defesa da vida. Isso é uma atitude que de fato atenta contra o estado laico, porque um religioso não pode ser privado de ter voz em debates públicos pelo fato de ser religioso. Isso é censura.


“Sou contra o aborto, mas a favor da legalização”

Muitos defensores do aborto legal argumentam atualmente no Brasil que querem legalizar o aborto para dar segurança as mulheres, mas que isso não significa que acreditam que o aborto é moral e algo bom. Alguns até concordam que o aborto é errado, mas que a lei deve permitir para dar segurança as mulheres. Contudo, nos países que o aborto já está legalizado, os abortistas argumentam que se está legalizado significa que é moralmente aceitável e inquestionável. Veja como o discurso é adaptativo e incoerente.

A lógica vai sendo invertida conforme as necessidades. Podemos inclusive adentrar a questão comumente discutida nos países que o aborto já foi legalizado, que é o argumento: “se é legal, é moral”. Precisamos entender que a moral independe das leis. Se assim fosse, o que diríamos da escravidão? Ela foi legalizada em muitos países do mundo por muitos anos mas nem por isso era moral.  A escravidão nunca foi e nunca será moral. O mesmo ocorre com uso recreativo de drogas. O uso de drogas é nocivo para as pessoas e para a sociedade e o fato de ela ser legalizada não faz com que o uso de drogas se torne uma boa influência moral. A prostituição é a mesma coisa: trata-se de algo ruim para as famílias, para os casamentos e para os jovens; independente do que dizem as leis sobre a prática. Defender a moralidade com base no fato dos atos serem legais ou não é um argumento ridículo. O que diríamos sobre leis decretadas por Josef Stalin e Adolf Hittler (não por acaso, suas ditaduras legalizaram o aborto). A legalidade apenas determina como a justiça vai atuar e não o que é moral.

“O embrião é um aglomerado de células”
Muitos alegam que o embrião ou o feto seria apenas um amontoado de células, como um tumor e que por isso basta retirá-lo do corpo da mulher. Primeiro, esse argumento ignora todas as comprovações científicas que mostram que o embrião é uma vida (organismo vivo e autônomo). O fato do feto necessitar dos nutrientes do corpo da mãe não muda a sua natureza. Veja, ele só precisa de nutrientes. Argumentam isso também ignorando o fato de que um bebê recém nascido também não tem chances de sobreviver sozinho e provavelmente morrerá de fome se for deixado ao relento isolado de sua mãe; assim como pessoas portadoras de determinadas necessidades ou em situações especiais, bem como idosos também podem necessitar de cuidado de outro ser humano para manterem-se vivos e se alimentar.

Se o embrião fosse um aglomerado de células ou um parasita, o corpo da mãe tentaria expulsá-lo. Mas o  que ocorre? o corpo da mulher adapta seu sistema imunológico para acolher a vida do embrião, desde o momento da fecundação. Isso prova novamente, que o embrião é um ser humano e não um parasita.

A estratégia deles nesse argumento é  também, evitar que as pessoas pensem no bebê que virá depois de alguns meses. Cria-se a ideia de um tumor buscando criar um pensamento frio para os não nascidos. Ignoram também o fato de que simples decisão deles fará com que a criança não nasça.


O feto não é um ser humano

Se a união de um óvulo e o espermatozoide humano não resulta em um ser humano, no que resulta? Diversas organizações lutam pela preservação dos ovos de tartaruga, reivindicando punição para quem destruí-los uma vez que a vida das tartarugas merece ser preservada. Se os ovos das tartarugas devem ser preservados por serem considerados vidas de tartarugas, por que o feto não seria uma vida humana? As palavras embrião,  feto, criança, adolescente, adulto e idoso descrevem as fases de desenvolvimento do ser humano. Um adulto não é mais ou menos humano do que um bebê ou um embrião. Você não precisa ser um cientista para ver que a vida começa na concepção. Um espermatozoide humano, se largado em qualquer lugar, não se tornará nada – ele é uma célula com o DNA do homem que gerou o espermatozoide. O óvulo humano, sozinho, também não se torna nada – ele possui o DNA da mulher. Nenhum dos dois será algo isoladamente. Mas, uma vez combinados o esperma e o óvulo, ocorre a concepção e teremos o embrião de um ser humano, que se tornará um ser humano igual a você – o embrião tem sua carga genética própria, seu próprio DNA.

Ainda que houvessem dúvidas, caberia o benefício da dúvida: os sistemas legais e judiciais praticamente em todo o mundo usam esse princípio. Por que não vamos dá-lo ao feto?

Façamos mais um exercício: suponhamos que não houvessem diversas comprovações científicas para nos dizer que o feto é um ser humano; uma vida. Ainda assim, na dúvida deveríamos preservar o feto. A analogia da implosão do prédio: imagine que você é responsável por coordenar a implosão de um prédio antigo. Depois de isolada a área ao redor você precisa se certificar que não há ninguém dentro do prédio. Porém, não foi possível confirmar se há uma pessoa dentro do prédio e pelo seu planejamento, é hora de implodir a edificação. Você faria a implosão mesmo sem ter certeza se que há uma vida humana dentro do prédio? Tenho certeza que não.


“Eu não acredito que as mulheres devem fazer um aborto, pessoalmente eu sou contra o aborto, mas eu acho que as mulheres devem ter o direito de escolher.”

Esse argumento tem sido bastante repetido em prol do politicamente correto. Especialmente porque a grande mídia faz campanha pela causa abortista de forma massiva. Para perceber a incoerência dessa frase, basta analisar essa lógica para outros “problemas sociais” que temos hoje em dia:

a) Eu não acredito que os adolescentes devam beber e dirigir, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;

b) Eu não acredito que as pessoas devam roubar, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;

c) Eu não acredito que as pessoas devam matar outras pessoas, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;

d) Eu não acredito que os homens devam estuprar mulheres, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que eles devem ter o direito de fazer ser quiserem;

e) Eu não acredito que os pais devam abusar sexualmente de seus filhos, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que eles devem ter o direito de fazer ser quiserem.

Os exemplos acima, bastante agressivos, servem para mostrar como essa falsa lógica do respeito ao direito da mulher em detrimento do direito do bebê é completamente errônea.


“As mulheres continuarão fazendo aborto mesmo que seja ilegal.”
Esse argumento simplesmente subverte a lógica da sociedade e de todo o direito. As leis proibitivas têm função de punir os atos ilícitos e com isso evitar que se repitam pelas mesmas pessoas, desencorajar novos infratores, protegendo assim, os direitos daqueles que são lesados por crimes. Além disso, as leis existem exatamente porque existem pessoas praticando esses atos nocivos ao direito de outros. Por isso, a frase é completamente falaciosa, não tem a menor lógica. Se ninguém cometesse e jamais tivesse cometido um aborto, ou um roubos, em toda a história do planeta, seria até possível que as leis contra isso sequer existissem. Dessa forma, ocorrência dos delitos (aborto) é justamente o motivo da lei existir, e não o motivo para ela não existir.

Esse argumento parte da falácia de que se uma lei não é 100% efetiva, ela deve ser abolida. Se assim fosse, poderíamos dizer:

a) as pessoas vendem e compram sexo (prostituição) mesmo que essa prática seja ilegal;

b) as pessoas continuarão usando drogas, sendo isso ilegal ou não.

c) os adolescentes continuarão bebendo antes da maior idade, sendo ilegal ou não;

d) as pessoas vão ultrapassar o limite de velocidade sendo isso ilegal ou não;

e) as pessoas vão cometer roubos, estupros e assassinatos, sendo isso ilegal ou não.

Os argumentos acima, evidentemente absurdos, são “tão lógicos” quanto o argumento usado para legalização do aborto. Se houver uma lógica no argumento de legalizar o aborto porque as pessoas praticam abortos mesmo sendo crime, nessa “lógica”, deveríamos legalizar dirigir alcoolizado, já que muito certamente muito mais gente comete esse delito e desejaria ter esse direito de beber e dirigir sem riscos de ser punido. Lembrando: o objetivo das leis é também minimizar os comportamentos indesejáveis.


“Aborto legalizado protege a mulher contra abortos inseguros.
Além dos argumentos abaixo, é extremamente pertinente sabermos sobre os números dos abortos no Brasil. O número de abortos é faláca já vencida por inúmeros artigos disponíveis no site Estudos Nacionais. A mortalidade materna por aborto, é outro tema envolto em mitos e falácias, propagadas pela mídia. Segundo o DataSUS, sistema oficial do Ministério da Saúde, em 2014 ocorreram no máximo 55 mortes de mulheres que fizeram abortos clandestinos. Clique aqui e veja artigo específico sobre esse tema.

Mas ainda que o número fosse maior, primeiramente, devemos lembrar que o feto, vítima em todos os abortos, é um ser humano, conforme provado cientificamente. Em um aborto inseguro ou não, uma criança tem sua vida cerceada. Em segundo lugar, não é cabível legalizar o aborto porque há mulheres que querem realizar o aborto a qualquer custo, inclusive a custo da própria vida. É amplamente discutido e sabido que o aborto é crime e o feto é uma vida humana. Então as mulheres que ainda assim buscam fazer um aborto a custo de risco da própria vida, cabe a sociedade dar atenção a essas mulheres para que não cometam esse mal consigo mesmas e com seus filhos, mas se preserve a vide e demos condições dignas para o exercício da maternidade.  Não cabe ao governo ou a legislação, dar subsídios para que as pessoas cometam crimes com mais segurança. Um pai de família, por exemplo, que esteja desempregado, deveria contar com apoio da sociedade para cometer assaltos sem riscos à sua integridade física e saúde?

Se todos os membros de sociedades e ONGs pró-aborto tivessem iniciativas voltadas ao apoio das mães que se veem desesperadas frente à uma gravidez não planejada, quantas vidas salvaríamos? Em vez de legalizar práticas cruéis como o aborto, a sociedade deveria reavaliar a valorização da  responsabilidade de cada um na sociedade e a obediência das leis.


“Exigir que uma mulher mantenha sua gravidez indesejada é cruel e desumano.”

É interessante como algo que é próprio da mulher e deveria ser a maior realização da vida de qualquer mulher e homem, passa a ser considerado uma tragédia. Somente com muita lavagem cerebral uma pessoa com intelecto não debilitado pode imaginar que ter que mudar seus planos e arcar com as responsabilidades de uma gravidez não planejada seja mais cruel e desumano do que dilacerar um feto, arrancando-lhe as pernas, depois os braços e cada pedaço de seu frágil corpo em formação. Desumano e cruel é privar a vida de um feto. Só numa sociedade que colocou o egoísmo e o consumismo acima de todos os valores pode-se pensar que é cruel ter um filho.

A criança não forçou sua concepção. Como vimos, em 97 a 99% dos casos de abortos em países com a prática legalizada, o bebê é fruto de um ato voluntário do casal em fazer sexo. Casais que são (ou deveriam ser) cientes das possíveis consequências de seus atos, que é a geração de uma nova vida.

Depois do assassinato do feto ou embrião, só há uma coisa mais cruel. A mulher ter que conviver em sua consciência com o fato de ter acabado com a vida do próprio filho. Muitos estudos têm mostrado estatísticas aterrorizantes sobre os índices de problemas psicológicos que as mulheres sofrem depois de cometer um aborto. Testemunhos bastante chocantes e comoventes também demonstram isso.

Milhares de mulheres sofrem a vida inteira pelo arrependimento de uma decisão que tomaram naqueles dias, semanas ou meses, em total desespero de sua condição temporária de incertezas frente a uma gravidez indesejada. Olham para a vida que passou e para a poltrona ao seu lado, e imaginam a companhia de seu filho ou sua filha, que poderia estar ao seu lado na velhice, mas não está porque não pode nascer.

Muitas mulheres testemunham que é muito mais fácil ter seu bebê do que enfrentar o trauma físico e emocional de um aborto. Em muitos casos, mulheres sofrem pressão para fazer um aborto enquanto tem vontade de seguir em frente na gravidez.
Muitas pessoas, amigos, membros da família ou aquele namorado irresponsável, pressionam a mulher, fazendo prognósticos de que ela terá de enfrentar uma gravidez e uma maternidade repleta de dificuldades e de sofrimento; e que o aborto, já legalizado em muitos países, será a situação mais fácil para “acabar com o problema”. Desconhecem porém, o sofrimento que a mulher terá de enfrentar se optar pelo aborto. As leis pró-aborto, vem como mais uma pressão para a mulher abrir mão daquilo que lhe foi conferido como dom por sua natureza.


“É cruel colocar uma criança neste mundo, cheio de sofrimentos. Ele será só mais um problema para a sociedade.”

Esse argumento, em outras palavras, diz que para proteger a vida da criança devemos matá-la. Certa vez em um debate sobre pena de morte, um dos debatedores, ateu, disse:

creio que só temos direito de condenar alguém a uma punição que conhecemos. Eu não conheço a morte e até que se prove o contrário, ninguém aqui sabe como é a morte. Já a prisão, sabemos o que é e como é, portanto, só podemos condenar alguém a prisão.

Nesse raciocínio, cabe condenarmos a criança inocente ao aborto, diante de nosso total desconhecimento sobre a morte?

Além disso, como podemos saber se a vida dessa criança será só sofrimento? São milhares os casos de mães que testemunham terem chego a beira de cometer um aborto e desistirem; e anos mais tarde verem seus filhos realizados; sendo pessoas boas, benevolentes, capazes de ajudar muitas pessoas e diminuir o sofrimento do mundo; a começar pela própria mãe.

Abrarham Lincoln, por exemplo, sofreu por décadas desilusões e dificuldades em sua vida pessoal e profissional, para depois dos 40 anos de idade, tornar-se um grande homem e entrar na história. Segundo a lógica abortista, ele não deveria ter nascido; afinal sua vida seria repleta de sofrimento.

Viktor Frankl é outro exemplo, que foi para um campo de concentração nazista e durante os anos e diante de todo aquele sofrimento, ainda via sentido na vida. Saiu dali e tornou-se famoso por ensinar e ajudar as pessoas a verem o sentido da vida.


“É melhor optar por um aborto do que dar a criança um lar desestruturado; vivendo assim se tornará um criminoso.”

Mais uma vez o argumento abortista usa o prognóstico mais pessimista como algo certo, para trocar essa incerteza pela morte do feto (como se também não fosse desconhecido o sofrimento de ser envenenado, mutilado, queimado e morto – que é como se dão os abortos na visão do feto).

Assim como vimos na resposta da questão anterior, sobram exemplos felizes de pessoas que nasceram em famílias desestruturadas e ajudaram a estrutura os pedaços do projeto de família. Filhos de mãe que foram estupradas tornam-se crianças que ajudam e protegem suas mães. O filho do estuprador não carrega os crimes do pai, mas sim carrega o gene da mãe e é seu filho.

No Brasil, as filas de pais que querem adotar um filho são gigantes e a burocracia e a ineficiência do sistema faz com que muitas crianças cresçam antes de serem adotadas nas idades mais procuradas(desejadas) pelos candidatos a pais adotivos. Também não se fala em termos de políticas de incentivo para adoção de crianças com mais idade, para os candidatos das filas de adoção.

Diversas ONGs e partidos políticos pró-aborto buscam (e conseguem) fundos para investir em campanhas pelos direitos de escolha da mulher, mas nada fazem para dar subsídio para as mulheres que optaram por ter seus filhos apesar de suas condições materiais, sociais e psicológicas. Muitas vezes, a mulher quer ter seu filho, mas por falta de apoio ou mesmo pressão de pessoas próximas, acaba querendo abortar. Assim, se cada dólar gasto em campanha pró-aborto fosse revertido em apoio para mulheres, os menos de 100 ou 150 mil abortos clandestinos que ocorrem anualmente no Brasil poderiam se tornar histórias de famílias mais felizes.

Em um mundo em que a população fica a cada dia mais velha; só se fala em reduzir a natalidade e nada é feito para construir uma nova geração de trabalhadores e cidadãos conscientes. Os abortistas e eugenistas preferem a “solução mais simples”, matar aqueles que tem menos chances de ser bons cidadãos.


“Se você não quer permitir que eu faça um aborto então você deve dar-me condições para criar meu filho, como comida, roupas, plano de saúde, escola.”

Em tempos em que o vitimismo se tornou esporte tão praticado, o objetivo desse argumento é fazer aqueles que querem proteger a vida da criança e mostrar a importância da responsabilidade materna e paterna, tornem-se culpados pela situação de falta de planejamento e irresponsabilidade culminantes em uma gestação indesejada. O argumento deixa alguns desavisados confusos porque faz o defensor do feto e da mulher se sentir culpado pela situação da mãe (ou da família), com a gravidez indesejada. Uma falácia discursiva.


“A responsabilidade recai somente nas mulheres, por isso qualquer lei contra o aborto desrespeita o direito das mulheres.”

Com objetivo de desclassificar o debate tenta-se aplicar o rótulo de machista.  Argumentam que o homem pode eximir-se mais facilmente da responsabilidade da paternidade simplesmente fugindo, desaparecendo, negando-se a pagar pensão, enquanto a mulher terá de carregar esse fardo que é a criança. Na verdade, o que se quer com esse discurso é “dar direitos iguais” para as mulheres.  Mas não é qualquer direito. Trata-se de reivindicar o “direito” de matar o bebê, porque alguns homens sentiram que têm o “direito” de abandonar seus filhos. É o rebaixamento de si pela miséria do outro.

Nenhum homem tem direito a abandonar seus filhos. Trata-se de um crime previsto em lei.  Por óbvio, essa liberdade só leva a mulher a cometer também um crime, que é o aborto.  No momento que um abortista concorda com o fato de que os homens que fazem isso cometem um crime e que essa liberdade deve ser dada também as mulheres, precisará concordar que a liberdade que pregam é a liberdade de cometer outro crime. Portanto, o aborto deverá ser mantido ilegal.

Imagine, se as mulheres tiverem total liberdade para fazer aborto, esses péssimos exemplos do sexo masculino poderiam reivindicar sua inocência frente ao abandono da paternidade nos casos em que ele não desejava a gravidez e a mulher porventura não optou pelo aborto. E isso de fato está acontecendo no mundo. Em diversos países, como Portugal e Reino Unido, homens têm apresentado ações na justiça reivindicando o direito de não ser pai da criança sob alegação de igualdade de direitos – já que eles preferiam que a mulher tivesse abortado; como elas não fizeram isso, ele não quer ter de ser obrigado a cuidar da criança. Clique aqui para ler artigo sobre esse tema.


“Abortos em caso de estupro são justificáveis”

Como podemos justificar a morte de uma criança inocente? É fato inegável que o sofrimento de uma mulher vítima de abuso sexual é indescritível e que ela poderá enfrentar uma série de problemas de ordem emocional e social por causa disso. Contudo, o aborto simplesmente não é uma solução, ele apenas muda (ou maximiza) o problema.

Devemos considerar fatos, que não mudam em função das circunstâncias na qual o bebê é concebido:

  1. Uma criança será uma criança se ela for concebida pelo amor ou pela violência;
  2. Metade da criança é gene da mãe. Carne da sua carne, sangue do seu sangue.
  3. A criança não tem culpa pelos erros de seu pai;
  4. O aborto não é uma cura para o trauma do abuso sexual. Ele não ira resolver os problemas psicológicos e poderá muito provavelmente ser mais um problema psicológico, de difícil solução.
  5. A mulher já sofreu uma agressão e submeter-se ao aborto é sofrer duas agressões;
  6. Se a mulher não pode criar a criança ela pode optar pela adoção;

Esses casos são bastante complexos emocionalmente. Cabe considerar que os casos de aborto por estupro, correspondem a 1% dos abortos feitos nos Estados Unidos e menos de 0,5% na maioria dos outros países.


“Aborto em caso de estupro já é permitido, portanto, não há o que restringir outros casos”

Primeiramente, aborto em caso de estupro não é permitido no Brasil. O que ocorre é que não há punição para a mãe e os médicos envolvidos em um aborto quando este é resultado de um estupro, mas foi mantido como crime.Vemos por conta desse argumento, que a cada precedente que é aberto, o discurso pró-aborto avança para a legalização completa do aborto. Tudo isso, sempre desconsiderando a vida da criança. Embora argumentem que querem legalizar o aborto somente até o terceiro mês e que se legalizado não vão querer legaliza-lo até o 6º ou 8º ou 9ª mês, a prática do discurso abortista mostra com a questão do aborto avança dessa forma, caso por caso, sempre usando os precedentes já abertos.

Em alguns países, já se vê artigos em que se defende o aborto até a hora do nascimento, o aborto pós-natal. Chamam de Partial-birth (parto parcial), onde o “médico”, em um parto normal, retira apenas parte do corpo da criança deixando apenas a cabeça dentro da mãe e corta o pescoço da criança.

No Brasil, se um pró-vida diz que a campanha pela legalização do aborto poderá abrir precedentes e chegar a este ponto, alguns desinformados dizem que isso é loucura. Mas se é loucura, por que nos lugares em que o aborto já é aceito em lei os grupos “pró-escolha” estão reivindicando avanços dessa natureza?