Archive outubro 2018

O INÍCIO E O FIM DA PÓS-MODERNIDADE – SEGUNDA PARTE

*ESTE ARTIGO COMPLEMENTA O ARTIGO COM MESMO TÍTULO QUE ESTÁ NA REVISTA ESTUDOS NACIONAIS Nº 4 ANO 01.

 

As discussões sobre modernidade nos anos 50 e 60 criaram as condições para que a expressão “pós-moderno” pudesse circular nos meios intelectuais entre cientistas sociais. Conforme Arnold Gehlen[1], “[…] as premissas do Aufklärung estão mortas, apenas suas conseqüências continuam em curso”. Os pressupostos que davam sustentação para a concepção humana de coerência, verdade, razão, objetividade, entre outras, existentes na Modernidade, são questionados na Pós-modernidade.

A Pós-modernidade pode ser entendida como a descontinuidade da modernidade e preconiza a ruína do mito do progresso humano. A “emancipação da razão” não foi atingida. O objeto da modernidade ou seu sujeito não se conformaram aos ideais prometidos e perseguidos. Para Lyotard, o que de fato inaugurou a pós-modernidade não foi uma nova idéia, “mas os fatos que se construíram na base da disputa pela ‘boa idéia’”[2] tendo Auschwtiz como marco emblemático e, acrescento eu, os Gulags de Stálin.

Ler mais