Rockefeller morre, mas globalismo vive

A morte do milionário mais velho do mundo, David Rockefeller, aos 101 anos, nos faz reconhecer a durabilidade e insistência das utopias. Para a grande mídia, morre apenas um banqueiro bondoso e preocupado com o futuro do planeta. Na realidade, a filantropia que virou marca da família Rockefeller por meio da Fundação Rockefeller, representou o avanço das maiores agendas globais que dominam, hoje, os corações e mentes de todos os que se deixam levar pela maré das ideias aparentemente espontâneas que rodeia a mídia e o mundo da política. Muito mais do que bancos e fortunas, David herdou um plano de longo prazo para o mundo.

Além das questões ambientais, sobre as quais era especialmente sensível, a atual agenda internacional do aborto só pôde existir graças aos esforços daquela família, para quem a questão do controle populacional era de fatal importância.

Em 1952, juntamente com mais 26 especialistas em demografia, nos escritos de muitos dos quais já se encontrava claramente expresso que somente através da implantação do aborto seria possível controlar a explosão demográfica, John Rockefeller III fundou o Conselho Populacional, uma entidade pouco comentada pela mídia mas que, sediada em Nova York, desempenhou o papel de cérebro na formação da problemática do aborto a nível mundial. Através do Conselho Populacional John Rockefeller III elaborou um plano de longo prazo para estabelecer uma política global de controle populacional.

A herança do globalista David Rockefeller é, portanto, maior e de maior abrangência que o seu dinheiro, já que abarca todo o uso que fez dele ao longo de sua vida centenária.

Os sonhos de uma Nova Ordem Mundial fizeram da sua geração de milionários filantropos verdadeiros governantes do mundo. Assim como George Soros, faz com a mídia, os Rockefeller impulsionaram estudos nas áreas científicas com o intuito diabólico de extirpar o mal no mundo mediante a destruição da liberdade humana. Quase tudo que se produziu em ciências biológicas e do comportamento para induzir os seres humanos à adesão de ideologias por meio de estímulos, a chamada engenharia social, pode ser colocada na conta dos Rockefeller, muito mais do que o dinheiro que arrecadaram fazendo isso.

Quando o pai de Bill Rockefeller descobriu um poço de petróleo em seu terreno, no Texas, inicialmente achou que podia vender como remédio e enganou muita gente criando o Nujol, como cura para o câncer. Depois de uma enxurrada de diarréias, acrescentou ao rótulo a função “laxante”. E assim foi vendendo.

Bill foi um dos iniciadores da indústria farmacêutica ao criar um sistema de certificação de patentes baseado em pagamentos e créditos. As certificações aliadas aos governos e protegidas por eles tiveram início graças ao bom relacionamento da família Rockefeller com os presidentes norte-americanos. Isso deu origem à indústria farmacêutica e a seus sistemas de certificação utilizados para viciar a população em drogas cada vez mais recomendadas por médicos e pela mídia.

O sonho da Nova Ordem Mundial, porém, vive na Fundação Rockefeller, assim como na Open Society, de George Soros e nas utopias da ONU, a partir do sonho do controle populacional, dos recursos naturais (ambientalismo) e da mente humana por meio da Ideologia de Gênero. Estes pilares de planos globalistas, cuja efetividade já foi demonstrada, prometem viver muito mais do que 101 anos. Mesmo que não funcionem, já prometem deixar um rastro de destruição.

 

 

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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