Para a PF, invasão do celular de Moro pode ter relação com terrorismo islâmico

As investigações preliminares da Polícia Federal já identificaram conexões no Brasil, em especial em Santa Catarina, e no exterior, entre o site The Intercept Brasil, agentes na Rússia e até em Dubai, nos Emirados Árabes. Segundo agentes da PF, a investigação pode estar perto de descobrir os responsáveis pelo hackeamento ilegal dos celulares do ministro da Justiça Sérgio Moro e procuradores federais. A possível novidade, para a grande mídia, é que o motivo do ataque ao governo brasileiro pode ter relação com terrorismo islâmico.

De acordo com matéria do site da revista Isto É, desta quinta-feira (20), a linha de investigação da PF segue a mesma direção das revelações do perfil anônimo Pavão Misterioso, expostas pelo Twitter no último domingo (16) e repercutida por diversos sites da mídia independente. Com isso, a PF confirma diversas interpretações antecipadas por sites como Estudos Nacionais, ao longo das últimas semanas.

A PF segue o rastro das conexões entre Glenn Greenwald e o hacker procurado pelo FBI, Evgeniy Mikhailovich Bogachev, passando por Edward Snowden e os irmãos Durov, proprietários do Telegram, que como informamos, teriam aceitado colaborar com o governo russo abrindo informações de usuários.

Outra novidade, que surgiu na última terça-feira (18), foi o envolvimento de uma empresa de tecnologia, a Nexxera, sediada em Florianópolis (SC), suspeita de ter cedido a estrutura para um esquema ilegal de quebra de sigilo de autoridades do estado para o vazamento de informações sobre investigações em andamento. Na chamada Operação “Chabu”, formam expedidos mandados de prisão a diversas autoridades, incluindo um delegado da PF de Florianópolis, o ex-chefe da Casa Civil do Estado, o prefeito da Capital, Gean Loureiro (sem partido), entre outros.

O elo entre essa quadrilha e o hackeamento dos celulares dos procuradores do Paraná e do Ministro Sérgio Moro ainda é incerta. Mas se confirmada, pode frustrar o efeito pretendido pelos vazadores e colocar Glenn Greenwald e seu parceiro David Miranda em maus lençóis.

Relação com terrorismo islâmico

Agentes da PF envolvidos na investigação tendem a confirmar que a motivação dos ataques é ideológica. Os irmãos  Durov, fundadores do Telegram, são adeptos do Islã e junto de Snowden e Greenwald, são críticos dos Estados Unidos e principalmente de Israel. Diante do posicionamento do governo brasileiro de aproximação com ambos os países, os países islâmicos reagiram, assim como os Durov.

A Operação Lava Jato, conduzida por Moro, seria vista como “instrumento” de chegada de Bolsonaro ao poder, assim como simboliza a retirada da esquerda do jogo político. Assim, para enfraquecer o poder de Moro e Bolsonaro, a saída seria desmoralizar o juiz da Lava Jato. O objetivo, como noticiamos, tem relação íntima com a pauta Lula Livre, que traria de volta a esquerda lulista que mantinha boas relações com países islâmicos, assim como com terroristas, com a Rússia e consequentemente mantinha portas mais abertas a ciberativistas como Snowden, protegido de Putin, Greenwald e os Durov.

Entenda a trama ainda melhor compreendendo a natureza e o papel dos ciberativistas no Brasil e no mundo:

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