Declaração de Mourão é gasolina no incêndio contra Bolsonaro

As declarações públicas do vice-presidente, no sentido sempre de agradar e cortejar jornalistas e suas pautas prediletas, têm o efeito óbvio e inescapável de acirrar a briga entre os grandes jornais e o presidente Jair Bolsonaro, tornando o presidente dispensável diante de um vice totalmente submisso às agendas hegemônicas.

Leia também: Mourão se declarou favorável à ampliação do aborto

O general Mourão recebeu a equipe do jornal O Globo em seu gabinete, indo contra uma postura presidencial avessa a um grupo de comunicação que aderiu claramente a uma campanha anti-Bolsonaro. Por si só esta já seria uma conduta repreensível. Mourão diz ser responsável por “baixar as tensões”, mas em sua entrevista se declara a favor do aborto. Não apenas isso: diz claramente ser a favor da ampliação do acesso ao aborto, que seja aplicado para além da legislação atual, contemplando aqueles que acreditem não ter condições para manter um filho. O general certamente não vê semelhança alguma entre a sua opinião e o infanticídio cometido por índios, que executam crianças deficientes. Mas é a mesmíssima coisa. Afinal, qual a diferença entre uma criança nascida e outra não nascida.

Mourão disse que sua opinião é como cidadão, não como pessoa do governo. Mas então porque dizer isso a uma mídia sedenta por sangue de bebês? Por que quem é favorável a isso quer pautar o tema. A declaração do vice não tem efeito prático, mas representa um conforto ao STF de que há divisão no governo sobre o tema. E para os ministros do STF basta uma canetada e o sangue inocente verterá sobre o solo deste país que elegeu um presidente para preservar a vida humana desde a concepção. Esta foi o pior mês do governo. Talvez o pior primeiro mês de um governo.

O poder do vice

Na entrevista, Mourão disse ambicionar um poder maior por meio de um projeto que estuda junto com o presidente, algo que diz já estar previsto na constituição, mas que nunca foi votado. Ele diz querer coordenar alguns ministérios estratégicos. Seria isso um esboço da “tutela militar” proposta na publicação estratégica Relatório Reservado? Creio que não é necessário explicar muito o que pode estar acontecendo.

“Na minha visão, o vice-presidente é uma pessoa permanente no governo. Ele só sai se ele pedir para sair. Os ministros poderão ser trocados eventualmente”, diz Mourão.

Quem pensou que a escolha de um general para vice era um bom seguro contra Impeachment, já que tanto a mídia quanto a esquerda hegemônica no Brasil odeia de morte o capitão Bolsonaro, vemos agora que a situação virou. A mídia já clama por Mourão presidente.

3 thoughts on “Declaração de Mourão é gasolina no incêndio contra Bolsonaro

  1. Mourão caminha a passos largos com a agenda Globalista local: irá tecendo a rede de intrigas internas enquanto a mídia esfola Bolsonaro. Traição.

  2. A Mídia não entende que está sendo feita de idiota. O General está dando corda para a Mídia se enforcar… Com tantos jornalistas babacas, como tem atualmente, quem vai dizer, exatamente, o que pensa. Oh coitados!

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