O seqüestro da ciência


A Organização das Nações Unidas (ONU) já anunciou o lançamento do próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). A Organização já adiantou que este novo documento terá um tom bem mais otimista e vai, entre outras coisas, apontar 10 saídas para que a humanidade consiga frear o aquecimento global.

Segundo a matéria da Zero Hora de ontem (30/04/07), “no segundo semestre, em uma publicação de mais de 700 páginas, serão detalhados os exemplos e as medidas capazes de esfriar os termômetros”. Os cientistas, outrora profetas que pintavam terríveis catástrofes cataclísmicas que assolariam a Terra graças ao comportamento ganancioso do homem desde a Revolução Industrial, começam agora a montar algo que lhes sirva de justificativa caso o aquecimento não ocorra.

Aproveitando que ninguém se deu conta da fraude (ala Bug do milênio), lançam logo o preço do resgate pela saúde do Planeta, cujo maior refém não é a terra, mas sim o homem com seu sentimento de culpa pela perda irreversível do seu habitat natural.

Mas antes que todos percebam a sua fraude, preferem tirar o máximo proveito de toda essa situação. Entre as 10 saídas para salvar o Planeta, as quais o novo relatório vai trazer, despontam requisitos básicos para o empresário ou governo que queira ter o honroso posto entre os salvadores: substituir todo o tipo de maquinário utilizado na agricultura, indústria, transportes, energia, pelos equipamentos que o relatório vai recomendar juntamente com um “orçamento”. Ou seja, se antes era difícil identificar os motivos por trás dessa farsa científica que tem sido o aquecimento global, agora eles não fazem questão nenhuma de esconder.

A NASA (Agência Espacial Americana) anunciou nos últimos meses, o resultado de uma pesquisa que poderia acabar de vez com o mito do aquecimento por causa humana. Trata-se do aquecimento de Marte, Júpiter, Plutão e Tritão, que vem acontecendo desde os anos 60. O aumento de 0,6 grau na média de temperatura destes planetas com certeza não é obra da emissão de gás carbônico pelo homem aqui na Terra. Mas esta verdade não aparecerá na mídia, pois é inconveniente.

O fenômeno do Aquecimento, no entanto, será digno de estudo no futuro. Não estou falando em estudos do clima, mas de mídia. Depois de todas estas bombas jogadas na cara de todos, o Diário Catarinense consegue ter cara-de-pau suficiente para publicar um editorial sobre o assunto, evocando novamente todo o repertório ambientalista chique de que o homem “tem que se conscientizar” de que o planeta é nossa responsabilidade e que o estamos destruindo. Prova maior não há, de que agem de acordo com os objetivos da ONU e que sabem muito bem que estão tratando de um espetáculo puramente midiático.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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