O muro de Maduro: A história se encarregará de castigar os covardes

O usurpador da presidência da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje que fechará as fronteiras com o Brasil, a partir das 20hrs desta quinta-feira, até segunda ordem. A medida visa, entre outras providências, impedir a entrega de ajuda humanitária oriunda do Brasil e da comunidade internacional, sobretudo dos Estados Unidos. Tanques e reforço militar serão enviados para pontos estratégicos, que devem afetar ainda, as fronteiras com a Colômbia. A decisão agrava ainda mais a situação do país que enfrenta a pior crise da história da ditadura socialista de Maduro, aumentando as chances de retaliações contra o seu “governo” ilegítimo.

Diante da seriedade da situação, é preciso muita sobriedade face aos possíveis desdobramentos e cenários que se contemplam no horizonte. A barreira ideológica sob a qual se fecha Maduro diante da pressão internacional, se assemelha à barreira ideológica Soviética que culminaria com a construção do Muro de Berlin, na Alemanha, na segunda metade do século 20. O “Muro de Maduro”, por hora político e sob a escolta da segurança militar, poderá trazer consequências impensáveis para a América do Sul e o ocidente, ao antagonizar além do Brasil, as potências bélicas Estados Unidos e Rússia.

Na medida em que a história se escreve diante dos nossos olhos, será preciso que nos mantenhamos fiéis aos fatos. É preciso que se deixe claro, quem são os responsáveis pela calamidade política e a crise humanitária que se instaurou na Venezuela, bem como, quem foram – e quem são – os apoiadores de Maduro.

Não se trata de uma questão de mostrar que “nós estávamos certos”, mas sim, de expor a recusa da esquerda em reconhecer os seus erros e aprender com suas catástrofes políticas. É expor, diante do silêncio ensurdecedor dos que hoje se calam – pois já não conseguem mais exporem os seus rostos avergonhados ao debate público – a tragédia que acabaram por legitimar quando apoiaram Maduro e o socialismo, quando todas as evidências apontavam para o despotismo.

É preciso que nos lembremos ainda, quem foram as pessoas que denunciaram o regime de Maduro, a prisão arbitrária de Leopoldo Lopes, a execução de Oscar Perez, as milhares de mortes de manifestantes, a prostituição infantil em troca de pratos de comida. A fome. O genocídio contra seu próprio povo. É preciso que os fatos, e tão somente os fatos, pautem o debate, pois somente eles podem escancarar o quão repugnante foi – e continua sendo – o apoio da esquerda brasileira, nacional e internacional, intelectuais, artistas, mídia, etc, ao regime de Maduro, mesmo diante de seu fracasso.

Lula, Dilma, Hoffman, Haddad e todo o aparato do Partido dos Trabalhadores. A UNE. Onde estão os dançarinos do “levante”? Wyllys, Boulos e todo o aparato Psolista, bem como os socialistas do Leblon; Jeremy Corbyn do Labour, do Partido Trabalhista do Reino Unido; Bernie Sanders, o socialista do Partido Democrata dos Estados Unidos; Michael Moore, Sean Penn, Naomi Campbell, Maradona, Noam Chomsky, Danny Glover. Covardes. O prefessorado das federais. “Where are you now?”

É preciso que se exponha de forma categórica, altiva, porém com classe, os pensamentos e ideologias responsáveis pela tragédia da Venezuela, para que seja do conhecimento de todos, de onde veio o poder e o suporte que legitimou o regime de Maduro.

Nos atentemos para os fatos para que, quando chegar o momento da queda do Muro da Maduro – e ele vai chegar – deixemos que a história se encarregue de ser justa com os fatos e que os personagens que viveram mais uma tragédia socialista, que se soma às centenas de fracassos do século XX, fiquem registrados nos anais da História de acordo com o papel que assumiram neste enredo perturbador.

Deste modo, quando as talhadeiras da justiça e os braços da liberdade avançarem sobre as barreiras da escravidão ideológica, conheceremos os rostos daqueles que ajudaram a tombá-las, mas sem esquecer jamais dos responsáveis por erguê-las.

Venezuela Livre.


 
 

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