1888 | Os 123 anos da Lei Áurea

Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea, pondo fim à escravidão no Brasil.

Sancionada pelo chamado “Gabinete de 10 de março”, formado pelo Conselheiro Rodrigo Augusto da Silva* e presidido por João Alfredo Correia de Oliveira, do Partido Conservador, a lei foi o ápice de um processo que vinha desde 1850, com a Lei Eusébio de Queirós, que proibia o intercâmbio de escravos, seguida, em 1871 pela Lei do Ventre Livre e, em 1885, com a Lei dos Sexagenários, que libertava escravos com mais de 60 anos.

A Lei Áurea foi apresentada pelo ministro Rodrigo A. da Silva, dois dias antes quando começou a ser debatida no Senado. Foi votada, aprovada e encaminhada para a assinatura da princesa Isabel no mesmo dia 13 de maio.

Conselheiro Rodrigo Augusto da Silva

(*) Conselheiro Rodrigo Augusto da Silva, autor da Lei Áurea, era presidente do Partido Conservador. Seu pai, o Barão do Tietê, também foi lider dos conservadores e sei sogro foi o senador Eusébio de Queirós, autor da lei que proibia o comércio de escravos.


Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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