Como a Polônia conservadora tem enfrentado a oposição midiática

Acusado de controlar e oprimir a “mídia independente”, o governo polonês se vê numa situação semelhante a de outros países com governos conservadores e amplo apoio popular, mas rejeitados e sabotados pela imprensa nacional e internacional.

Algumas ações no sentido de limitar o poder de sabotagem nacional de globalistas têm sido necessárias na Polônia. No entanto, o avanço de investidores como George Soros e as vozes globalistas buscam sempre caracterizar a defesa nacional da pior maneira. Mas com apoio popular, o governo polonês não teme os ataques internacionais desde que venham de fora.

Soros quer ampliar seu poder dentro do país, investindo naquilo que os globalistas chamam cinicamente de “mídia independente”.

Em 2018, Kaczynski, presidente do partido governista polonês, acusou o jornal Gazeta Wyborcza, de ser um conhecido instrumento do globalismo, ao divulgar “liberalismo, antitradicionalismo, anticatolicismo” e é “contra a própria noção de nação”, disse. O jornal pertence a um grupo que teve ações compradas por um grupo tcheco apoiado por Soros.

O governo polonês tem feito aquilo que o governo do Brasil devia fazer

Ministros do governo proibiram instituições governamentais de inserir publicidade no jornal e cancelaram assinaturas para os departamentos do governo e tribunais. Com apoio da mídia internacional e dinheiro garantido, os grupos mantidos por entidades globalistas são extremamente agressivos.

O governo também tentou privar financeiramente vários meios de comunicação globalistas e de esquerda, como Polityka e Newsweek Polska, restringindo a publicidade de fundos públicos. A entidade Freedom House, declarou que isso é parte de uma tentativa mais ampla de “enfraquecer o sistema de peso e contrapeso, silenciar vozes independentes e controlar a esfera pública”. Freedom House publicou, em 2019, artigo no qual coloca o Brasil sob suspeita de ameaçar a liberdade após eleger Jair Bolsonaro.

O desejo de influenciar nas eleições polonesas é assumido pelo jornal que já trabalha na linha ideológica de Soros e pertence a grupo que está sendo adquirido pelo bilionário. Pessoas ligadas ao jornal Gazeta Wyborcza, pertencente ao grupo Agora, afirmam temer que, se o PiS vencer a eleição deste ano, o governo seguirá os passos da “repressão midiática do primeiro-ministro Viktor Orbán, na Hungria”. A Gazeta Wyborcza recentemente publicou reportagens criando um escândalo envolvendo Kaczynski, enquanto afirma temer ser repreendido pelo governo se o PiS vencer as eleições marcadas para outubro.

Em 2015, o governo polonês aprovou uma lei de mídia que ampliou o controle governamental sobre as mídias públicas e substituiu jornalistas que trabalhavam em rádios e TVs públicas. Uma medida nada mais do que justa, mas que tem sido motivo de ódio da mídia internacional e grandes financiadores como Soros.

Em abril de 2016, um projeto de lei previa a reconversão das emissoras públicas de rádio e televisão em mídias nacionais de fato. O projeto determinava que a mídia pública deveria dar voz ao primeiro-ministro, ao presidente e parlamentares e afirmava que a mídia pública deveria preservar as tradições nacionais, os valores patrióticos e cristãos e fortalecer a comunidade nacional.

O comissário europeu para economia digital, Günther Oettinger, criticou a lei e alertou o governo de que ela poderia restringir a liberdade de expressão. A então primeira-ministra, Beata Szydlo, rejeitou as críticas e disse que seu governo não violara as leis polonesas ou da UE.

Em dezembro de 2016, o Tribunal Constitucional declarou partes da lei da mídia inconstitucionais, e quando Beata Szydlo foi substituída por Mateusz Morawiecki, em dezembro de 2017, foi anunciado que o novo chefe de governo iria parar com a propaganda do governo na mídia pública.

A panorama da mídia na Polônia é muito diversificado e livre, mas, como classifica o Deutche Welle,”altamente polarizado entre campos políticos e ideológicos”.

Informações Deutche Welle


 
 

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