“O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores”

Brazil's President Jair Bolsonaro is welcomed by Japan's Prime Minister Shinzo Abe to the G20 Summit in Osaka on June 28, 2019. (Photo by Ludovic MARIN / POOL / AFP)

O encontro rápido com Angela Merkel, nessa sexta-feira (28) não teve maiores informações. Nos dias que antecederam a Cúpula do G20, em Osaka, no Japão, a chanceler alemã fez críticas ao Brasil pela sua postura ambiental, ao que o presidente brasileiro alertou que o Brasil não aceitará o tratamento que recebeu no passado. “O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores, que vieram aqui para serem advertidos por outros países”, disse sobre os comentários de Merkel. “A situação aqui é de respeito para com o Brasil. Não aceitaremos tratamento como no passado.”

Na quarta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel disse em conversa com parlamentares, que desejavam conversar com Bolsonaro, pois estaria preocupada com a questão do desmatamento no país.

“Assim como vocês, vejo com grande preocupação a questão das ações do presidente brasileiro e, se ela se apresentar, aproveitarei a oportunidade no G20 para ter uma discussão clara com ele.”

Dias atrás, 340 ONGs da Europa e da América do Sul fizeram questionamentos e exigiram “medidas rigorosas” contra o Brasil, no contexto do acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul. O motivo seriam as supostas políticas ambientais de Bolsonaro, que estariam promovendo o desmatamento. As ONGs ainda exigiram o compromisso do Brasil em favor do Acordo de Paris sobre o Clima.

“Acredito que a não conclusão do acordo com o Mercosul não contribuiria de forma alguma para o fato de que um hectare a menos seja desmatado no Brasil, pelo contrário”, ressaltou Merkel, segundo a agência AFP.

Mudança de postura frente à ordem global

Logo após desembarcar no Japão, o presidente foi questionado por jornalistas sobre o que achou dos comentários da chanceler alemã Angela Merkel e das ONGs sobre o desmatamento no Brasil. Bolsonaro respondeu que a Alemanha tem muito a aprender com o Brasil sobre meio ambiente:

“Nós temos exemplo para dar para a Alemanha, inclusive sobre meio ambiente. A indústria deles continua sendo fóssil em grande parte, de carvão, e a nossa não. Então, eles têm que aprender muito conosco.”

Bolsonaro rebateu as críticas de Merkel sobre as políticas ambientais e disse que exigirá respeito ao país, diferente do que foi feito no passado. O porta-voz da presidência, general Otávio Rêgo Barros, confirmou que os dois tiveram uma conversa rápida e reservada, mas não discorreu sobre quais temas foram tratados na reunião. Segundo o jornal Estadão, Rêgo Barros afirmou que o tom do encontro foi “como deve ser o tom de conversa de dois líderes de dois países do mundo”, sem apresentar mais informações à imprensa.

Na ONU, o governo brasileiro tem tido postura contrária aos lobbys do aborto e das propostas alinhadas a grupos que defendem ideologia de gênero. Leia abaixo.

Brasil enfrenta lobby pró-gênero e pró-aborto na ONU

Informações: Renova Mídia e AFP

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