“Cui Bono?”: A autópsia de um golpe

Cui Bono? Em toda opinião política, é necessário nos perguntar sempre a velha questão filosófica do Latim, “Cui Bono?”. Ou seja “quem é beneficiado?”. Não existe neutralidade. Existe sim, objetividade, fatos. Mas no fritar dos ovos, tudo tem um “telos”, um propósito. A obsessão com os bastidores do Governo Bolsonaro, não é apenas uma manifestação da objetividade, especialmente quando a marca do opositor é o silêncio e a “isenção”. Onde estava o objetivismo quando o Partido dos Trabalhadores sucateava a nação e institucionalizava a corrupção? Onde estavam os paladinos da isonomia, os mídias, os intelectuais e os defensores da “inclusão”, quando as esquerdas transformaram nação em uma pocilga e o Estado em uma prostituta?

A obsessão com as “crises” do Governo Bolsonaro é o mecanismo o qual os opositores do governo – e os oportunistas – utilizam para deslegitimar, desestabilizar e por fim, derrubar o governo eleito democraticamente e apoiado pela massa do povo brasileiro. A vitória de Bolsonaro sobre o establishment que o desdenhou, o caluniou e o cuspiu, antes de empurrar uma adaga em seu abdômen, representa um duro golpe para a “reputação” e a manutenção do status quo, de modo que, a queda de Bolsonaro para eles, é uma questão de “honra”.

Evidentemente que isso não significa que não se possa criticar políticas governamentais. Mas a crítica sobre medidas, pautas, agenda política, decretos e projetos, é completamente diferente da mania patológica de “problematizar” cada “cagalhão” – excuse my french – que entra no vaso sanitário do planalto. E essa obsessão ocorre justamente por que no fim das contas, o objetivo, o telos destes opositores – que evidentemente não são todos – é simplesmente desqualificar o governo Bolsonaro, de modo que isso acabe por beneficiar ou seu próprio grupo ou seu pensamento ideológico. A quem interessa essa obsessão? “Diga-me com quem andas e direi quem tu és.” Basta conferir a quem apoiam e terão as vossas respostas.

Cui Bono?


 
 

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