Mensagens divulgadas por Intercept “são impericiáveis”, diz Molina

O perito forense Ricardo Molina afirmou que é impossível concluir a autenticidade das mensagens de supostas conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.

“As mensagens de texto estão sendo divulgadas estão sendo redigitadas, isso é uma loucura. Tanto é assim que colocaram data de 25 de outubro de 2019”, lembra o perito.

Considerado um dos maiores peritos do país, o professor da Unicamp, Ricardo Molina de Figueiredo é especialista em fonética forense, tendo atuado em centenas de casos de grande repercussão.

Sobre as mensagens divulgadas pelo site The Intercept, o perito declarou (ao Antagonista) que são tecnicamente impossíveis de se verificar as autenticidades das mesmas.

“Os textos são impericiáveis. Nunca serão autenticados”, reforça, ao avaliar a impossibilidade deles serem usados como prova em qualquer processo. Molina vai além: ainda que se provasse a integridade do áudio atribuído a Dallagnol, isso automaticamente não autenticaria os textos que foram reescritos pelo Intercept.

“Não existe autenticação pericial por analogia. Cada coisa é uma coisa.”

As perícias de Ricardo Molina de Figueiredo são famosas e polêmicas. Algumas vezes as suas conclusões ou indicações levaram a absolvições, outras a condenações, mas em nenhum caso foram registrados erros graves de análise. Ele é odiado pela esquerda brasileira, especialmente por defensores de Lula, já que, em 2017, ele comprovou que Lula e Marisa haviam adulterado o documento da compra do triplex do Guarujá, o que contribuiu para a prisão do ex-presidente.

Num caso anterior, Molina foi contratado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) para periciar os diálogos apresentados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, como prova de que Temer tentou comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ). Naquele caso, o laudo de Molina contestou a conclusões da PGR sobre a autenticidade de frases do diálogo que levaram à abertura de inquérito contra o então presidente.

Molina também assegurou serem suspeitas as provas contra Eduardo Bolsonaro fornecidas por Patrícia Lelis, em um processo que acabou sendo arquivado por falta de provas.

O perito também atuou nas investigações sobre a morte de Paulo Cesar Farias, o PC Farias, empresário e tesoureiro da campanha eleitoral do ex-presidente Fernando Collor, em 1996, e, em 2001, ele em 2001, ele atuou como perito em outro escândalo: a violação do painel eletrônico do Senado pelo então senador Antônio Carlos Magalhães (DEM).

Informações, OAntagonista, Diário do Brasil e site da revista Veja.

2 thoughts on “Mensagens divulgadas por Intercept “são impericiáveis”, diz Molina

  1. É absurdo que esse indivíduo ainda seja consultado para qualquer parecer, já demonstrou absoluta incompetência, pois seus laudos são favoráveis sempre para a parte culpada.

    1. “pois seus laudos são favoráveis sempre para a parte culpada.” Se essa é razão pra ele demonstrar “absoluta incompetência” então, pelo que vejo, o incompetente aqui é você.

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