Professora é perseguida por não aderir a paralisação

A professora Audrey Pires, da rede estadual de Minas Gerais tem sofrido ameaças após a repercussão da sua decisão de não participar da paralisação contra a proposta da reforma da Previdência no início do mês de março deste ano.

A polêmica começou quando Audrey concedeu uma entrevista à Radio Itatiaia (MG), ocasião em que o radialista tomou partido da professora. Isso teria causado ainda mais indignação na categoria que aderiu à paralisação. O Sindicato dos servidores obteve direito de resposta na rádio.

No dia 21 de março, a professora postou em seu twitter:

“Estou sofrendo forte retaliação devido à entrevista que dei ao jornalista Carlos Viana, na rádio Itatiaia. Não esperava que fosse diferente”.

Audrey alega que as ameaças, em geral, se baseavam em coisas que ela não disse. Muitas alegavam que ela teria chamado professores de vagabundos, entre outras coisas que, segundo ela, não foram ditas em momento algum.

No dia seguinte à entrevista, o telefone da escola não parou.

“Eu cheguei a atender uma ligação em que a pessoa dizia que eu era vagabunda, desgraçada…”, conta Audrey.

Mas, segundo ela, muitas pessoas também se manifestaram a seu favor, como pais e até professores. Ela afirma ainda que, muitos outros professores eram contra a paralisação, “mas preferiram seguir a maioria”, conta.

Veja a entrevista completa feita pelo Terça Livre:

 

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