Maduro acusa Bachelet de mentir em relatório para a ONU sobre a crise na Venezuela

Em coletiva no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, na manhã desta terça-feira (9), o ditador Nicolás Maduro fez duras críticas a um relatório elaborado por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile que atualmente ocupa o cargo de alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.

O relatório de Bachelet foi lido na ONU, na última quinta-feira (4), e denunciou uma série de arbitrariedades e violações aos direitos humanos com direito à prisões ilegais, tortura, perseguição política etc. Contabiliza-se algo como 6.800 julganentos extrajudiciais no intervalo entre 2018 e 2019. Os dados foram recolhidos em visistas da alta comissária ao país caribenhos e a seus vizinhos bem como em uma importante soma de entrevistas com vítimas do regime Maduro.

Já na sexta-feira da semana passada representantes do governo venezuelano na ONU se pronunciaram alegando que o documento de Bachelet era “parcial” e que “carecia de uma metodologia mais precisa”.

Hoje foi a vez de Maduro se manifestar sobre o caso e reiterar a narrativa de que o relatório é “mentiroso”, “falso” e que serve “aos interesses imperialistas, aos golpistas, aos fascistas”.

Maduro ainda declarou que mandará uma carta à própria Bachelet, a quem ele alega ter “recebido de boa vontade”, para que ele faça um desagravo sobre as acusações.

 

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