Abortistas nos EUA ressuscitam mentiras de número de óbitos maternos por aborto ilegal

A mentira foi desmascarada por Washington Post Fact Check, a checagem de fatos do Washington Post. Representantes da Planned Parenthood, maior clínica de abortos do mundo e que envia milhares de dólares para militância pró-aborto no Brasil, foram pegos na mentira mais uma vez ao afirmarem que antes da legalização do aborto nos Estados Unidos (EUA) milhares de mulheres morriam por causa do aborto ilegal.

A fala desmentida por Gleen Kessler do Washington Post é de Leana Wen, presidente da Planned Parenthood, no dia 6 de março de 2019. Diante das alterações legais e cenário de possibilidade de reverter a decisão Roe versus Wade, ela declarou:

“Estamos diante de uma situação real em que [a decisão]Roe [vs. Wade] pode ser revertida. E nós sabemos o que vai acontecer, que é que as mulheres vão morrer. Milhares de mulheres morreram a cada ano antes de Roe [vs. Wade]”

A checagem de fatos mostra que a fala da presidente da clínica de abortos estaria embasada em um documento disponível no site da ACOG (Faculdade Americana de Obstetrícia e Ginecologia). A checagem destaca que não há qualquer citação, pesquisa ou prova, no documento da ACOG, para embasar a afirmação de 5 mil óbitos maternos por aborto ilegal ao ano antes de 1973, quando houve a decisão Roe vs. Wade que liberou o aborto em todo o país.

Confrontada com a falta de embasamento na afirmação, Kate Connors da ACOG teria citado um documento do ano 1958. O documento disponível na internet fala em estimativas de abortos ilegais nos EUA na ordem de 200 mil a 1,2 milhão ao ano, que são super-estimativas usadas pela militância na época, tal como é feito no Brasil. Mas o relatório não possui qualquer informação sobre mortalidade materna por aborto, sendo incapaz de sustentar a afirmação dos 5 mil óbitos ao ano.

Após um extenso resgate histórico de números controversos, o Washington Post fact check mostra que a militância pró-aborto chegou a estimar 15 mil mortes ao ano por aborto ilegal, na década de 1950. Mas os próprios militantes pró-aborto legal reviram suas estimativas à época, admitindo que estavam muito altas.

Em um paper o pesquisador Christopher Tietze, em 1957, estimou que o número de óbitos por aborto nos EUA estava em queda e o dado mais provável seria de 230 mortes maternas ao ano. Isso, contando abortos espontâneos, razões médicas e abortos ilegais. Portanto, o número não era 5 mil e nem 230 óbitos. Certamente, menos que 230 óbitos ao ano, pois os abortos espontâneos também matam, possivelmente tanto quanto ou mais que o aborto ilegal.

Apesar de fazer mais de 60 anos que Tietze esclareceu o patamar mais correto de número de óbitos maternos, membros da indústria do aborto ainda preferem continuar usando números implausíveis de 5 mil óbitos ao ano. Qualquer semelhança com o que ocorre no Brasil não é mera coincidência, dado que o movimento de liberação do aborto é extremamente bem alinhado estrategicamente em âmbito internacional.

A Planned Parenthood mostra em seus relatórios financeiros que nos anos 2009, 2014-2015 e 2016, doou mais de 1 milhão de dólares para ONGs e entidades no Brasil, que militam pela legalização do aborto.


 
 

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