Refutações sobre aborto

O aborto tem sido vendido como uma solução para mulheres desesperadas em uma gravidez não planejada.  O aborto não resolve um problema, ele troca um problema por outro.

O discurso pró-aborto despreza a vida do feto e todas as más consequências do aborto, como problemas psicológicos associados, traumas e depressão.

No Brasil infelizmente, quando se busca livros sobre a questão do aborto, a grande maioria que se encontra é pró-aborto. Afinal, sabemos que a legalização do aborto é bandeira principal nas universidades, na grande mídia em todo o mundo e conta com investimento de organizações internacionais.

Os tópicos a seguir foram elaborados pelo Estudos Nacionais e muitos deles inspirados no livro 28 Pro-Choice 28 Lies Exposed:

No discurso abortista usa-se comumente o número dos crimes de estupros como indicador para dimensionar o tamanho do problema. Isso simplesmente é forçar estatísticas a seu favor. O problema é demonstrado como se todo estupro resultasse em uma gravidez.

Conforme o Departamento de Saúde dos Estados Unidos (U.S Department of Health and Human Services), apenas 3% de todos os abortos realizados são devidos a casos de estupro.

Os outros 97% são denominados abortos provocados por “motivos pessoais”.  Contudo, os casos de estupro permeiam o debate pró legalização visando dar a ideia de que a única vítima é a mulher e não a criança.

Um ato sexual resulta em gravidez quando todas as condições a seguir forem atendidas simultaneamente: a)  a vítima não fazer uso de pílulas anticoncepcionais (situação pouco comum hoje em dia);  + b) coincidir com o período fértil; + c) a mulher liberar o óvulo; + d) a ovulação acontecer com sucesso.

Esse argumento é falacioso porque ignora o fato do governo existir para 1) regular o comportamento dos cidadãos e 2) o fato de ser cientificamente provado que o embrião (ou o feto) não fazem parte do corpo da mulher, sendo um organismo vivo e autônomo.

O direito de uma pessoa termina onde começa o direito do outro. Se as mães carregam em seus ventres uma vida humana, conforme a ciência comprova, não há o que falar em direito sobre o corpo da mulher em detrimento da vida do embrião. A mulher tem todos os direitos sobre seu corpo, mas não sobre o corpo da criança.

Assim, é evidente que é papel do governo legislar sobre o comportamento dos cidadãos quando eles querem atentar contra a vida de um ser humano indefeso (o embrião ou o feto).

Em outras palavras, “não interrompa o trabalho do vendedor da clínica de abortos”. Esse argumento é especialmente usado nos países onde já existem clínicas de aborto legalizadas. Nesses países, as mulheres recebem na clínica de abortos, uma consultoria de um atendente, vendedor do serviço de aborto. O conflito de interesses é óbvio. A indústria do aborto não ganha dinheiro algum desencorajando as mulheres sobre o aborto.

Esses conselheiros são partidários e evangelizadores da indústria do aborto. Eles pregam a doutrina pró-aborto para garantir seus empregos e lucros. Nesses países, as mulheres vão à uma clínica de aborto e antes de efetivarem o agendamento do aborto, são “orientadas” pelo vendedor de abortos e lhes é dito para tomar a decisão privada, conforme sua vontade. São nessas circunstâncias que querem argumentar que a mulher tomará sua decisão sozinha e em privado. Mais uma vez desconsideram a vida do bebê e a decisão do pai, que em muitos casos, podem não estar de acordo ou mesmo não saber sobre a gravidez. Fingir que não há outras pessoas envolvidas não muda a realidade.

O embrião, a partir da concepção, é uma vida humana.  Isso é confirmado pela embriologia, em livros e estudos de mais altos graus de confiabilidade. Embora muitos acadêmicos abortistas tentam dizer o contrário, manipulando o conceito de vida humana, em artigos ditos científicos ou livros publicados por editoras partidárias à causa do aborto, os estudos realmente sérios e bem elaborados persistem em provar que a vida inicia na concepção.
Se o embrião é uma vida humana esse argumento também é inválido, porque a mulher não estará decidindo sobre seu corpo apenas, mas sobre o corpo da criança. Feministas reivindicam este direito da mulher e ignoram o fato de que o feto pode ser do sexo feminino.


Diante do fato de que os abortistas não conseguem ir contra as comprovações científicas que mostram que a criança é um ser humano desde a sua concepção, alguns tentam discutir se o um o embrião ou um feto é merecedor dos direitos que temos enquanto seres humanos.

Devemos lembrar que os direitos humanos são inatos, inalienáveis e não são adquiridos ou conquistados sob qualquer condição. Basta ser um ser humano para fazer jus aos direitos humanos. Os direitos humanos são garantidos aos seres humanos pelo fato de que eles são seres humanos.

Não podemos impor condições, a partir de nossas interpretações, para determinar quais condições devam ser atendidas para que um ser humano faça jus a estar protegido pelos direitos humanos.

Isso é extremamente cruel. Basicamente, foi isso que se fez na escravidão quando se buscou impor condições para determinar que negros tinham menos direito humanos.

Dentre os direitos humanos, o mais fundamental de todos os direitos é o direito a vida. A vida é o direito fundamental porque um ser humano não poderá gozar de nenhum outro direito se ele for privado da vida. Uma mulher não poderia reivindicar direito ao aborto se ela tivesse sido abortada.

Nenhum governo ou organização internacional pode ter legitimidade para determinar se uma criança tem ou não direito à vida. Os direitos humanos são natos (devido a natureza humana) e inalienáveis (não podem ser alterados, transferidos ou retirados).


Alguém só é culpada por algo se cometer algum ato que vai contra as leis e regras. O bebê não cometeu ato algum. Ele nasceu por ato do casal. Na fase de embrião ou feto, assim como nos primeiros anos após o nascimento,  a pessoa ainda não alcançou a idade da razão. Portanto não é possível ser imputada nenhuma culpa à ela.

Nos casos mais polêmicos do mundo sobre redução de idade penal, quando vai mais longe, aplica-se pena à pré-adolescentes ou crianças na casa dos 10 anos de idade frente à crimes que tenham cometido. Isso porque é próximo à essa idade que se alcança a idade da razão. Como culpar alguém com semanas ou meses de vida por algo que não cometeu.
O governo não deve se envolver na questão do aborto porque se trata de uma questão religiosa e isso violaria a separação entre estado e religião?
Como vimos, aborto não é uma questão de religião. A ciência já definiu onde inicia a vida.  O fato de pessoas adeptas à uma religião serem pró-vida não faz da causa pró-vida uma causa religiosa.
Há inclusive, pessoas religiosas que são a favor do aborto e pessoas sem religião que são a favor da vida.  Existem ateus que são contra o aborto da mesma forma que são contra abuso sexual de crianças ou uso de drogas. A ideia de estado laico também tem sido vítima de manipulação.
O estado laico não significa que se deve ignorar os valores religiosos da sociedade porque os valores religiosos fazem parte dela. Inclusive, a constituição da maioria dos países Ocidentais foi estabelecida com base nos conceitos sociais e religiosos cristãos estabelecidos ao longo de séculos, como por exemplo, a legislação sobre assassinato, discriminação, abuso sexual, uso de drogas, divórcio, pornografia e prostituição; calúnia e difamação; entre outros.
Se a sociedade quiser agora abolir todas as leis onde houver conceito religioso voltaremos ao caos do início da idade média. Há uma grande diferença entre questões sociais e religiosas. Se a igreja pedisse ao governo para legislar sobre o batismo, isso seria uma situação religiosa que atentaria contra o conceito de estado laico, por forçar introduzir outras pessoas na esfera religiosa. Mas problemas sociais transcendem as ideias religiosas porque envolvem pessoas de todas as partes da sociedade e direitos fundamentais.  O discurso pró-aborto propositalmente busca rotular qualquer defesa da vida como discurso religioso e atentado contra o estado laico, como forma de silenciar e cercear o direito de defesa da vida.


O pior de tudo é que os argumentos abortistas são completamente adaptativos. Muitos abortistas argumentam atualmente no Brasil, que querem legalizar o aborto para dar segurança as mulheres mas que isso não significa que acreditam que o aborto é moral e algo bom. Alguns até concordam que o aborto é errado mas que a lei deve permitir para dar segurança as mulheres. Contudo, nos países que o aborto já está legalizado, os abortistas argumentam que se está legalizado significa que é moralmente correto.

A lógica dos abortistas vai sendo invertida conforme as suas necessidades. Podemos inclusive adentrar a questão comumente discutida nos países que o aborto já foi legalizado, sob a questão do argumento “se é legal é moral”.
Precisamos entender que a moral independe das leis. Se assim fosse, o que diríamos da escravidão? Ela foi legalizada em muitos países do mundo por muitos anos mas nem por isso era moral.  A escravidão nunca foi e nunca será moral. O mesmo ocorre com uso recreativo de drogas. O uso de drogas é nocivo para as pessoas e para a sociedade e o fato de ela ser legalizada não faz com que o uso de drogas se torne uma boa influência moral. A prostituição é a mesma coisa: trata-se de algo ruim para as famílias, para os casamentos e para os jovens; independente do que dizem as leis sobre a prática. Defender a moralidade com base no fato dos atos serem legais ou não é um argumento ridículo. O que diríamos sobre leis decretadas por Josef Stalin e Adolf Hittler (não por acaso, suas ditaduras legalizaram o aborto). A legalidade apenas determina como a justiça vai atuar e não o que é moral.
Aborto não é uma questão moral mas uma questão médica.
Abortistas alegam que o feto é apenas um amontoado de células, como um tumor e que por isso basta retirá-lo do corpo da mulher. Primeiro, esse argumento ignora todas as comprovações científicas que mostram que o embrião é uma vida (organismo vivo e autônomo). O fato do feto necessitar dos nutrientes do corpo da mãe não muda a sua natureza. Veja, ele só precisa de nutrientes. Argumentam isso também ignorando o fato de que um bebê recém nascido também não tem chances de sobreviver sozinho e provavelmente morrerá de fome se for deixado ao relento isolado de sua mãe; assim como pessoas portadoras de determinadas necessidades ou em situações especiais, bem como idosos também podem necessitar de cuidado de outro ser humano para manterem-se vivos e se alimentar.

A estratégia deles nesse argumento é  também, evitar que as pessoas pensem no bebê que virá depois de alguns meses. Cria-se a ideia de um tumor buscando criar um pensamento frio para os não nascidos. Ignoram também o fato de que simples decisão deles fará com que a criança não nasça.


O feto não é um ser humano

Se a união de um óvulo e o espermatozoide humano não resulta em um ser humano, no que resulta? Diversas organizações lutam pela preservação dos ovos de tartaruga, alegando punição para quem destruí-los uma vez que a vida das tartarugas merece ser preservadas. Se os ovos das tartarugas devem ser preservados por serem considerados vidas de tartarugas, por que o feto não seria uma vida humana? As palavras embrião,  feto, criança, adolescente, adulto e idoso descrevem as fases de desenvolvimento do ser humano. Um adulto não é mais ou menos humano do que um bebê ou um embrião. Você não precisa ser um cientista para ver que a vida começa na concepção. Um espermatozoide humano, se largado em qualquer lugar, não se tornará nada – ele é uma célula com o DNA do homem que gerou o espermatozoide. O óvulo humano, sozinho, também não se torna nada – ele possui o DNA da mulher. Nenhum dos dois será algo isoladamente. Mas, uma vez combinados o esperma e o óvulo, ocorre a concepção e teremos o embrião de um ser humano, que se tornará um ser humano igual a você – o embrião tem sua carga genética própria.

Ainda que houvesse dúvidas, caberia o benefício da dúvida: os sistemas legais e judiciais praticamente em todo o mundo usam esse princípio. Por que não vamos dá-lo ao feto?

Façamos mais um exercício: suponhamos que não houvessem diversas comprovações científicas para nos dizer que o feto é um ser humano; uma vida. Ainda assim, na dúvida deveríamos preservar o feto. A analogia da implosão do prédio: Iimagine que você é responsável por coordenar a implosão de um prédio antigo. Depois de isolada a área ao redor você precisa se certificar que não há ninguém dentro do prédio. Porém, não foi possível confirmar se há uma pessoa dentro do prédio e pelo seu planejamento, é hora de implodir a edificação. Você faria a implosão mesmo sem ter certeza se que há uma vida humana dentro do prédio? Tenho certeza que não.


Eu não acredito que as mulheres devem fazer um aborto, pessoalmente eu sou contra o aborto, mas eu acho que as mulheres devem ter o direito de escolher.

Esse argumento tem sido bastante repetido em prol do politicamente correto. Especialmente porque a grande mídia faz campanha pela causa abortista de forma massiva. Para perceber a incoerência dessa frase, basta analisar essa lógica para outros “problemas sociais” que temos hoje em dia:

  1. a) Eu não acredito que os adolescentes devam beber e dirigir, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;
  2. b) Eu não acredito que as pessoas devam roubar, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;
  3. c) Eu não acredito que as pessoas devam ter que matar outras pessoas, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que elas devem ter o direito de fazer ser quiserem;
  4. d) Eu não acredito que os homens devam estuprar mulheres, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que eles devem ter o direito de fazer ser quiserem;
  5. e) Eu não acredito que os pais devam abusar sexualmente de seus filhos, pessoalmente eu sou contra isso, mas eu acho que eles devem ter o direito de fazer ser quiserem.

Os exemplos acima, bastante agressivos, servem para mostrar como essa falsa lógica do respeito ao direito da mulher em detrimento do direito do bebê é completamente errônea.  Aquilo que não é correto de se fazer por ferir o direito de outro (o bebê), nunca deverá ser um direito.

Veja a área de números sobre aborto, neste site, e você verá que a simples ideia de “permitir” o aborto ocasiona um crescimento substancial na prática de abortos – levando muitas mulheres a fazerem os abortos inclusive contra a sua vontade.


‘As mulheres continuarão fazendo aborto mesmo que seja ilegal.’
Esse argumento simplesmente subverte a lógica da sociedade e de todo o direito. Toda a lei tem função de punir os atos ilícitos; evitar que se repitam pelas mesmas pessoas; desencorajar novos infratores; proteger os direitos daqueles que são lesados por crimes. Também devemos considerar que leis existem porque tem gente fazendo errado – se ninguém fizesse (e jamais tivesse cometido) abortos ou roubos, no mundo, é possível que as leis sequer existissem. Por isso dizer que deve ser legalizado porque muita gente faz é contrário ao bom raciocínio lógico.

A ocorrência dos delitos é justamente o motivo da lei existir e não o motivo para ela não existir. O argumento parte da falácia de que se uma lei não é 100% efetiva ela deve ser abolida. Se assim fosse, poderíamos dizer:

a) as pessoas vendem e compram sexo (prostituição) mesmo que essa prática seja ilegal;

b) as pessoas continuarão usando drogas, sendo isso ilegal ou não.

c) os adolescentes continuarão bebendo antes da maior idade, sendo ilegal ou não;

d) as pessoas vão ultrapassar o limite de velocidade sendo isso ilegal ou não;

e) as pessoas vão cometer roubos, estupros e assassinatos, sendo isso ilegal ou não.

Os argumentos acima, evidentemente absurdos, são tão lógicos quanto o argumento usado para legalização do aborto. O objetivo das leis é também minimizar os comportamentos indesejáveis.


Aborto legalizado protege a mulher contra abortos inseguros.
Além dos argumentos abaixo, é extremamente pertinente sabermos sobre os números dos abortos no Brasil. Segundo o DataSUS, sistema oficial, em 2014 ocorreram 55 mortes de mulheres que fizeram abortos clandestinos. Embora a mídia divulgue seguidamente números na ordem de dezenas ou centenas de milhares.

Primeiramente, devemos lembrar que o feto, vítima de todo aborto, é um ser humano, conforme provado cientificamente. Em um aborto inseguro ou não, uma criança tem sua vida cerceada.

Em segundo lugar, não é cabível legalizar o aborto porque há mulheres que querem realizar o aborto a qualquer custo; inclusive a custo da própria saúde. É amplamente discutido e sabido que o aborto é crime e o feto é uma vida humana. Então as mulheres que ainda assim buscam fazer um aborto a custo de risco da própria vida, cabe a sociedade dar atenção a essas mulheres para que não cometam esse mal consigo mesmas mas se preserve também a vida do feto.  Da mesma forma que tratamos alguém que por situações diversas esteja disposto a atentar contra a própria saúde ou vida. Não cabe ao governo ou a legislação dar subsídios para que as pessoas cometam crimes com mais segurança. Um pai de família, por exemplo, que esteja desempregado, deveria contar com apoio da sociedade para cometer assaltos sem riscos à sua integridade física e saúde?

Se todos os membros de sociedades e ONGs pró-aborto tivessem iniciativas voltadas ao apoio das mães que se veem desesperadas frente à uma gravidez não planejada, quantas vidas salvaríamos?

Em vez de legalizar práticas cruéis como o aborto a sociedade deveria reavaliar a valorização da  responsabilidade de cada um na sociedade e a obediência das leis.


Exigir que uma mulher mantenha sua gravidez indesejada é cruel e desumano.

É interessante como algo que é uma das grandes realizações da mulher, um milagre, pode ser, sob conveniências, considerado cruel e desumano. Somente com muita lavagem cerebral uma pessoa com intelecto não debilitado pode imaginar que ter que mudar seus planos e arcar com as responsabilidades de uma gravidez não planejada seja mais cruel e desumano do que dilacerar um feto, arrancando-lhe as pernas, depois os braços e cada pedaço de seu frágil corpo em formação. Desumano e cruel é privar a vida de um feto.

A criança não forçou sua concepção; mas sim, o ato voluntário do casal em fazer sexo, ciente das possíveis consequências, é que cria a vida da criança.  O homem e a mulher expuseram-se voluntariamente à possibilidade da concepção de uma vida.

Depois do assassinato do feto ou embrião, só há uma coisa mais cruel. A mulher ter que conviver em sua consciência com o fato de ter acabado com a vida do próprio filho. Muitos estudos têm mostrado estatísticas aterrorizantes sobre os índices de problemas psicológicos que as mulheres sofrem depois de cometer um aborto. Testemunhos bastante chocantes e comoventes também demonstram isso.

Milhares de mulheres sofrem a vida inteira pelo arrependimento de uma decisão que tomaram naqueles dias, semanas ou meses, em total desespero de sua condição temporária de incertezas frente a uma gravidez indesejada. Olham para a vida que passou e para a poltrona ao seu lado, e imaginam a companhia de seu filho ou sua filha, que poderia estar ao seu lado na velhice, mas não está porque não pode nascer.

Muitas mulheres testemunham que é muito mais fácil ter seu bebê do que enfrentar o trauma físico e emocional de um aborto. Em muitos casos, mulheres sofrem pressão para fazer um aborto enquanto tem vontade de seguir em frente na gravidez.
Muitas pessoas, amigos, membros da família ou aquele namorado irresponsável, pressionam a mulher, fazendo prognósticos de que ela terá de enfrentar uma gravidez e uma maternidade repleta de dificuldades e de sofrimento; e que o aborto, já legalizado em muitos países, será a situação mais fácil para “acabar com o problema”. Desconhecem porém, o sofrimento que a mulher terá de enfrentar se optar pelo aborto. As leis pró-aborto, vem como mais uma pressão para a mulher abrir mão daquilo que lhe foi conferido como dom por sua natureza.


É cruel colocar uma criança neste mundo, cheio de sofrimentos. Ele será só mais um problema para a sociedade.

Esse argumento, em outras palavras, diz que para proteger a vida da criança devemos matá-la. Certa vez em um debate sobre pena de morte, um dos debatedores, ateu, disse:

creio que só temos direito de condenar alguém a uma punição que conhecemos. Eu não conheço a morte e até que se prove o contrário, ninguém aqui sabe como é a morte. Já a prisão, sabemos o que é e como é, portanto, só podemos condenar alguém a prisão.

Nesse raciocínio, cabe condenarmos a criança inocente ao aborto, diante de nosso total desconhecimento sobre a morte?

Além disso, como podemos saber se a vida dessa criança será só sofrimento? São milhares os casos de mães que testemunham terem chego a beira de cometer um aborto e desistirem; e anos mais tarde verem seus filhos realizados; sendo pessoas boas, benevolentes, capazes de ajudar muitas pessoas e diminuir o sofrimento do mundo; a começar pela própria mãe.

Abrarham Lincoln, por exemplo, sofreu por décadas desilusões e dificuldades em sua vida pessoal e profissional, para depois dos 40 anos de idade, tornar-se um grande homem e entrar na história. Segundo a lógica abortista, ele não deveria ter nascido; afinal sua vida seria repleta de sofrimento.

Viktor Frankl é outro exemplo, que foi para um campo de concentração nazista e durante os anos e diante de todo aquele sofrimento, ainda via sentido na vida. Saiu dali e tornou-se famoso por ensinar e ajudar as pessoas a verem o sentido da vida.


É melhor optar por um aborto do que dar a criança um lar desestruturado; vivendo assim se tornará um criminoso.

Mais uma vez o argumento abortista usa o prognóstico mais pessimista como algo certo; para trocar pela morte.

Assim como vimos na resposta da questão anterior, sobram exemplos felizes, de pessoas que nasceram em famílias desestruturadas e ajudaram a estrutura os pedaços do projeto de família. Filhos de mãe que foram estupradas tornam-se crianças que ajudam e protegem as mães. O filho do estuprador não carrega os crimes do pai mas sim carrega o gene da mãe e é seu filho.

No Brasil, as filas de pais que querem adotar um filho são gigantes e a burocracia e a ineficiência do sistema faz com que muitas crianças cresçam antes de serem adotadas nas idades mais procuradas(desejadas) pelos candidatos a pais adotivos. Também não se fala em termos de políticas de incentivo para adoção de crianças com mais idade, para os candidatos das filas de adoção.

Diversas ONGs e partidos políticos pró-aborto buscam (e conseguem) fundos para investir em campanhas pelos direitos de escolha da mulher mas nada fazem para dar subsídio para as mulheres que optaram por ter seus filhos apesar de suas condições materiais, sociais e psicológicas.

Em um mundo em que a população fica a cada dia mais velha; só se fala em reduzir a natalidade e nada é feito para construir uma nova geração de trabalhadores e cidadãos conscientes. Os abortistas e eugenistas preferem a “solução mais simples”, matar aqueles que tem menos chances de ser bons cidadãos.


Se você é contra o aborto então não faça um aborto

Esse argumento é mais um que tenta subjugar o certo e o errado a liberdade individual desconsiderando o fato da vida do feto. É um argumento utilizado especialmente por adolescentes. Seria como: se você não gosta de drogas então não use; se não concorda com assassinatos então não os pratique; etc.

O argumento sempre ignora a vítima. O problema do aborto não envolve apenas os interesses da mulher mas também os da criança que ainda não pode se manifestar. Também é ignorado algo que é extremamente necessário para que cada um de nós possamos continuar tendo os nossos direitos: a ordem social. Ela é obtida a partir de leis e suas punições.


Se você não quer permitir que eu faça um aborto então você deve dar-me condições para criar meu filho, como comida, roupas, plano de saúde, escola.’

Em tempos em que o vitimismo se tornou esporte tão praticado, o objetivo desse argumento é fazer aqueles que querem proteger a vida da criança e mostrar a importância da responsabilidade materna e paterna, tornem-se culpados pela situação de falta de planejamento e irresponsabilidade culminantes em uma gestação indesejada. O argumento deixa alguns desavisados confusos porque faz o defensor do feto e da mulher se sentir culpado pela situação da mãe (ou da família), com a gravidez indesejada.


A responsabilidade recai somente nas mulheres, por isso qualquer lei contra o aborto desrespeita o direito das mulheres.

Com objetivo de desclassificar o debate tenta-se aplicar o rótulo de machista.  Argumentam que o homem pode eximir-se mais facilmente da responsabilidade da paternidade simplesmente fugindo, desaparecendo, negando-se a pagar pensão; enquanto a mulher terá de carregar esse fardo que é a criança.

Na verdade, o que se quer com esse discurso é “dar direitos iguais” para as mulheres.  Mas não é qualquer direito; é o “direito” ao crime que alguns homens cometem.

Querem reivindicar o “direito” daqueles homens que cometem o crime de abandonar uma mulher grávida sem dar a devida assistência.  Nenhum homem tem esse direito. Esse direito não existe. Trata-se de um crime previsto em lei e a sua pena é proporcional a pena do abortamento. Querem então a liberdade de cometer um crime similar ao do homem. Por óbvio, essa liberdade só leva a mulher a cometer também um crime, que é o aborto.  No momento que um abortista concorda com o fato de que os homens que fazem isso cometem um crime e que essa liberdade deve ser dada também as mulheres, precisará concordar que a liberdade que pregam é a liberdade de cometer outro crime. Portanto, o aborto deverá ser mantido ilegal.

Imagine, se as mulheres tiverem total liberdade para fazer aborto, esses péssimos exemplos do sexo masculino poderiam reivindicar sua inocência frente ao abandono da paternidade nos casos em que ele não desejava a gravidez e a mulher porventura não optou pelo aborto. E isso de fato está acontecendo no mundo. Em diversos países, como Portugal e Reino Unido, homens têm apresentado ações na justiça reivindicando o direito de não ser pai da criança sob alegação de igualdade de direitos – já que eles preferiam que a mulher tivesse abortado; como elas não fizeram isso, ele não quer ter de ser obrigado a cuidar da criança. Esse tema é extremamente bem abordado no livro O Direito de Não Ser Pai  – Dr. Eduardo Cabette.


Abortos em caso de estupro são justificáveis’

Como podemos justificar a morte de uma criança inocente?

É fato inegável que o sofrimento de uma mulher vítima de abuso sexual é indescritível; e que ela poderá enfrentar uma série de problemas de ordem emocional e social por causa disso. Contudo, o aborto simplesmente não é uma solução; Ele apenas muda o problema.

Devemos considerar fatos, que não mudam em função das circunstâncias, tais como:

  1. Uma criança será uma criança se ela for concebida pelo amor ou pela violência;
  2. Metade da criança é gene da mãe. Carne da sua carne, sangue do seu sangue.
  3. A criança não tem culpa pelos erros de seu pai;
  4. O aborto não é uma cura para o trauma do abuso sexual. Ele não ira resolver os problemas psicológicos e poderá muito provavelmente ser mais um problema psicológico, de difícil solução.
  5. A mulher já sofreu uma agressão e submeter-se ao aborto é sofrer duas agressões;
  6. Se a mulher não pode criar a criança ela pode optar pela adoção;

Esses casos são bastante complexos emocionalmente. Cabe considerar que os casos de aborto por estupro, correspondem a 1% dos abortos feitos nos Estados Unidos e menos de 0,5% na maioria dos outros países.


Aborto em caso de estupro já é permitido portanto não há o que restringir outros casos’

Primeiramente, aborto em caso de estupro não é permitido no Brasil. O que se fez, devido as campanha pró-aborto, foi retirar a punição sobre a mãe e os médicos envolvidos em um aborto  quando este é resultado de um estupro.

Vemos por conta desse argumento, que a cada precedente que é aberto o discurso pró-aborto avança para a legalização completa; sempre desconsiderando a vida da criança. Embora argumentem que querem legalizar o aborto somente até o terceiro mês e que se legalizado não vão querer legaliza-lo até o 6º ou 8º mês, a prática do discurso abortista mostra com a questão do aborto que ele avança sim, caso por caso, sempre usando os precedentes já abertos.

Nos Estados Unidos se discute o aborto até o 8º mês. Em um debate presidencial entre Hillary Clinton e D. Trump a candidata manifestou sua aprovação a legalizar abortos após 6 meses.

Em alguns países, já se vê artigos em que se defende o aborto até a hora do nascimento, o aborto pós-natal. Chamam de Partial-birth (parto parcial), onde o “médico”, em um parto normal, retira apenas parte do corpo da criança deixando apenas a cabeça dentro da mãe e corta o pescoço da criança.

No Brasil, se um pró-vida diz que a campanha pela legalização do aborto poderá abrir precedentes e chegar a este ponto, todos dizem que isso é loucura. Mas se é loucura, por que nos lugares em que o aborto já é aceito em lei os grupos “pró-escolha” estão reivindicando avanços dessa natureza?

Se a preocupação é com a vida, por que se usa o precedente da não punição nos casos de estupro para reivindicar a legalização completa em qualquer caso e por qualquer motivo?