Cineasta perde ação movida contra jornalista Allan dos Santos

Foto: reprodução, youtube.

O poder judiciário do Rio Grande do Sul decidiu, no dia 1 de julho, pela improcedência de uma ação judicial contra o jornalista Allan dos Santos (Terça Livre), movida pela cineasta e produtora Estela Renner, sócia do Instituto Alana e diretora da produtora Maria Farinha Filmes. Na decisão, o juiz considerou que o jornalista atuou dentro dos limites do direito a livre expressão.

A ação foi iniciada em 2017, após o jornalista do Terça Livre ter feito críticas à promoção da Ideologia de Gênero em projetos da produtora dirigida por Estela Renner. A ação foi apresentada na esfera criminal e poderia sentenciar o jornalista a até três anos de prisão, o que poderia significar retirá-lo completamente do cenário jornalístico em que atua.

A decisão do juiz Vancario André Anacleto, da 2ª Vara Criminal de Bento Gonçalves (RS), deu absolvição sumária do jornalista, na ação (queixa-crime) proposta por Estela Renner onde alegava que as supostas ofensas configurariam crime de calúnia, difamação e injúria.

Promoção da “desconstrução de estereótipos de gênero” e liberação das drogas

Em vídeo ao vivo, no canal Terça Livre, o jornalista Allan dos Santos comentava fatos recentes e enumerava entidades e pessoas públicas que tinham atuação conhecida na promoção de agendas envolvendo ideologia de gênero e legalização das drogas.

No aspecto da promoção à ideologia de gênero, Allan dos Santos fez críticas à produção do comercial intitulado “Repense o Elogio”, da empresa Avon, produzido pela produtora Maria Farinha, que promovia a ideologia de gênero através da desconstrução de identidades. O comercial, com a participação de atores infantis e adultos, visava desfazer os chamados “estereótipos de gênero”, propondo aos expectadores uma “nova ética” politicamente correta para a qual meninas não deveriam ser elogiadas com adjetivos como princesa, por seus pais.

O jornalista também mencionou o vínculo do Instituto Alana com os projetos Catraca Livre e Catraquinha, e ações de promoção da agenda da liberação das drogas. Estela Renner tem participação em diversos projetos, sendo juridicamente uma das sócias da holding Alanapar (Alana Participações), empresa que é sócia do Instituto Alana, uma entidade sem fins lucrativos (isenções fiscais), por onde são conduzidas parcerias com Catraca Livre e o produto Catraquinha. Em inúmeros momentos, o portal Catraca Livre, que hospeda o Catraquinha, dedica conteúdos à promoção da agenda da liberação das drogas e até mesmo de seu consumo, como ilustram as reportagens “Ei, vai um bolo de maconha aí?”, ou “NASA paga R$ 70 mil para você relaxar e fumar maconha por 70 dias – R$ 1000 por dia para você deitar e fumar maconha ininterruptamente por dois meses.Topa?” (grifo nosso), ou “Vídeo mostra três avós experimentando maconha pela primeira”, entre outras.

Uma das manchetes citadas, site Catraca Livre.

Ao atestar que as críticas do jornalista estavam dentro do limite da liberdade de expressão o processo contra o jornalista foi extinto. A condenação do jornalista poderia significar a retirada do cenário, de uma das vozes mais representativas contra o establishment e um golpe contra a liberdade de imprensa.

A diretora de produção, cineasta Estela Renner, está de volta no noticiário por conta de seu mais novo lançamento, a série Aruanas. Desta vez o foco é a promoção da pauta ecologista e ambientalista. A série que será transmitida pelo GloboPlay vai retratar, por meio de uma ficção, dilemas e lutas de ativistas de ONGs da agenda ambientalista, tema bastante caro para a elite global no Brasil e no exterior.

Elite brasileira em defesa da revolução

O Instituto Alana declarou em 2016 um patrimônio líquido de 325 milhões de reais, mas o instituto é apenas uma das entidades, uma das peças de uma grande estratégia, que parece copiar os arranjos de fomento de ações da esquerda, que há décadas (ou mais de um século), se consolidaram em níveis globais, tendo como integrantes as famosas fundações Rockefeller, Ford, Bill e Melinda Gates, Open Society e outras. Outros agentes desse processo incluem o Santander Cultural, o Itaú Social e muitas outras entidades de peso, com elevadíssimos capitais, dispostos a auxiliar na construção da sociedade utópica sonhada por alguns. O episódio que gerou a ação se dava no contexto da famosa exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, que certamente entrou para a história recente do Brasil, por demonstrar de forma clara como se dá o esquema de fomento de grandes capitalistas a projetos da esquerda, bem como a ousadia desses projetos. Ainda sobre alguns dos principais agentes dessa agenda transformadora o site Terça Livre publicou, em 2017, um artigo que explica um pouco do papel de famílias tradicionalíssimas que financiam as agendas de esquerda no Brasil.

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