Quem é representado pelo The Economist?

Quem é representado pelo The Economist?

10/08/2018 5 Por Cristian Derosa

O perigo que representa The Economist

A revista britânica The Economist é conhecida por ser uma das grandes referências da mídia brasileira quando o assunto é “o que diz o mundo dos negócios”. Prognósticos políticos e econômicos que alertam sobre o futuro do Brasil são sempre motivo de atenção pela nossa classe jornalística. The Economist já alertou sobre o perigo Trump e sua última edição colocou Bolsonaro no título “o perigo que representa Jair Bolsonaro”. Mas quem o veículo britânico representa?

Os italianos da família Agnelli, donos da Fiat, do Clube Juventus e de uma série de jornais italianos, dividem o grupo de acionistas da The Economist com os banqueiros milionários da família Rothschild e da tradicional empresa Pearson Education, que tem focado em temas como diversidade. A revista tem um conselho editorial de acionistas baseado na hegemonia de velhas e abastadas famílias britânicas. De acordo com levantamento feito no site The New American, em artigo de Alex Neuman, a influência dos Rothschild no mundo financeiro é bem conhecida de historiadores e remonta a séculos. Niall Ferguson, em seu livro The World’s Banker: a história da casa de Rothschild, lembra que os banqueiros da família “haviam decidido o resultado das Guerras Napoleônicas, colocando seu peso financeiro por trás da Grã-Bretanha”.

A dinastia sempre esteve profundamente envolvida no regime global de bancos centrais e conseguiu determinar o resultado de guerras entre dois dos mais poderosos governos do mundo. Desde então, o poder e a riqueza dos Rothschild parece ter crescido muito, a partir de negócios em serviços financeiros, imóveis, mineração, energia, agricultura, produção de vinho, entre outros. Apesar disso tudo, a dinastia de banqueiros faz o que pode para permanecer na discrição.

Simpatia comunista e Nova Ordem Mundial

Em alguns momentos da história, porém, a discrição é rompida por alguma posição urgente, principalmente quando se trata de suas simpatias ideológicas. Foi o caso do banqueiro Eric de Rothschild, um dos grandes barões da família, que anunciou publicamente seu apoio à operária comunista búlgara Irina Bokova para liderar as Nações Unidas.

Em 1988, a revista The Economist publicou uma previsão feita por Jacob Rothschild de que o mundo entraria em um colapso e que até o então distante ano de 2018 o planeta estaria negociando com uma moeda única. Naquela época, a ideia de uma moeda única parecia bastante estranha. No entanto, hoje podemos ter certeza de que a economia global tem caminhado nesta direção. A revista tem nessa previsão auto-realizável uma utopia econômica e política, cuja centralização foi e está sendo feita por meio dos grandes bancos, que por sua vez funcionam através das imensas remessas de dinheiro que circulam entre os países por meio das ONGs e investimentos de fundações internacionais.

George Soros tem sido um dos maiores entusiastas no investimento do bitcoin, moeda digital. Os Rothschild, da mesma maneira que os Rockefeller, a Ford Foundation, Open Society, entre outras, trabalham por meio de centenas de entidades isentas de impostos e não eleitas em seus países, a agir em todo o planeta para legalizar e viabilizar suas agendas em prol do aborto, ideologia de gênero, políticas de legalização das drogas, discussões sobre racismo, conflitos sociais e uma quantidade infindável de ações permanentes de transformação que visam, entre outras coisas, centralizar os critérios e discursos globais para o maior controle da opinião pública e consequente ampliação do seu poder.

Fundações, famílias e entidades internacionais chamadas “globalistas” se definem pelo seu interesse em uma interdependência financeira e política do mundo. Com ganhos a juros de empréstimos a países em desenvolvimento, estes blocos da grande “esquerda capitalista” se interessam por governos progressistas e de alta intervenção econômica, que recorrem frequentemente a grandes empréstimos.