Trump preocupa agenda global do FMI e Banco Mundial

Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar” o novo governo dos EUA, influenciando a partir da agenda do FMI para tentar definir a formulação de suas políticas.

WASHINGTON (Reuters) – Os líderes financeiros mundiais se reuniram nesta quinta-feira (20/04) nos Estados Unidos, para discutir formas de proteger o mundo financeiro das políticas consideradas protecionistas do presidente Donald Trump e defender a integração global do comércio, pautas pertencentes à agenda global da Nova Ordem Mundial.

As reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial irão colocar os 189 membros das duas instituições multilaterais diante do desafio da agenda de Trump “América em Primeiro Lugar” pela primeira vez, a apenas duas quadras da Casa Branca.

“Estes encontros irão tratar de Trump e das implicações de suas políticas para a agenda internacional”, disse Domenico Lombardi, ex-membro do conselho do FMI que hoje atua no Centro de Inovação para a Governança Internacional, um centro de estudos canadense.

Segundo Lombardi, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pretende “socializar”, influenciando no novo governo dos EUA a partir da agenda do FMI e tentar definir a formulação de suas políticas.

O FMI em particular vem emitindo alertas contra os planos de Trump para reduzir os déficits comerciais dos EUA com possíveis medidas de restrição de importações, argumentando que as políticas protecionistas iriam prejudicar o crescimento global.

Agora funcionários da gestão Trump estão reagindo a esses alertas lembrando que outros países são muito mais protecionistas do que os EUA e, no entanto, não parecem motivo de preocupação global.

Trump começou a semana assinando um decreto presidencial que ordenou a revisão das regras de aquisição pública “Buy American”, que incentivam a compra de produtos locais e que durante muito tempo ofereceram algumas isenções mediante acordos de livre comércio, e criticando as restrições do Canadá aos laticínios.

Além dos alertas sobre o comércio, na quarta-feira o FMI revelou dois documentos que apontam os perigos das propostas fiscais que Trump está cogitando, como ao avisar que suas ideias para uma reforma tributária poderiam incentivar operações financeiras arriscadas e elevar a dívida pública a ponto de prejudicar o crescimento, entre outros conselhos.

Fazer uma reforma tributária “de maneira que não aumente o déficit é melhor para o crescimento”, recomendou o diretor de assuntos fiscais do FMI, Vitor Gaspar.

 

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