O INÍCIO E O FIM DA PÓS-MODERNIDADE – SEGUNDA PARTE

O INÍCIO E O FIM DA PÓS-MODERNIDADE – SEGUNDA PARTE

*ESTE ARTIGO COMPLEMENTA O ARTIGO COM MESMO TÍTULO QUE ESTÁ NA REVISTA ESTUDOS NACIONAIS Nº 4 ANO 01.

 

As discussões sobre modernidade nos anos 50 e 60 criaram as condições para que a expressão “pós-moderno” pudesse circular nos meios intelectuais entre cientistas sociais. Conforme Arnold Gehlen[1], “[…] as premissas do Aufklärung estão mortas, apenas suas conseqüências continuam em curso”. Os pressupostos que davam sustentação para a concepção humana de coerência, verdade, razão, objetividade, entre outras, existentes na Modernidade, são questionados na Pós-modernidade.

A Pós-modernidade pode ser entendida como a descontinuidade da modernidade e preconiza a ruína do mito do progresso humano. A “emancipação da razão” não foi atingida. O objeto da modernidade ou seu sujeito não se conformaram aos ideais prometidos e perseguidos. Para Lyotard, o que de fato inaugurou a pós-modernidade não foi uma nova idéia, “mas os fatos que se construíram na base da disputa pela ‘boa idéia’”[2] tendo Auschwtiz como marco emblemático e, acrescento eu, os Gulags de Stálin.

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OLAVO DE CARVALHO, O BEZERRO DE OURO. POR RENÃ POZZA SILVA

“É um grande sinal de mediocridade elogiar sempre moderadamente” – Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716).

Resumão estilístico (eles costumam escrever pior ainda, diga-se de passagem) dos processos correntes no tribunal da Anta inquisição:

Verdade deve ser dita: Olavo de Carvalho incentiva a adoração em torno dele. Apresenta-se sempre como um messias salvador da pátria. Orgulha-se de seus palavrões e assim conquista uma multidão de seguidores bobos que o veneram tal como a um taumaturgo realizando prodígios aos montes por onde passa. Diz que não gosta de ser bajulado, mas ao primeiro sinal de discórdia persegue, estraçalha e dilacera numa frenesi diabólica o mais pobrezinho de seus alunos. Ao mesmo tempo, contraditoriamente, condena o “sentimento de grupo”, o qual diz nós brasileiros sermos reféns, mas trata seus admiradores como membros de uma verdadeira seita, obrigados a apoiá-lo e curvar-se à sua vontade sempre, a qualquer custo, certo ou errado. Prega contra a Nova Ordem Mundial, porém, exalta os EUA, país mais controlador do mundo, que, certamente, retomando o caminho da força bruta, montará o império do terror sobre a Terra — Hiroshima e Nagazaki estão aí para provar. Aos seus fiéis e cegos discípulos, só me resta a pena de quem se deixa levar por tão grotesco embuste.

Já me estendi demais tentando não me estender. Acima temos, condensadamente, o âmago de todas as loucuras diárias lançadas ao prof. Olavo de Carvalho, que ele tem de administrar pacientemente para não cair na mais obscura insanidade. É o estratagema 5 de Schopenhauer em “Como Vencer um Debate Sem Precisar ter Razão”. Começa com premissas absolutamente falsas — que o espectador ignora– levando a platéia a tirar conclusões partindo de tais premissas, seguido de um argumentum ad hominem (usar uma afirmação do autor contra ele, fora do contexto), e, no final, ainda tira da cartola um reductio ad absurdum (pega algo atribuído ao autor, verdadeiro ou não, e inventa consequências nefastas e mirabolantes). Ler mais

DEBATE POLÍTICO E INTERNET

Havia uma regra muito difundida sobre debate e retórica, especialmente para a política, sobre não se perder muito tempo na defensiva. Numa discussão a regra era atacar, seja de forma ostensiva ou não, direta ou indiretamente, mas nunca ficar na defensiva. A razão disso era que quando alguém se coloca muito na defensiva se mostra fraco, na melhor das hipóteses, ou suspeito, na maioria dos casos. Ler mais

ENTENDENDO O MARKETING DE LACRAÇÃO. OU, O ESPÍRITO HUMANO COMO O MAIS NOVO MERCADO DA NOVA ORDEM MUNDIAL.

ENTENDENDO O MARKETING DE LACRAÇÃO. OU, O ESPÍRITO HUMANO COMO O MAIS NOVO MERCADO DA NOVA ORDEM MUNDIAL.

Ações de empresas globais vêm colocando as inteligências de um grande número de observadores liberais e conservadores em xeque. As ações do chamado marketing de lacração de marcas como Santander, Avon, Omo e Coca-Cola, impõem uma pergunta para a qual esses observadores até agora não deram uma resposta satisfatória: Porquê?

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Homem-Massa

Homem-Massa

É comum ouvir que vivemos no tempo da sociedade de massa para entender a sociedade de hoje. Só que isso ajuda menos do que parece, já que por sociedade de massa entende-se o esforço para organizar a massa e não o fenômeno mais essencial que é o império da massa. Imperam seu modo como vivem, seu modo como entendem e sentem-se no mundo.

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