Notas: Ideologia de Gênero e revolução educacional

É consenso entre profissionais acadêmicos da educação a afirmação de que “a família está em crise”. Ao mesmo tempo, exibem-se de que a ciência pedagógica tem evoluído e tem o papel de ajudar no desenvolvimento da sociedade. Por que será que a família está em crise?

O diabo é astuto e irônico. Conhece melhor que nós o Evangelho e os santos e soube muito bem fazer o mal com disfarces de piedade: no lugar do “sejais como crianças” trouxe a síndrome de Peter Pan, o medo da responsabilidade, o amor aos cachorrinhos e os livros de colorir; transformou o “ide e fazei discípulos pelo mundo” em falso ecumenismo, modernismo e aceitação de sacrilégios e heresias com a desculpa de acolher pecadores. E além de tudo fez, com a maior cara de pau, com que as feministas gritassem contra Deus: “este é o meu corpo”

O alvo específico da Ideologia de Gênero nos planos municipais de educação é a família, ou seja, os pais. Lembremos os vereadores de uma legislação assinada pelo Brasil: Convenção Americana sobre Direitos Humanos – Art 12 : “Os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.”

Indivíduos cujo suporte psicológico não é ou não pôde ser a família, estão mais sujeitos a influências que vêm do restante da sociedade na formação de um suporte existencial. O aumento do número de divórcios e desestruturações familiares trouxe consigo a adesão maior da juventude à cultura de massa que passou a ser a sua família, o seu mundo, que o determina e é determinado por ele. Como a cultura é algo bem mais mutável que a família, a submissão a ela acaba incapacitando-os à compreensão de padrões fixos como os valores universais. Fica dependente das explicações fornecidas por essa cultura que é em grande parte determinada pelos próprios sujeitos. Ele continua conectado aos padrões fixos mas com explicações sempre momentâneas e insuficientes fornecidas pela cultura. A apreensão da realidade dá lugar a simples posturas cínicas diante de tudo.

Depois que a ciência moderna nos ensinou que a dimensão espiritual do homem não existe, mas somente a animal ou psico física, todo tipo de sentimento de inadequação só pode ser interpretado como problema psicológico, social, racial, econômico, sexual, e não como um resultado de nossa condição essencialmente espiritual.

O esquerdista moderado é aquele que não se sente confortável com o estigma negativo das desumanas consequências lógicas da sua ideologia. A invenção do arquétipo do socialista moderado é um modo engenhoso de manter intactas as mesmas crenças abstraindo-as da sua realização. E criam-se novos moderados conforme são desmascaradas as suas intenções.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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