Ditador turco acusa Europa de golpe contra Maduro

O ditador do regime islâmico da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou nesta terça-feira (5) a União Europeia de tentar derrubar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. O regime da Turquia classificou os esforços contra Maduro de tentativa de golpe de Estado para afastar do poder o dirigente eleito do país.

Segundo o Correio Braziliense, Erdogan afirmou: “Sabemos agora o que a é a UE. De um lado falam de eleições e democracia e depois, de maneira violenta e com artimanhas, tentam derrubar um governo.”

Os dois ditadores se tornaram muito próximos e aproximaram os dois países nos últimos anos. Maduro foi um dos primeiros governantes a dar apoio a Erdogan após suposta tentativa de golpe em 2016 e, em dezembro de 2018, Erdogan visitou a Venezuela para selar acordos de cooperação avaliados em mais de 5 bilhões de dólares, segundo matéria do jornal O Globo.

“Cobriremos a maioria das necessidades da Venezuela. Temos essa força e temos uma oportunidade”, disse o ditador em visita à Venezuela em 2018.

Ontem (4), 19 países da UE reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

O regime da Turquia classificou os esforços contra Maduro de tentativa de golpe de Estado para afastar do poder o dirigente eleito do país.

Além da Turquia, o governo da Rússia também demonstrou indignação com o comportamento dos países europeus acerca da Venezuela, desafiando os países da União Europeia.

Aproximação ideológica

O motivo da aproximação da Venezuela por parte de países como China, Turquia e Rússia, faz parte da filiação da esquerda latino-americana à agenda eurasiana, capitaneada por Rússia e China e pautada por forte oposição ao Ocidente. Ao longo do último século, sociólogos e geopolíticos ocidentais insistiram em distanciar a América Latina da ideia de Ocidente, afirmando ser uma construção de países desenvolvidos e colonialistas. São por isso considerados “ocidentalizados”, uma espécie de ideologia da marginalidade global, que tem sido bem aproveitada por ideólogos anti-ocidentais, tanto árabes quanto russos como Alexander Dugin, a mente por trás das agendas de Putin.

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