Agenda 2030 instrumentaliza TCEs para avançar em todo o Brasil

Imagem: slide da apresentação TCE-PR

Tribunais de Contas dos Estado (TCEs) se tornaram peça chave na implantação do plano de governo das Nações Unidas (ONU), com a Agenda 2030. Funcionário do TCE explica, em evento interno, que é fácil implantar a Agenda 2030 junto a Prefeitos e gestores públicos porque grande parte dos agentes públicos “morrem de medo da gente”.

É assim que os órgãos estatais fiscalizadores TCU e seus TCE usam de seu prestígio e poder para pressionar prefeitos e demais gestores públicos a aderir aos objetivos da ONU.

Em um vídeo disponível na internet, um funcionário do alto escalão do TCE-PR explica todo o plano, já em estágio avançado de execução, que deverá sujulgar todo o Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODSs) da ONU, mesmo que a população esteja à margem do processo e tenha decidido por um “Brasil acima de tudo”.

Entenda como o TCE (PR) se vê neste processo

A ação vem sendo realizada nos TCEs de diversos estados, já que o órgão federal, o TCU, possui planos nacionais que orientam seus órgãos regionais. O órgão passa a ressignificar ou relativizar seu papel institucional, atuando de forma provocativa ou indutora de políticas públicas.O palestrante do TCE-PR explica que o órgão tem o papel de “apoio às políticas municipais alinhadas aos ODS no estado” (frase do slide dele). Mas completa a explicação com a seguinte fala:

“aqui nós, [tanto o] TCE tal qual o TCU, assumimos um papel não só de controle. Nós temos um papel indutor em todos esses processos. Não só por termos informações de qualidade, por termos técnicos de qualidade, mas também os agentes públicos, grande parte deles, morrem de medo da gente. Então quando a gente recomenda alguma coisa, eles vão pensar duas ou três vezes”. (ver vídeo em 8 min 25 seg).

O palestrante destaca que a “vontade política é um componente” vital nessa estratégia, pois o poder Executivo precisa comprar a Agenda 2030. Ainda que tenha uma apatia pela Agenda 2030, já é um elemento dificultador.

Leia também: TCU quer impor Agenda 2030 ao governo federal via relatório de auditoria.

Uso da máquina estatal para implantar Agenda ativista

O especialista destaca o que considerou “engraçado” que havia um Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social instituído no estado há 20 anos, mas ele nunca tinha ouvido falar sobre o trabalho que desempenhava tal Conselho . Só agora que o governador instituiu uma vice-presidência dentro conselho com finalidade de implantar a Agenda 2030. Ou seja, aquilo que era um aparente cabide de empregos, inchaço da máquina pública, agora serve como meio de implantar o plano da ONU. É mão de obra paga com impostos do cidadão, à disposição de ativistas que ocupam cargos públicos e ONGs.

Ele destaca que a Agenda 2030 está com apoio de diversas entidades, Celepar, Ipardes, COPEL, Assembléia Legislativa do Paraná, Movimento Nós Podemos Paraná (ONG), Paraná Cidade, AMP, Itaipú Binacional e o Tribunal de Contas do Estado.

O uso orquestrado de tantas entidades governamentais para implantar a Agenda 2030 é prova cabal de que a ONU está conseguindo sim exercer um papel de governança, um papel de governo, dentro do país. A Agenda 2030 possui 17 objetivos e mais de 160 metas com indicadores bem claros, e são capazes de definir os rumos da sociedade. É assim que a ONU usa, para seu projeto de governo, as instituições locais que deveriam trabalhar pelos planos de governo dos governantes eleitos pelo povo.

O palestrante pergunta e explica: “Então, o que nós pretendemos com a articulação desses parceiros? Atingir todos os municípios!”

O palestrante mostra o mapa do Paraná e os escritórios de seus parceiros (307 escritórios). Também conseguiram parceria com as sete universidades estaduais, que atingem todas as regiões do Paraná.  Entre os projetos em parceria com as universidades, está a realização de programas de educação junto aos conselhos municipais, no que denomina “um grande programa de conscientização”, onde serão ensinados os parâmetros a serem seguidos e que se harmonizam com a Agenda 2030.

Slide da apresentação TCE-PR. Plano para atingir todo estado com uso de parceiros. Ver slides em PDF.

Para implementar a agenda 2030, a Celepar desenvolveu uma ferramenta de Business Inteligence dos 17 ODS da Agenda da ONU, com altíssima tecnologia.

É bom governar assim!

O palestrante exibe ainda uma tela de indicadores para mensuração das 160 metas ligadas aos ODSs, destacando que a maioria dos municípios já fornecem dados para seus controles. Ele usa os termos: [os] “municípios são obrigados” a fornecer.

Slide da apresentação TCE-PR. Indicadores para medir ação dos municípios no alcance dos objetivos da Agenda 2030. Ver slides em PDF.

Outra ação que comemora é a criação de 17 vídeos curtos e didáticos, para propagar os Objetivos da Agenda 2030 no estado. Tudo “sem custo”, pois foi elaborados pela equipe de comunicação do TCE-PR.  Isso mostra como os recursos financeiros para implementar a Agenda 2030 parecem ser infinitos. Está tudo disponível para a ONU em sua Agenda 2030: equipes de comunicação, exércitos de auditores temidos por gestores públicos em cada estado, desenvolvedores de sistemas, software de gestão customizado, toda infraestrutura e os edifícios públicos, etc.

É de se ter uma certa inveja da ONU mesmo. Deve ser realmente bom governar assim. Quando “você é a ONU”, possui poderes sem responsabilidades e sem custos. Você não precisa ser eleito, não tem que se responsabilizar com danos, não se preocupa com detalhes e problemas locais de ordem burocrática e técnica, você também não viverá nas cidades que sofrem as mazelas dos planos que não derem bem certo, não há ônus, só poder! Por outro lado, você tem a sua total disposição, uma mega estrutura de capital, recursos humanos, sistemas e infraestrutura, trabalhando para colocar em prática o seu sonho de gerenciar todos os países, estados e cidades, que viverão em constante vigilância para cumprir seus objetivos e metas, medidos por indicadores de desempenho.

É todo mundo “andando na linha” [e nas linhas do gráfico das metas e indicadores]. Todos em prol de uma estranha equidade de “gênero” com “direitos sexuais e reprodutivos” (aborto), quem sabe também, daqui a pouco, desarmamento civil e planos de desencarceramento mais arrojados, e todo e qualquer elemento ideológicos e concepções de mundo que o seu modelo de governo prega. Ora, parece que realmente, é bom governar assim. Já o povo, esse tem que fingir que escolhe os rumos de seu país e tenta viver sua vida, enquanto paga a conta para os tecnocratas e ativistas fazerem isso. O país brinca de “faz de conta” que é soberano, independente e democrático.

Leia também: CNJ incorpora Agenda 2030 e avança plano da ONU no judiciário

Assista ao vídeo citado:

 


 
 

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