O discurso de Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação

Ricardo Vélez Rodríguez
Ministro da Educação

Transcrição: Cristian Derosa

É para mim uma honra e uma grande alegria encontrar todos vocês nesta cerimônia de posse. Gostaria de iniciar a minha fala destacando o espírito republicano do senhor ministro Roccielli e dos seus assessores que, desde o início do governo de transição, têm despendido valorosos esforços para que a realização do nosso trabalho à frente do MEC fosse possível. O senhor Riccielli e a sua equipe tornaram possível este momento ao atuarem com eficiência e cordialidade. Trata-se de um verdadeiro testemunho desse espírito republicano que, ao se sobrepor às expectativas pessoais, evidencia o total apreço e consideração prioritariamente pelo bem comum. Gostaria ainda de destacar o ineditismo dos tempos que ora começam em nossa vida republicano. Esses tempos foram abertos com a corajosa jornada do então deputado federal Jair Messias Bolsonaro, que começou a aproximadamente dois anos a percorrer o Brasil de norte a sul, auscultando o pensamento e as expectativas das pessoas em cidades, vilas, povoados e campos do interior deste imenso país, a fim de dar voz àqueles que não eram escutados pela mídia tradicional, nem pela classe política comodamente afeita às negociações entre as siglas partidárias.

Jair Messias Bolsonaro saiu da zona de conforto garantida aos congressistas, a fim de conhecer de perto os desafios que permeiam o cotidiano dos cidadãos do nosso país. Escutou de milhares de cidadãos queixas que ratificaram as percepções e índices alarmantes de criminalidade que assolam nossos bairros, ruas e campos, tornando-nos infortunadamente recordistas mundiais em assassinatos que ceifam a vida de mais de 60 mil pessoas por ano, incluindo crianças e jovens. Por sua vez, o então candidato Bolsonaro ouviu dos empobrecidos contribuintes as queixas que tinham como origem o ostensivo processo de corrupção, que no ciclo lulo-petista dilapidou a riqueza nacional em balcões escusos de negócios, ao leiloar na bacia das almas da corrupção indiscriminada, os recursos da nação. Tornou-se evidente o risco à sobrevivência das novas gerações. Pois esse negativo fenômeno submergiu o país na maré do desemprego massivo, castigando duramente as famílias de mais de 14 milhões de brasileiros. Jair Messias Bolsonaro prestou a atenção à voz entrecortada de pais e mães reprimidos pela retórica marxista que tomou conta do espaço educacional. À agressiva promoção da Ideologia de Gênero, somou-se a tentativa de derrubar as nossa mais caras tradições pátrias. Essa tresloucada onda globalista, tomando carona no pensamento gramsciano e num irresponsável pragmatismo sofístico, passou a destruir, um a um, os valores culturais em que se sedimentam as nossas instituições mais caras: a família, a Igreja, a escola, o Estado e a Pátria, numa clara tentativa de sufocar os valores fundantes da nossa vida social.

Não foi fácil ao candidato Bolsonaro fazer frente à degradação reinante. Incomodados com a sua popularidade crescente, em que pese o escasso tempo de televisão garantido a ele, os mais ameaçados pela pregação moralizante em andamento, urgiram um obscuro plano para tirá-lo de vez da cena eleitoral, atentando contra a sua vida. As maquinações tenebrosas da Rua Halfeld, em Juiz de Fora, como frisou o adágio que se tornou popular, ratificaram a certeza de que derrubaram um homem, mas levantaram uma nação. O nosso bravo capitão Jair Messias Bolsonaro, sobreviveu ao cruel atentado e, nos braços do povo que o apoiou desde o início, ganhou honrosamente com grande margem de votos, as eleições presidenciais fazendo com que a data de 28 de outubro de 2018 seja lembrada pelo povo brasileiro como o dia da redenção do nosso país.

Estamos aqui, senhoras e senhores, dando efetivamente os primeiros passos de uma jornada cujo objetivo é atender aos anseios da nação brasileira. Trabalharemos intensamente para que, com o apoio da família e da sociedade, a educação possa efetivamente promover a educação de nossas crianças, jovens e adultos, seja para exercerem seus direitos e deveres de cidadãos, seja para atuarem em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. São novos tempos cujos objetivos permanecem indissociáveis dos princípios republicanos de respeito aos cidadãos. Não permitiremos que este ministério seja encarado como basar para enriquecimento de alguns em detrimento do povo brasileiro e do dever constitucional de garantir aos cidadãos e às futuras gerações o acesso a uma educação que contribua para o desenvolvimento das enormes potencialidades deste país continental. Para que isso seja possível, estaremos atentos às orientações do nosso presidente. Mas é preciso também considerar que, sem o apoio das famílias, da sociedade, dos estados e municípios, nossas chances de sucesso diminuem significativamente. É preciso não apenas empregar os recursos adequadamente, mas também valorizar nossos professores e todos os demais profissionais da educação. Trata-se de um aspecto que, apesar de parecer utópico, ocorre naturalmente a partir do momento em que as pessoas percebem o inestimável valor da educação para o desenvolvimento do nosso país.

Nossa prioridade será a educação básica e, a fim de que possamos atingir os objetivos almejados, estaremos trabalhando na formulação de políticas públicas cujos programas e ações sejam eficazes para o combate ao analfabetismo nas suas variadas manifestações, a ampliação e melhoria da educação em creches e pré-escolas, a educação de jovens e adultos, o pleno atendimento a pessoas com deficiência, as modalidades especializadas de educação, a gestão e funcionamento adequado das escolas, o ingresso, permanência e conclusão dos estudos na idade certa, a inovação com o apoio de diferentes mídia e tecnologias. O uso de avaliações que orientem os processos de ensino e aprendizagem. E as pesquisas educacionais que efetivamente subsidiem a formulação destas políticas.

Na educação profissional e tecnológicas, serão fomentadas políticas que integrem ensino, ciência e tecnologia, para que efetivamente nossos estudantes possam desenvolver suas respectivas capacidades empreendedoras. Incorporar e utilizar inovações científicas e tecnológicas e atuar de modo eficaz no mercado de trabalho. Na educação superior, nossas ações terão como elemento central a melhoria da tríade ensino, pesquisa e extensão. Nas universidades públicas, merecerão destaque políticas que fomentem modelos de gestão mais eficazes, diminuição das taxas de evasão e alinhamento entre os cursos oferecidos e as demandas sociais e econômicas existentes.

Por meio do apoio e fomento à pesquisa e à qualificação, incentivaremos nossos docentes e pesquisadores a aprimorarem suas linhas de pesquisa, podendo assim, contribuírem ainda mais com a sociedade brasileira. No setor privado, merecerá atenção especial a qualidade dos cursos oferecidos. A educação não pode ser caracterizada como um simples serviço, pois se trata de algo que alicerça e garante o futuro do nosso país.

Daremos especial atenção e trataremos com cuidado as ações empreendidas por fundos internacionais de investimento em educação. As formas de atuação desses investimentos devem se adequar, tanto aos dispositivos legais quanto aos objetivos da educação brasileira. Não permitiremos que pautas nocivas aos nossos costumes sejam impostas ao país com a alegação de que se trata de temas adotados alhures por agencias internacionais, cujos representantes são burocratas não eleitos pelos povos de suas respectivas nações. Combateremos com denodo o marxismo cultural, hoje presente em instituições de educação básica e superior. Trata-se de uma ideologia materialista, alheia aos nossos mais caros valores de patriotismo e de visão religiosa do mundo.

Ao redor dos objetivos acima mencionados, aglutinam-se na equipe de governo do nosso ministério, profissionais altamente qualificados. Começo fazendo referência aos jovens que integram nossas secretarias e que receberam a benfazeja formação humanística de dois grandes educadores: Antônio Paim e Olavo de Carvalho. Deles emerge a inspiração liberal-conservadora das nossas propostas educacionais.

Destaco, em segundo lugar, a participação de profissionais oriundos de instituições de educação básica, profissional, tecnológica e superior, civis e militares. E finalmente aqueles originários de renomados centros de formação de administradores públicos. Que Deus nos ajude nesta empreitada e que possamos honrar o compromisso que neste momento assumimos com o nosso país.

Muito obrigado.

 


 
 

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