Posts

Cristãos e Judeus são os mais perseguidos no Ocidente, diz estudo

Para cada 1256 ataques a judeus e 369 a cristãos, muçulmanos sofrem 185 ataques anuais

pesquisa mostra como cristãos e judeus estão entre os mais perseguidos no mundo

No dia 16 de novembro deste ano, o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), publicou um levantamento – avassalador – realizado em diversos países, dentre eles, participaram os Estados Unidos, Canadá, Europa e alguns da Ásia Ocidental, que uniu dados de mais de 125 organizações internacionais.

A pesquisa levantou que, para cada 369 ataques a cristãos, há 185 ataques a muçulmanos, ou seja, para cada 2 cristãos atacados apenas pela sua religião, 1 muçulmano é atacado. Isto foi de causar um enorme estranhamento, uma vez que a pesquisa tomou como pauta os países ocidentais, todos de origem cristã, e que possuem como religião predominante o cristianismo.

 E não acaba por aí: considerando as três grandes religiões abraâmicas, a menor em termos populacionais é também a mais perseguida: os judeus, com 1256 ataques anuais.

Talvez o mais o curioso tenha sido o fato de a pesquisa ser oriunda de uma instituição de Direitos Humanos, onde, geralmente, só se fala em islamofobia, homofobia e direito dos presidiários, portanto, uma fonte insuspeita.

Todavia, é possível observar esta realidade nas relações geopolíticas que predominam no mundo atual.

Os judeus, além de terem sido massacrados no século XX – 6 milhões de mortos pelo regime nazista-, são diariamente bombardeados por residirem em seu país, Israel, tanto literalmente – pelos terroristas palestinos do Hamas -, quanto pela grande mídia e todo o tipo de mainstream predominante.

E, como se não fosse coincidência, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reconhecido Jerusalém como a capital de Israel, o ex-presidente ‘americano’, Barack Hussein Obama, fez uma declaração em que, por alusão, comparou o governo de Trump ao de Adolf Hitler. Obama disse que devemos “cultivar o jardim da democracia”, lembrando que, na época de Hitler, tudo estava indo bem, até que virou um caos. Ora, proteger o povo perseguido pelos nazistas é ser nazista? Parece que, para o senhor Obama, o cinismo não tem limites. Soa ainda mais estranho vindo de alguém que pertence a um partido apoiado, no passado, pela Ku Klux Klan.

Sobre o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo

Ainda, vale ressaltar o genocídio anual de cristãos ao redor do mundo, que são assassinados apenas por serem cristãos. Em 2013, o Monsenhor Silvano Maria Tomasi, observador da Santa Sé, na ONU, denunciou através da rádio do vaticano que mais de 100 mil cristãos são assassinados por ano, principalmente no Oriente Médio e na Ásia, porém, as Nações Unidas quase não tocam no assunto, muito menos a grande mídia e o ‘beautiful people’, os quais dizem se preocupar tanto com direitos humanos e guerras. O Monsenhor também relatou que recebeu informações de que diversos padres ortodoxos estariam sendo executados e torturados na Síria, em Aleppo, onde também, seguidores de outras correntes do cristianismo estariam sendo obrigados a renunciar a sua fé e destruírem seus locais de culto.

Após a declaração feita por Tomasi, o secretário do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, o arcebispo Maria Toso, durante uma conferência, fez uma crítica à reação ocidental perante a perseguição dos Cristãos, dizendo que a discriminação não deve ser combatida somente para grupos específicos, mas também a que os cristãos enfrentem; a maioria, em seu próprio país.

foto mostra cristão perseguidos no mundo

Cristão crucificado na Síria

Concluindo, existem apenas duas hipóteses: a primeira é que os governos do ocidente estão mais preocupados com palavras que ofendem do que com assassinatos reais, demonstrado o descaso que é feito com o genocídio de cristãos e a importância que é dada a um apelido pejorativo, que pode configurar crime inafiançável no Brasil; a segunda, é que os grupos defendidos são selecionados a dedo, como pretexto para censurar os cristãos e às bases culturais da civilização ocidental, ignorando os que, prioritariamente, deveriam ser socorridos, posto que pertencem a um grupo de risco MUITO superior.

 

revista estudos nacionais

 

 

Por que a Igreja Católica é o maior obstáculo à Nova Ordem Mundial

Os utopistas da Nova Ordem Mundial odeiam o Cristianismo como um todo, cujos princípios sempre serão opostos ao poder infinito do globalismo. No entanto, do ponto de vista jurídico, a Igreja Católica é o maior obstáculo ao poder globalista por pelo menos dois grandes motivos:
1) Base espiritual: Trata-se de uma instituição milenar de caráter espiritual e portanto importante coluna do direito natural no ocidente, fator essencialmente limitador de poder;
2) Soberania jurídica: Tem sede no Vaticano, um estado nacional soberano, cujos princípios influenciam o mundo de dentro para fora, mas nada a pode influenciar de fora por conta dessa soberania.
 Estratégia
Uma das estratégias globalistas mais clássicas consiste na superexposição da Igreja e de sua organização de modo a enfatizar contradições e as tensões existentes ou não com o contexto mundial (contexto este que deve ser construído por eles), para assim gerar uma falsa necessidade de interferência do mundo nas questões internas da Igreja.
Walter Lippman, assim como muitos outros teóricos de mídia e de sociologia, chamava a atenção para a existência do que chamava de “pseudo-ambiente”, isto é, um contexto construído especialmente para servir de justificativa para ações efetivas e mudanças drásticas na estrutura do tecido social. Aqui podemos interpretar o pseudo-ambiente como a função de premissa, já que não precisa ser exatamente uma descrição contextual clara, mas manifestar-se em um questionamento que passe a ideia de ser representativo da humanidade e fazer as vezes de uma questão universal e candente.
É evidente que tudo o que se publica jornalisticamente sobre o Papa e a Igreja tem esse objetivo e o Vaticano sabe disso.  Embora em muitos casos a Igreja acredite (estando certa ou errada) conseguir aproveitar-se dessa exposição vendo nela uma oportunidade de levar sua mensagem ao mundo, o fato é que a premissa dessa exposição global está presente nos dois casos, ou seja, os agentes desta exposição dificilmente são os membros da Igreja, mas a mídia submissa ao globalismo. Já que a Igreja não detém eficientemente os meios de controlar o fluxo de exposição, tampouco o viés dos produtos midiáticos, resta a ela responder às questões levantadas pela mídia utilizando-se muitas vezes de premissas fornecidas pelo agente causador da exposição. A resposta da Igreja normalmente nem precisa ser distorcida pelos jornalistas, pois o fato da pergunta já é suficientemente um fator de subjugação da Igreja ao julgamento mundano, o que já caracteriza uma inversão profunda e imperceptível de valores no grosso da audiência. Claro que a situação se complica ainda mais quando até mesmo o próprio Papa parece raciocinar nos termos midiáticos e aparentemente apressar-se a responder e com isso reforçar uma postura de submissão avessa à verdade da fé cristã e da noção de autoridade (dependência exclusiva do Autor da vida). Isso não é uma exclusividade do Papa Francisco, mas o resultado de uma postura que a Igreja tomou há tempos, o que nos parece algo carregado de erros e de aparente ingenuidade, queremos crer.

Por outro lado, se há outra alternativa à Igreja a não ser responder às questões levantadas, dada a situação de impotência diante do colossal poder da grande mídia globalista, não nos caberia indicar, já que compreender o problema me parece o primeiro passo de qualquer tentativa de resolvê-lo. Isso nos deve auxiliar principalmente no julgamento e interpretação das notícias sobre a Igreja, o que deve ser feito levando em consideração seus efeitos e, portanto, seu agente, conforme um simples exercício de associação baseado na pergunta: a quem isso ajuda? Se ajuda aos globalistas e seu poder sobre as mídias já é atestado, claramente se trata de uma ação orquestrada para este fim. E sobre isso há bastante informação disponível que ateste a incrível capacidade das instituições e entidades globalistas de controlar os meios de comunicação. Basta ver o meu artigo sobre o Project Syndicate.

Exemplos temos em demasia. O primeiro deles e mais óbvio são as acusações de pedofilia na Igreja. É sabido que casos reais existem e devem ser combatidos. No entanto, é um traço típico da mentalidade dos meros consumidores de notícias não atentar-se para o contexto em que essas denúncias surgem ou de quem elas vêm. Em um mundo hiper-sexualizado, onde todas as taras sexuais, incluindo homossexualismo, pedofilia, necrofilia, zoofilia, já contam com entidades de defesa e proselitismo sexual vindo da própria ONU e UNESCO, onde a educação sexualizante para crianças tem sido empurrada goela abaixo de todos os países do mundo, nos parece bastante estranho que os mesmos agentes promotores destas obscenidades tentem colocar a Igreja Católica no centro do problema das taras sexuais. Trata-se de uma forma ardilosa de gerar uma falsa necessidade de o mundo fiscalizar a Igreja e sua estrutura, além, é claro, de distrair o mundo dos infindáveis escândalos de pedofilia na própria ONU que são denunciados pelo mundo a fora e superam em muito os da Igreja.

Embora este tipo de assédio jurídico-midiático ocorra com todos os estados nacionais, o Vaticano é o alvo prioritário, por ser o repositório ocidental do que chamamos de direito natural, isto é, a base jurídica que nos permite julgar se uma lei é justa ou injusta, por carregar valores pré-jurídicos. O caso da pedofilia na Igreja esconde ainda uma agenda dupla que é a questão do celibato clerical, algo odiado e cada vez menos compreendido, mas muito mais por força de uma contextualização construída e aceita pela maioria, na qual o ponto mais alto da satisfação humana está na sexualidade e na realização dos desejos. Desejos estes que, para os fins do direito positivo da Nova Ordem Mundial, devem servir de matriz às reivindicações de mais direitos. Só assim, o que se conhece como direito pode ganhar um caráter subjetivo, um passo importante na direção da relativização do direito e, portanto, no sepultamento dos conceitos universais. Afinal, sendo o homem escravo dos próprios desejos, toda a força dispendida à sua realização irá inevitavelmente na mesma direção de conceder aos legisladores mais e mais poder para que garantam seus direitos. Uma artimanha tão velha quanto letal.

Outro exemplo muito claro é a cobertura e a atenção dada pela mídia ao Sínodo dos Bispos, cujo tema foi a família. A expectativa da grande mídia coincide com agendas da ala modernista da Igreja, como a comunhão de recasados (no fundo, mirando no dogma da indissolubilidade do casamento) e a aceitação de uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que pressupõe, de fundo, a relativização do conceito de família como algo universal e independente de convenções sociais ou culturais. O maior obstáculo a estas causas é, novamente, o direito natural que, longe de ser um simples paradigma jurídico, é a base sobre a qual se construiu a noção mesma de direito e de democracia ocidentais.

Como vemos, não é possível julgar as notícias pelo seu conteúdo mas pela agenda que ela atende. Muito embora fatos expostos tenham um fundo de verdade, a verdade maior está na malícia dos difusores da informação e não na informação em si. Informações são uma parte muito pequena de uma notícia. O seu miolo, isto é, a sua alma é a intencionalidade, seja de informar ou transformar, dada a amplitude dos efeitos que advém da difusão dos fatos. Afinal, inevitavelmente a difusão de fatos gera novos fatos. Quem controla a difusão evidentemente detém uma parte importante do poder de interpretação sobre os novos fatos gerados.

Princípios e problemas do conservadorismo no Brasil

Muitos enchem a boca pra falar em conservadorismo como se fosse uma instituição doutrinal sólida e de valores perfeitamente compreensíveis e aplicáveis. Isso não se aplicaria principalmente no Brasil, sendo mais comum e previsível a deturpação de virtudes em aparência de virtudes, conhecimento em aparência de conhecimento, etc. Sem a pretensão de apontar caminhos salvadores, no programa veiculado pela RADIO VOX no dia 25 de janeiro, falo sobre as potenciais dificuldades que o brasileiro encontra e encontrará para compreender o que é uma conduta politica conservadora.