Palestinos atacam manifestantes contrários à Lei de Migração no centro de SP

SÃO PAULO ─ Quatro imigrantes sírios e um palestino foram presos em flagrante na Avenida Paulista na noite desta terça-feira (02/05) após lançarem uma bomba em manifestantes que protestavam contra o projeto da Lei de Migração. Por volta das 20h30, na altura da Estação Consolação de metrô, uma bomba caseira foi lançada no meio das pessoas ─ uma delas teve a perna queimada com a explosão. Em seguida, os agressores partiram para cima dos manifestantes, deixando pelo menos quatro feridos, sendo duas mulheres.

Ao ataque sucedeu-se uma correria, mas policiais militares interviram rapidamente, utilizando bombas de efeito moral e imobilizando e detendo cinco dos agressores sob aplausos dos manifestantes, que bradavam “Viva a PM”! Outros conseguiram fugir. Os detidos foram levados para a 78ª Delegacia Policial. Com eles, foram apreendidas mais bombas caseiras e outras armas como martelos, facas e socos inglêses.

Um dos detidos é o palestino Hasan Zarif, líder do movimento Palestina para Todos e dono do bar Al Janiah, no Bexiga, no Centro de São Paulo. Segundo manifestantes na delegacia, outro dos detidos estaria no país há dois meses e teria necessitado do auxílio de um tradutor para o idioma português.

Logo do ingresso dos detidos na 78ª DP, prontamente surgiram advogados e também cerca de 40 pessoas enfurecidas, aparentemente muçulmanas, exercendo pressão em favor dos detidos e causando transtorno na delegacia. Segundo policiais no local, considerando todos os materiais e elementos reunidos, o ataque caracteriza um ato terrorista.

Um dos agredidos, o advogado criminalista Everton, independente, estava discursando quando a bomba estourou. “Só quando ouvimos a explosão é que fomos perceber a movimentações. Cerca de 20 gangsters, com soco inglês e pedaços de ferro, foram para cima do movimento. Eles agrediram mulheres, idosos, menores de idade e trabalhadores, como eu e outros, que estamos aqui prestando queixa”, descreveu, exibindo as agressões que sofreu no rosto e na boca e a lesão que sofreu na perna.

“Eu estou indignado, nós estávamos num ato pacífico contra a Lei de Migração. Eu, brasileiro, fui agredido no meu próprio país por estar defendendo a minha nação. Aqui na DP, soube que os agressores são estrangeiros, de origem palestina e que nem português fala.”

E apelou ao presidente Michel Temer. “Presidente Temer, vete agora, o Brasil não aguenta mais ver brasileiros sendo agredidos dentro da nossa própria nação. Mais do que nunca vou às ruas porque eu fui agredido como brasileiro dentro do meu país, e não aceito isso.”

Assista o vídeo feito pelos manifestantes agredidos

Cobertura e reações

A grande mídia brasileira evitou a palavra terrorismo em relação aos imigrantes palestinos e classificou os manifestantes vítimas do ataque de “grupo de direita anti-migração”.

Segundo o site Epocth Times Brasil, os manifestantes protestaram pacificamente na Paulista, ainda em frente à Gazeta, contra o projeto da nova Lei de Migração. O manifestante Everton criticou a ausência da presença da mídia brasileira tradicional. “Era para a Veja, Estadão, Folha de SP estarem todos aqui. Não tem nenhum (veículo). Por quê? Porque isso não interessa para eles.”

Entre os poucos sites que abordaram o assunto está o Sociedade Militar, que declarou em sua matéria: “O termo terrorismo parece ser uma palavra proibida. “Somos pacíficos”, “nada acontece por aqui” e coisas do gênero é o que se tenta passar para a sociedade. Mas, as coisas estão mudando e precisamos sim tratar o assunto da maneira correta”. O site lembra que no Brasil ainda há liberdade de expressão, seja de direita ou de esquerda.

Organizado pelo movimento Direita São Paulo e com adesão de cidadãos diversos, o protesto teve início às 19h com uma concentração em frente ao prédio da TV Gazeta, também na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Aproximadamente às 19h20, portando cartazes onde se lia “Soberania não se negocia, Brasil em primeiro lugar! #VetaTemer”, os manifestantes marcharam pacificamente até o edifício do gabinete da Presidência da República, quando, às 20h30, a bomba foi lançada e seguiu-se o ataque. Cerca de 20h40 a manifestação já havia se dispersado.

O projeto da nova Lei de Migração foi proposto em 2015 pelo atual ministro das Relações Exteriores e então senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e aguarda a sanção ou o veto do presidente Michel Temer.

Os manifestantes lembraram o passado terrorista de Nunes, que atuou durante o regime militar como motorista de Carlos Marighela, comandante do grupo terrorista da Ação Libertadora Nacional.

Epoch Times

Notícias, artigos e estudos sobre a realidade brasileira e o contexto internacional. Selo editorial especializado em comunicação, sociologia e história recente do Brasil.
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta