Teóloga feminista promove aborto dentro da Igreja Católica

A teologia feminista é parte de uma revolução cultural que ainda está em seus primeiros passos (Ivone Gebara)

A teóloga feminista Ivone Gebara admite que o feto abortado “é um bebezinho”. Mesmo assim, defende a legalização do aborto sem restrições e dá palestras em instituições católicas pelo Brasil e pelo mundo.

Em 1995, a irmã Ivone Gebara foi condenada a dois anos de silêncio pelo Vaticano. Neste período, ela deveria ficar na Europa estudando teologia e não lhe foi permitido dar entrevistas nem ministrar aulas. Ao final deste período, Gebara voltou à sua atividade de militante pelo aborto. Ela faz parte do Conselho Consultivo da ONG internacional Católicas pelo Direito de Decidir e dá palestras em diversos centros de estudos católicos. Como é o caso do Centro de Retiros São Lourenço de Brindisi, em Porto Alegre (RS), que sedia eventos sobre teologia feminista, ecologia, entre outros assuntos.

Os eventos realizados no Rio Grande do Sul são promovidos por: AEC-RS, Celadec, Ceca e Cebi com apoio da EED, Christian Aid, Missionszentrale der Franziscaner (Alemanha) e Adveniat, organismos internacionais.

Em 1993, portanto antes de penalizada pela Santa Sé, ela concedeu uma entrevista à revista Veja, na qual afirmou abertamente que o aborto não é pecado e que deve ser legalizado para todas as situações, sem limites e não somente em casos de violência sexual. Diferente da maioria das feministas de hoje, ela não questiona se o nascituro é vida ou não. Para ela:

“hoje acho que a mãe tem, sim, algum direito sobre a vida que carrega no útero. O feto não pode sobreviver sem ela e, nessa osmose primordial, é lícito considerar que não tem sua própria vontade”, diz.

Na entrevista, ela já usava os argumentos conhecidos nossos hoje, de que mulheres ricas fazem aborto à vontade, mas as pobres é que precisam. Exatamente como o doutor Drauzio Varela, que pede a morte dos pobres via aborto, a fundadora da Planned Parenthood, Margareth Sanger, também defendia o aborto para os pobres, por considerá-los geneticamente perigosos para o resto da população.

Para ela, portanto, o Quinto Mandamento (não matarás) vale apenas para quem já nasceu, mesmo que o feto seja entendido como uma vida humana, como ela mesma admite. O mandamento só não vale para os pobres. Trata-se de uma abominação dentro da Igreja. A aniquilação da vida humana no período de mais vulnerabilidade, para Gebara, justifica-se quando a mãe acha que não tem condições psicológicas para criar o filho. Seria preciso que a “irmã” visse com os próprios olhos uma criança sendo dilacerada pelo desejo de comodidade de adultos?

Mas ao contrário de muitas ex-abortistas que voltaram atrás após presenciar um aborto, Ivone Gebara conta já ter presenciado e visto o feto morrendo na sua frente.

Ela admite:

“Fiquei impressionada. É um bebezinho, é como se estivesse tirando a chance de aquela vida florescer. O aborto é violento. É sempre uma opção traumática, nunca um caminho de alegria. Mas é uma violência que existe e, como tal, deve ser legislado”, diz a teóloga.

Ivone Gebara considera um dos grandes avanços da teologia feminista inventada por ela é o fato de haverem mulheres ensinando teologia. Vem daí, segundo ela, a mudança do costume de usar a palavra “homem” para designar humanidade. “Irmãos e irmãs”, entre outros hábitos da oratória eclesial foram incorporações diretas da contribuição desta linha teológica.

A teologia feminista nasceu dentro da Teologia da Libertação e busca questionar o patriarcado dentro da Igreja, o que consideram expresso na designação masculina de Deus. “Deus não é masculino ou feminino”, diz. “Ele é tudo”.

Abortismo católico

A insistente presença de Ivone Gebara nos meios católicos é e sempre será escandalosa, por mais que venham dias ainda mais sombrios, quando padres e leigos começarem a advogar abertamente o macabro “direito” ao infanticídio dentro das igrejas. Palestrando em seminários e congressos teológicos pelo Brasil e pelo mundo, Gebara planta sementes de uma erva venenosa que, em breve, florescerá para o horror de toda a cristandade, mais ainda das almas inocentes dos que morrem sem o batismo, as crianças gestadas no ventre de suas mães.

É certo que, dada a continuidade de sua missão maligna, teremos altos cargos da Igreja a defender essa atrocidade. Isso, no entanto, por mais culpados que tenham sido os advogados da ideia, pesará sobre os ombros dos que silenciaram ou afirmaram desdenhosamente a sua desesperança com o clero e os leigos.

 


Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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