Ministro da Saúde recebe visita de senadores e especialistas contrários ao aborto

O Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta recebeu um grupo de parlamentares e lideranças pró-vida nesta quinta-feira (04/07), para tratar de ações do ministério na defesa da vida desde a concepção. O encontro pode ser considerado histórico, depois de décadas de ministros da saúde alinhados aos movimentos abortistas radicais, que deram guarida no ministério para militantes e aborteiros profissionais, frequentemente envolvidos nas estratégias para a legalização do aborto no Brasil.

No gabinete do ministro estavam presentes renomados especialistas com posição contrária a legalização do aborto e senadores com posição clara nesse sentido, um grupo que tem se tornado grande obstáculo para indústria do aborto. Entre os presentes estavam o senador Eduardo Girão (PODE-CE), Soraya Tronicke (PSL-MS) e Capitão Styvenson (PODE-RN), Elmano Ferrer (PODE-PI), Mailza Gomes (PP-AC), Renilde Bulhões (PROS-AL) e Arolde Oliveira (PSD-RJ), bem como a doutora Lenise Garcia, presidente do Movimento Brasil Sem Aborto e o doutor Raphael Câmara, conselheiro no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

O movimento pró-aborto evoluiu muito nas últimas décadas por meio do poder Executivo, especialmente pelo espaço que lhes foi dado no Ministério da Saúde. Por conta disso, ainda existe um significativo loteamento de funcionários pró-aborto em posições chave no Ministério da Saúde. Assim, a ação é considerada essencial para que o governo de Jair Bolsonaro cumpra a promessa feita em campanha e em sua trajetória, de barrar avanços da esquerda radical e do lobby internacional da indústria do abortamento.

Muitos recursos públicos já foram investidos em projetos em prol do aborto legal pelo Ministério da Saúde. Entre eles destaca-se a Pesquisa Nacional do Aborto e o livro 20 anos de pesquisas sobre aborto, que possuem um forte conteúdo militante e foram coordenados pela mais conhecida lobista da indústria do aborto no Brasil, Dra. Débora Diniz. Outro exemplo disso é a Norma Técnica Atenção Humanizada ao Abortamento, que foi elaborada pelo ministério em conjunto com um grupo de militantes reconhecidos na luta pelo aborto legal, e por conseguinte, a norma técnica possui vieses pró-aborto (visa claramente facilitação do seu acesso e sem sequer verificar os critérios da lei vigente do aborto em caso de estupro).

Em 2018, sob a gestão Temer, o Ministério enviou representantes ao Supremo Tribunal Federal, que apesar de afirmarem que não iriam se posicionar em prol da legalização, na hora da exposição, só trouxeram “argumentos” favoráveis à liberação do morticínio. Nisso residem polêmicas, porque uma das informações apresentadas pela representante do Ministério, sobre mortes maternas por aborto, estaria respaldada em estudos, que o Ministério prometeu que iria apresentar nos dias seguintes a audiência pública, todavia, até agora ninguém viu o tal estudo.

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