O site Afterabortion.org reuniu uma série de artigos científicos de diferentes países, indicando que as mulheres que passam por um aborto estão muito mais expostas ao desenvolvimento de transtornos de saúde física e mental.

  • Distúrbios/Transtornos
  • Comportamentos/pensamentos suicidas
  • Transtornos de humor
  • Ansiedade
  • Alcoolismo
  • Tornar-se dependentes químicos de substâncias (drogas)
  • Aumento da propensão
  • +59%
  • +61%
  • +61%
  • +261%
  • +280%

Legalização e pressão social são maiores causas do aborto, diz estudo

A cultura do aborto, incentivada pelo ativismo “pró-escolha”, tem sido responsável por indicar às mulheres o que elas devem escolher. Essa é uma das conclusões do estudo publicado pelo americano David C. Reardon, Aborted Women, Silent no More (ainda não traduzido para o português). O livro apresenta uma série de estudos e pesquisas com centenas de mulheres que passaram pela experiência de um aborto, além de trazer um diagnóstico do mercado de abortamentos nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, 83% dos abortos não são realizados por escolha individual da mulher. Além disso, 75% das mulheres alegam que não teriam feito aborto se a prática não fosse legalizada. Os dados levantaram ainda que apenas 3% dos abortos nos EUA são feitos por motivo de violência sexual.

A pesquisa foi feita com 252 mulheres de 42 estados dos Estados Unidos, com depoimentos de 20 mulheres e dados de estudos sociológicos e jornalísticos com mulheres que fizeram aborto.

Reardon intercala capítulos de estudos, análises estatísticas e depoimentos de mulheres. O livro traz, pela primeira vez, um estudo com dados que vão além das limitações temporais e geográficas.

O estudo traz o dado alarmante de que 83% dos abortos não foram realizados por escolhas da mulher. A maioria das mulheres alega que não teria recorrido ao aborto se não fosse a pressão recebida por diversas pessoas, como namorados, esposo, amigos, médicos, membros da família etc.

As pressões sociais e da família em favor do aborto foram classificadas, em 55% dos casos, como “muito fortes”. Além disso, segundo o estudo, 75% das mulheres alegam que não teriam feito um aborto se a prática não contasse com o respaldo legal do Estado, isto é, se não fosse legalizado no país.

Para a maioria das mulheres, o conselheiro da clínica de aborto é visto como promotor do aborto. Treinado para dissuadir a ideia de “bebê”, usam eufemismos como “esvaziar o útero”, “problema fetal”, evitando explicações sobre o desenvolvimento do feto ou sobre as dimensões morais da decisão. Os conselheiros das clínicas encorajam a cliente referindo-se ao feto como um “amontoado de células”.

Sequelas físicas e mentais

Reardon demonstra em seu livro que o aborto não é de forma alguma psicologicamente terapêutico. Ao contrário, mostra-se causa de uma série de problemas de origem física e psicológica para as mulheres.

No âmbito dos problemas físicos, estatísticas mostram  que procedimentos de curetagem ou aborto por vácuo, usados em 90% dos abortos, possuem 12% de chances de ocasionar danos físicos ao corpo da mulher.

Dentre as complicações graves mais comuns relacionadas ao aborto por vácuo estão a infecção, excesso de perda de sangue, embolia, perfuração do útero, lesões cervicais, complicações em anestesia, convulsões, hemorragias e choque endotóxico. Dentre as complicações menos graves incluem-se: infecções, febres, calafrios, queimaduras de segundo grau, dores, vômito, perturbações gastrointestinais e ciclos menstruais dolorosos.

Evidências de estudos de diversos países demonstram ainda grande ocorrência de complicações percebidas meses ou anos após o aborto. O estudo destaca, maiores índices de câncer, complicações nas gravidezes subsequentes, sangramento etc.

Os efeitos psicológicos são igualmente devastadores. Uma análise cuidadosa de dados de pacientes e estatísticas de saúde, bem como depoimentos de mulheres após a experiência do aborto demonstram um grande número de mulheres que passam a sofrer de depressão, ansiedade, distúrbios sexuais e de sono, estresse, perda da autoestima, abuso de álcool e drogas, pensamentos suicidas ou mesmo atitudes.

O livro mostra um estudo publicado no American Journal of Psychiatry, onde 50% das mulheres que fizeram um aborto viam a experiência como negativa. Outro estudo, mostrou que 26% das mulher sentem-se culpadas e 12% estava sofrendo de sérios problemas psicológicos.

Com uma análise de diversos estudos científicos o autor conclui que a grande maioria das mulheres que realizam um aborto terão que lidar com problemas como insônia, ansiedade, sentimento de isolamento e até mesmo de síndrome do “bebê fantasma”, que é quando a mulher passa a “ter visões” do bebê abortado quando olha para outras crianças.

Estupros

Embora a discussão sobre direito ao aborto inicie sempre a justificativa dos casos de violência sexual, o estudo mostra que esses casos correspondem a um pequeno percentual: em torno de 3% dos abortos nos Estados Unidos e 1% na Austrália.

Isso põe a claro a estratégia ativista no mundo. Nos países onde a prática não é legalizada, a estratégia dos grupos pró-aborto foca-se na violência sexual, já que normalmente a legislação permite o abortamento para esses casos. Os ativistas visam, com isso, ampliar a necessidade e diminuir restrições.

A decisão da mulher

Uma vez demonstrado que 83% das mulheres sentiram-se forçadas a fazer o aborto, o livro coloca alguns questionamentos sobre a cultura envolvida na questão do aborto.

O livro traz como anexo um artigo de uma mulher. Ela é Nancyjo Mann, fundadora de uma organização internacional de defesa da vida.

Ela critica que a defesa de muitos grupos feministas e “pró-escolha” está baseado em um paradigma “tradicional e machista”, uma vez que estimulam uma cultura dualista que impõe às mulheres que elas devem escolher entre maternidade ou carreira.  Nesse discurso, ironicamente a mentalidade “pró-escolha” dita o que a mulher deve ou não escolher.

Segundo Nancyjo Mann, as mulheres não devem ter que escolher entre carreira ou maternidade, e sim receber condições para exercerem sua maternidade quando desejarem ao invés de receber pressões para escolher a dita liberdade por meio de um aborto.

Negócios antes da medicina

O capítulo 8 do livro, chama-se “Negócios antes da medicina” (Business Before Medicine). Nesse capítulo o autor penetra em uma análise completa do mercado de abortamentos dos Estados Unidos e outros países, mostrando quão lucrativo tornou-se para as clínicas, que passam a ver prioritariamente os negócios e depois a saúde psicológica ou os danos físicos que a mulher terá de arcar nos anos seguintes a um aborto.

Além disso, instituições internacionais e governos tem investido grandes volumes de dinheiro público nas causas relacionadas em prol a expansão do aborto.

Em um dos depoimentos trazidos no livro, há a história de uma adolescente que teve ajuda do conselheiro (vendedor) da maior clinica de aborto dos Estados Unidos, a Planned Parenthood, para fazer o aborto sem que seus pais soubesse. A clínica buscou a adolescente em casa com uma van escolar. Como ela se atrasou para voltar para casa o funcionário da clínica ainda forjou uma carta com explicações para seus pais ficarem mais tranquilos, acobertando o que a adolescente havia feito.

A Planned Parenthood ficou conhecida mundialmente por funcionários do alto escalão flagrados em negociações para venda de órgãos de fetos abortados, no ano de 2015.

O livro está disponível apenas em inglês, como e-book ou livro físico.

Título: Aborted Women: Silent No More
Autor: David C. Reardon
Editora: Wstchester, IL:Crossway Books. 373 páginas.

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.

Fontes citadas no artigo:

1. An excellent resource is Thomas Strahan’s Detrimental Effects of Abortion: An Annotated Bibliography with Commentary (Third Edition) This resource includes brief summaries of major finding drawn from medical and psychology journal articles, books, and related materials, divided into major categories of relevant injuries.  An online version can be found at AbortionRisks.org

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