Governo alemão restringe liberdade de judeus frente ao Islã

Temendo violência antissemita após verificado aumento de ataques contra judeus estrangeiros no país, o governo da Alemanha aconselhou que judeus praticantes evitem adereços que identifiquem sua religião. Em contraste, os muçulmanos têm cada vez mais presença no país e a chanceler Angela Merkel já afirmou que são “parte” da Alemanha.

Desde a Segunda Guerra, é a primeira vez que o governo alemão restringe liberdade de judeus. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, disse no domingo (26) estar chocado com a recomendação do comissário de antissemitismo do governo alemão, Felix Klein.

A recomendação põe a Alemanha ao lado dos países islâmicos que em geral perseguem cristãos e judeus. Em todos os países de maioria islâmica, a prática de outras religiões é restrita ao ambiente privado. Por isso, a liberdade de se identificar como religião sempre foi uma das mais caras à liberdade religiosa nos países ocidentais.  Mas pelo visto isso está para terminar.

Podemos esperar para os próximos anos (ou meses) que restrições avancem também sobre cristãos, já que a comunidade é a mais perseguida do mundo, junto com judeus, principalmente em países islâmicos. A Europa está claramente concorrendo com esses países na restrição às religiões, paradoxalmente em nome de valores como diversidade e multiculturalismo.

Curioso que os mesmos defensores da “segurança dos judeus” na Alemanha são os que denunciam a crescente islamofobia global, mas sem sugerir que muçulmanos escondam sua fé para se prevenirem. Pelo contrário, acreditam que a melhor maneira de fazer frente ao preconceito é expor as diferenças.

Da mesma forma, outros tipos de ameaças à segurança, como no caso de mulheres, gays e ativistas, a estratégia sugerida é sempre a da manifestação, da campanha de exposição ainda maior das diferenças, enfatizando a diversidade, o multiculturalismo.

Neste caso, porém, parece que o critério é outro. Mandar que judeus (e em breve cristãos) se escondam e pratiquem sua fé apenas em ambientes privados tem sido a tônica de um movimento global claramente interessado em calar justamente as vozes das tradicionais bases do Ocidente.

Fonte: Veja

 

 


 
 

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