Governo ateu chinês oferece recompensa para quem denunciar cristãos

Foto: Reprodução

O Partido Comunista Chinês (PCC) iniciou uma nova etapa de perseguição religiosa no país, oferecendo uma recompensa de até 1.500 dólares para quem denunciar a existência de igrejas domésticas no país.

Segundo o site de notícias cristão Gospel Mais, a organização Bitter Winter obteve documentos que comprovam a oferta de valores em dinheiro para quem denunciar os cristãos na China, país preferido de alguns liberais brasileiros que integram o governo do Brasil.

Cristãos presos na China são normalmente submetidos a tortura e tratamento cruel. De acordo com os números mais recentes fornecidos pelas denominações cristãs mais perseguidas, ao longo de 2018, pelo menos 10.938 dos seus membros foram presos pelas autoridades em 30 das divisões administrativas de nível provincial na China continental (há um total de 34 dessas divisões); e 6.653 foram detidos, com 2.350 sob custódia atualmente.

Um dos documentos que aponta a nova fase da perseguição foi obtido em um subdistrito na cidade de Nanyang, em Henan, onde consta a informação de que os locais deveriam reprimir o xie jiao, ou, “ensinamentos heterodoxos”, como aponta o relatório.

Xie Jiao é uma expressão utilizada para classificar toda religião que é uma ameaça ao regime comunista chinês, como o cristianismo. Segundo a Bitter Winter, isso faz parte da nova “revolução cultural” chinesa, semelhante a que ocorreu entre os anos 1966 e 1976. Naquela época, o Partido Comunista Chinês exterminou toda forma de cultura tradicional da China, impondo apenas as práticas e ideologias do PCC como regra de conduta e pensamento cultural.

Cristãos procurados

Na fachada do escritório do Comitê da Aldeia Caizhuang, no distrito de Mangzhongqiao, na província de Henan, região centro-norte da China, há uma caixa de ferro pendurada, onde está escrito: “Caixa de Relatório de Crenças Religiosas”.

Caixas de ferro espalhadas pela China para colher denúncias contra os cristãos

A intenção é que os moradores depositem nessas caixas suas denúncias.

“O governo municipal emitiu essas ‘caixas de informação’ para cada aldeia”, disse um informante local, à Bitter Winter.

“As autoridades estão empreendendo uma repressão contra as crenças religiosas e as pessoas na vila estão proibidas de acreditar em Deus”.

Em outra caixa, localizada no comitê da vila de Chenzhuang, no município de Mangzhongqiao, o texto diz:

“Caixa para relatar locais privados (reuniões) e atividades missionárias”, informando o número de telefone para denúncias.

O informante pode receber uma recompensa de 200 a 1.000 RMB (cerca de US $ 30 a US $ 150), ou, se como resultado da denúncia houver um impacto ainda maior para o fechamento de igrejas, o valor pode ir de 5.000 a 10.000 RMB ($ 750 a $ 1.500), diz o relatório.

Comunismo ateu: mais vivo do que nunca

O regime fechado de Mao Tse Tung foi responsável pelo massacre de mais de 70 milhões de pessoas ao longo do seu governo, segundo o Livro Negro do Comunismo. O país comunista é hoje conhecido pelo crescimento econômico assustador, fruto de um forte “capitalismo de estado”, semelhante ao modelo tradicionalmente utilizado pelo fascismo.

A China utiliza a sua tecnologia de ponta para monitorar os cidadãos chineses, além de ser referência em espionagem internacional. A Huawei, principal empresa de telefonia, foi proibida de entrar nos Estados Unidos devido suspeitas de espionagem. No Brasil, um grupo de deputados governistas do Partido Social Liberal (PSL) fez uma viagem para captar investimentos chineses e convênios com a Huawei e outras empresas, enfrentando duras críticas de setores conservadores e anticomunistas.

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