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Venezuela recusa diálogo e libertação de presos políticos

“A Venezuela viola todos os artigos da Carta Democrática Interamericana”, diz secretário geral da OEA.

CARACAS – O Governo da Venezuela rejeitou as recomendações feitas pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro,  de libertação de presos políticos e o respeito a diretrizes dos direitos humanos.

O secretário informou,  nesta terça-feira (14/03),  a possibilidade do país ser suspenso da entidade caso o governo bolivariano não realize eleições gerais o “mais breve possível” e atenda a outras recomendações.

Desde novembro de 2016, a organização internacional que tem sede em Washington solicitou ao governo socialista de Nicolás Maduro a adoção de medidas e correções que não contrariem os direitos humanos, visando restaurar a democracia no país. Dentre elas destaca-se o direito a eleições e o fim da perseguição a dissidentes políticos.

As recomendações não foram atendidas, especialmente as que exigiam a libertação de presos políticos, respeitando o devido processo e os direitos humanos.

Frente às recomendações, o governo informou apenas que “tomou nota”.

“Os esforços diplomáticos não resultaram em qualquer progresso. Repetidas tentativas de diálogo fracassaram e os cidadãos da Venezuela perderam ainda mais fé em seu governo e no processo democrático”, disse Almagro.

Para que a Venezuela seja suspensa, dois terços dos 34 países que integram a OEA devem votar a favor da medida

Esse tipo de recomendação vem sendo feita para a Venezuela há muitos anos. Em 2011 o governo socialista havia rejeitado diversas recomendações nesse mesmo sentido, que atentavam contra os Direitos Humanos.

Fontes:
Agência Reuters Brasil

El Nacional

EUA alerta o Brasil sobre o futuro

Um organismo americano sediado em Washington enviou um dossiê ao Senado brasileiro que alerta para as próximas ações do governo de Lula para se perpetuar no poder. Entre muitas medidas, o documento descreve uma substancial reestruturação econômica e de infra-estrutura social com apoio de programas socializantes ainda mais populistas que o Bolsa Família. Medidas de incentivo ao consumo para a baixa renda pretendem dar grande impacto depois da reforma política que terá o objetivo da manutenção do poder e conseqüente criação do Bloco Sul, junto com países como a Venezuela e Bolívia.

Lido por pessoas de baixa instrução, o documento pode apresentar uma das maiores evoluções econômicas e sociais da história do Brasil. Mas por trás das medidas “inclusoras” estão, como sabemos, o ideal de perpetuação do poder mediante a inviabilização da democracia e do Estado de Direito, patrimônios que o país conquistou ao se juntar aos países civilizados da democracia representativa.  Inviabilização da democracia por “viciar” as gestões sociais a partir do princípio simples do direito adquirido que não pode ser mais retirado e vai contra os direitos individuais e respeito ás próprias minorias que o sistema mesmo se propões ajudar.  Minar o Estado de Direito atraves da implantação gradual de modelos de Democracia Direta, onde a Constituição não tem poder algum, cabendo ao povo, na forma dos plebiscitos, decidir tudo o que lhe aflige.

Se por um lado a mídia tem destacado nos últimos títulos o rearmamento do Brasil frente o de países vizinhos como a Venezuela de Hugo Chavez e o Chile de Bachelet, de outro modo, não menciona a integração militar proposta por Lula e comandada por Nelson Jobim, o ministro da Defesa do Brasil. Mesmo mantendo a insistência que a mídia nacional tem de ocultar a existência do Foro de São Paulo, seria possível desconfiar de uma clara aliança entre o Brasil e os países que se estão rearmando, unicamente pela tendência ideológica que se nutre entre eles há décadas.

O que se aproxima é tão somente a guerra que não ocorreu durante os mais de trinta anos de Guerra Fria, ou seja, o calor que faltou naquele período é agora “calentado” pelo caudilho Hugo Chavez Frías e seu exército vermelho seguindo a onda dos grandes ditadores.

Serão os militares brasileiros capazes de usar a mesma arma de março de 1964? ou será a oposição brasileira que vai unir forças para impedir a perpetuação do poder onipresente do Grande irmão? É certo que nenhuma nem outra solução será possível. Enquanto a primeira se encontra inviável pela forte oposição que enfrentaria de todos os ramos da sociedade, a segunda é tão frágil quanto associações de bairros e, ao invez de defenderem a liberdade do povo, vão barganhar novos cargos na Petrobras ou em outro órgão de maior cotação na Bolsa.

Se organismos norte-americanos estão de olho no que acontece no Brasil, poderiam eles nos livrar da escravidão e do comunismo? quem sabe… Poderemos pôr fé em Álvaro Uribe que declarou recentemente que o imperialismo de Hugo Chavez não tem vez na Colombia? Como saber?  Todas as perguntas estão enfim em vias de serem respondidas à qualquer momento, haja visto que o momento do embate se aproxima a cada dia.