China comunista e anticristã é oportunidade de negócios para governo brasileiro

FOTO: AGÊNCIA FRANCE PRESS

Uma das ditaduras comunistas mais antigas do mundo, a China também ocupa lugar de destaque entre os países que mais persegue cristãos. Alvo de protestos em Hong Kong, contra novas regras de extradição de presos políticos, a ditadura tem aumentado o controle e perseguição contra igrejas cristãs no país. Mas independente disso, o país comunista vem atraindo o interesse de países como o Brasil, que vê a China como grande oportunidade de negócios e boas relações internacionais.

Dos três níveis de perseguição classificados pela ONG Portas Abertas, a China ocupa o segundo nível, o de “perseguição severa”, entre os 50 países mais perseguidores de cristãos relacionados pela entidade. Ocupando a posição de número 27 na lista encabeçada pela Coréia do Norte, a China sofreu um aumento de violência em 2018, que passou a alcançar até mesmo as igrejas afiliadas ao governo.

Um cristão chinês e ex-muçulmano relata a sua motivação em meio à perseguição implacável do governo:

“Não importa se nós não temos um lugar para nos encontrarmos regularmente, nós nos reunimos com mais frequência para refeições. De qualquer forma, Jesus não vive em um prédio, ele habita em nós; todas as vezes que estamos juntos, nós somos a Igreja”.

A religião cristã no país permanece ilegal, sendo apenas permitidas as igrejas ditas oficiais ou legalizadas, permitidas ou aprovadas pelo partido. No mês passado, o governo chinês sancionou novas regras para a perseguição e fechamento das chamadas “igrejas clandestinas”. Mas o agravamento desse controle tem alcançado mesmo aquelas comunidades permitidas pelo governo.

Segundo o site Gospel Mais, a China vem passando por um processo de perseguição religiosa aos cristãos cada vez mais gradual, dado o crescimento do cristianismo no país, somando um número de cristãos que pode chegar a 100 milhões de habitantes. Este processo vem se acentuando desde 2013, quando Xi Jinping chegou ao poder.

No entanto, mesmo diante dessa grave crise humanitária, o governo brasileiro parece cada vez mais entusiasmado com a aproximação do país asiático, vendo oportunidades de negócio para os produtos nacionais, inclusive com sinalizações de parcerias tecnológicas, tema polêmico devido proibição norte-americana da empresa Huawei, impedida de entrar em alguns países por suspeita de espionagem.

Diante dos números gritantes, anualmente denunciados, da perseguição religiosa na China, o crescente interesse comercial do governo brasileiro poderia soar como uma afronta aos cristãos que pertencem ao governo e que lutaram para elegê-lo.


 
 

3 thoughts on “China comunista e anticristã é oportunidade de negócios para governo brasileiro

    1. Não tem nada haver com ser cristão ou não no território brasileiro, isso até um humanista deveria perceber que perseguir pessoas seja pelo motivo que for é algo execrável. Me parece tão obvio que se ater nesse ponto ao invés do conteúdo da matéria me parece … não tenho palavras! A sei lá, vai a palavra ‘bizarro’. Não vou mais me esforçar em descrever o minimo sobre a realidade e consequências de possíveis ações mesmo que aparentemente distantes, e que ainda sim desdobram em efeitos para o próprio individuo em um tempo indeterminado, porém inevitável. Acho que alguns precisam sentir na pele pra ver se o tico e teco liga no 220. Problema mesmo, é que ai vai ser tarde. Já cheguei até aqui então não vou apagar, quiser responder to nem ai, cansei de tentar elucidar o obvio.

  1. Ninguém escapa da China, mas tem coisas da China que nunca deveriam entrar aqui.

    E é só impor mais sobre eles, porque se não aceitarem morrem de fome.

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