O Supremo que solta Lula também quer aborto para microcéfalos

Sessão Solene do Congresso Nacional destinada à comemoração do Dia Internacional da Mulher e à entrega do Diploma Bertha Lutz em sua 15ª Premiação. (E/D): ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; primeiro homem a receber o diploma Bertha Lutz, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello; deputado Beto Mansur (PRB-SP) Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deixou o país perplexo com a liminar que liberta todos os presos em segunda instância, o que inevitavelmente beneficiará o ex-presidente Lula. No mesmo dia, o STF põe na agenda o tema do aborto em caso de vírus zika, doença apontada como relacionada à microcefalia. A relação não foi comprovada pela ciência, mas na dúvida, mata-se os suspeitos.

Os dois temas representam a dura realidade do ativismo judicial no Supremo brasileiro, algo que tem se repetido mundo afora. Há alguns dias, o bilionário progressista George Soros parabenizou a suprema corte do México por descriminalizar o porte de maconha. Investidor de pautas como liberação das drogas, ideologia de gênero e aborto, Soros deve estar feliz com a atuação do Supremo brasileiro, que agendou para o dia 22 de maio o julgamento para permissão de aborto em caso de vírus Zika. O STF põe o aborto em pauta junto de outros casos, como o da permissão de medicamentos de alto custo etc, deixando até implícita uma equivalência moral entre permitir medicamentos caros a quem precisa e condenar à morte milhares de bebês suspeitos de terem alguma deficiência. Uma ironia macabra.

Eis a seriedade do tema: a permissão para aborto em caso de suspeita de microcefalia (zika virus) abre dois seríssimos precedentes: primeiro, aprova-se o aborto por SUSPEITA de problemas futuros e, segundo, de doença compatível com a vida, ou seja, entram aí uma série de problemas de saúde que a mulher achar inconveniente no filho. O sonho nazista da seleção artificial nunca esteve tão perto. Lula, perto disso, é um ursinho carinhoso.

A relação entre nazismo e feminismo não está somente no termo “feminazi” tão usado por conservadores nas redes sociais. Uma das pioneiras dos métodos anticoncepcionais, a britânica Marie Stopes, chegou a escrever uma carta elogiosa ao admirado líder alemão Adolf Hitler. Nos EUA, a americana Margaret Sanger dava palestras para a Ku Klux Klan sobre limpeza racial por meio do aborto. Também não é à toa que a maior clínica de aborto do mundo, a Planned Parenthood, centra clínicas em bairros negros nos EUA. As relações entre as duas coisas parecem infinitas. A ideia de selecionar o ser humano artificialmente ficou muito conhecida e mal vista após o nazismo, obrigando seus apoiadores a mudar a aparência do discurso, utilizando termos diferentes e entrando na onda dos “direitos”. Mesmo assim, ainda hoje permanece uma mesma expressão que ironicamente remete à original: saúde pública.

Para os eugenistas britânicos e americanos, a pobreza era uma doença infecciosa e era preciso ser extinta por meio da esterilização dos pobres. Essa pauta, tão bem vista como uma preocupação de saúde pública, é facilmente reconhecível hoje em dia quando ouvimos um defensor do aborto dizer que as principais vítimas da mortalidade materna em abortos ilegais são as mulheres pobres e que elas é que precisam ser contempladas com esse direito. Ou seja, o alvo continua o mesmo, embora se utilize o argumento falacioso da mortalidade materna como justificativa.

Onda conservadora precisará lidar com maré vermelha

As supremas cortes têm sido uma ferramenta preferencial dos movimentos revolucionários globais. Toda a resistência conservadora que se formou na internet e conquistou o poder político não sabe ainda como lidar com isso. O presidente eleito não poderá simplesmente dissolver o Supremo. O ativismo judicial se vale de noções jurídicas que foram longamente preparadas e se nutrem da hegemonia cultural construída pela esquerda na maior parte do mundo. Ministros atendem expressamente as agendas internacionais, principalmente pelo fato de que as fundações, entidades e movimentos organizados pressionam financeiramente para isso. Afinal, todas as decisões das cortes se dizem basear no costume, na bela e moral resposta à sociedade. Essa sociedade de que falam, porém, é a desenhada cuidadosamente pelos movimentos sociais, únicos intermediários permitidos entre as cortes e a sociedade.

Às portas da posse de Bolsonaro, a hegemonia cultural da esquerda ainda tem a sua efetividade e centra esforços para implementar as suas pautas. A situação de inferioridade política da esquerda pode representar um upgrade na sua presença cultural, já que o discurso contra o poder e as elites sempre foi o que determinou certa unidade de agendas progressistas. Uma “onda” conservadora como a que se vê atualmente, mesmo que contando com o apoio governamental, terá de lidar com um oceano de presença maciça da esquerda nas universidades, meios de comunicação e nos próprios partidos políticos. Pior ainda: a hegemonia cultural da esquerda é algo que está presente nas mentes de pessoas, independente se elas estão no centro, na esquerda ou na direita.


 
 

6 thoughts on “O Supremo que solta Lula também quer aborto para microcéfalos

  1. Pingback: new.aubincorp.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *