8.400.000

abortos realizados desde a legalização.

  • Ano
  • 1958
  • 1968
  • 1978
  • 1988
  • 1998
  • 2008
  • 2015
  • Nr. de abortos
  • 13.570
  • 23.461
  • 141.558
  • 183.798
  • 187.402
  • 202.158
  • 191.014
  • % acumulado
  • + 72%
  • + 945%
  • +1250%
  • +1280%
  • +1480%
  • +1310%

Reino Unido: números da tragédia

Na Inglaterra, o aborto é legalizado desde 1967. No ano de 2015, um relatório do Governo mostrou que 10% dos abortos no país são feitos após 13 semanas de gravidez. O relatório traz um detalhe interessante: o recorte da pesquisa se restringe apenas aos abortos realizados por mulheres residentes do país, totalizando 185,8 mil procedimentos naquele ano. Mas o total de abortos realizados no Reino Unido, em 2015, foi de 191.014.

Após 48 anos da legalização do aborto no Reino Unido, o número anual de abortos subiu de 13 mil para 191 mil, um aumento de 1310%, diante de um crescimento populacional de apenas 10% ao longo do mesmo período.

Nos últimos 10 anos, 8% dos abortos foram feitos após a 13 semana de gestação, ou seja, um número significativo de abortos em estágios mais avançados da gravidez.

Apenas 2% dos 185 mil abortos considerados no relatório de 2015 se tratavam de Risco E, que é quando a criança nasceria com sérios problemas de saúde. Isso significa que 98% dos abortos podem ser caracterizados como a morte de crianças saudáveis.

Reincidência

Ainda segundo o relatório do governo, 38% dos abortos foram realizados por mães que já tinham feito um ou mais abortos, mostrando reincidência. Este dado pode indicar que a legalidade incentiva e predispõe à aceitação do aborto como recurso válido.

A lei pró-aborto estimula o turismo abortista

Conforme os dados do Governo, houveram 5.190 abortos realizados por estrangeiros não residentes em 2015. Esse número está fora dos 185 mil, conforme foi dito anteriormente. Isto é: milhares de pessoas de outros países viajaram para Inglaterra ou Gales para fazer um aborto quando em seus países não é permitido.

O site elondres.com.br, que dá dicas para pessoas interessadas em viajar para Londres, como sugestões de hotéis e restaurantes, tem um post especialmente dedicado para orientar possíveis viajantes interessados em aliar o turismo e o aborto de seu filho.

Em 2016, o UOL Notícias publicou uma matéria, traduzida do The New York Times, sobre a polêmica de mulheres que postaram no Twitter que estavam em viagem para o Reino Unido para fazer aborto.

Evolução dos números na Inglaterra e país de Gales

O gráfico abaixo mostra a evolução do número de abortos por cada 1000 mulheres, entre 15 e 44 anos de idade, desde 1969. Vemos uma clara tendência de crescimento constante no número de abortos há quase 50 anos.

grafico-numero-de-abortos-no-reino-unido

Entre os grupos de mulheres que mais recorreram ao aborto no período, estão os negros. Conforme os dados do governo do Reino Unido, das mulheres que recorreram ao aborto pela primeira vez em 2015, 31% eram negras. Foi o maior grupo, seguido de grupos dos miscigenados. No grupo das mulheres que recorreram pela segunda vez a um aborto, em 2015, o grupo dos negros também aparece com maior percentual, empatado com os miscigenados; e o mesmo se repete na estatística das mulheres que recorreram a aborto pela terceira vez na vida

Esses dados reforçam o discurso de muitos críticos nos Estados Unidos, que denunciam perceber claros interesses por parte das organizações pró-aborto, na disseminação do aborto na África e nas comunidades negras nos Estados, acusando-os de eugenia.

Entre 2005 e 2010, 32% dos abortos eram reincidentes. Dez anos depois, a reincidência aumentou para 38%. Isso pode indicar a possível ineficácia dos trabalhos de conscientização em países onde o aborto é legalizado.

Verifica-se também que 7% das mulheres eram menores de 18 anos, e 16% menores de 19 anos. Assim, temos 16% de abortos feito por mulheres menores de 19 anos. Ou seja, a grande maioria dos abortos (mais de 84%) é feito por mulheres já adultas que poderiam dar continuidade a gravidez e criar seus filhos mais facilmente do que as jovens.

Desde 2005, a estatísticas mostra que o percentual de abortos realizados após a 13ª semana de gravidez está na casa dos 8 a 10%. Esses dados aumentam a crítica à questão do aborto, por se tratarem de abortos tardios, em que o feto está em estágio avançado de desenvolvimento, exigindo inclusive, procedimento abortivo mais invasivo e com maiores riscos.

Evolução dos números do aborto

Entre 1967 e 1968 o número de abortos passou de 13 mil de 23,6 mil. Em 1972 passou para 159 mil abortos. Chegou aos ápices em 2007 com 205 mil abortos realizados naquele ano, e desde então vêm oscilando na faixa de 185 a 190 mil por ano.

As estatísticas também mostram que em 1968 o número de abortos realizado correspondia a 2,8% do número de mulheres grávidas no Reino Unido e esse percentual aumentou gradativamente, passando para 13,9% três anos depois e logo ultrapassou os 20%, de modo que desde 1980 o percentual de abortos anual é superior a 20% do número de gravidezes.

Outro dado importante é que apenas 24% das mães que fizeram aborto em 2015 eram solteiras, viúvas ou estavam sem companheiro ou marido. Deste modo, verifica-se que a maioria (76%) tinha marido ou companheiro. Esta realidade é mais um elemento que demonstra que, o aumentos do números do aborto está mais relacionado à uma expansão da cultura do abortamento e sua consagração como “prática social”, do que como uma medida extraordinária para situações difíceis como a maternidade precoce resultante de abuso sexual ou situações de fetos anencéfalos.

Aborto de fetos com graves problemas de formação

Outro dado bastante grave e capaz de invalidar grande parte das “justificativas de legalização do aborto”,  é ver que apenas 263 fetos anencéfalos foram objeto de aborto em 2015, enquanto o número total de abortos foi de 191 mil.

Considerando que apenas 0,1% dos fetos eram anencéfalos,  o precedente da legalização do aborto por conta de casos de notavelmente raros não é outro elemento que invalida “argumentações” pela legalização do aborto como forma de tratar problemas de saúde pública.

Considerações finais do estudo sobre o Reino Unido

Os dados históricos divulgados por organismos oficiais demonstram que houve um aumento significativo após a legalização e oscilações negativas não configuram tendência ou viés de redução nem em curto ou médio prazo.

O número acumulado de abortos desde a legalização alcançou cifras que chegam a casa de 8 milhões. O fato de 0,1% dos abortos em 2015 terem sido casos de anencefalia 2% de deficiências em geral demonstra a esmagadora maioria dos casos as mulheres cometeram abortos de crianças saudáveis e que “argumentos” pró-legalização que citam precedente de anencefalia e outras deficiências não podem ser considerados.  Não obstante, muitas organizações pró-aborto têm apresentado as situações de anencefalia como navio quebra-gelo sobre a causa de legalização.

A reincidência em abortos é alta e crescente indica forte evidência que a legalização do aborto transforma a prática social, expondo milhões de mulheres à procedimentos de aborto que atentam contra a vida do feto e da mulher. Outro número que contribui nesse sentido é o aumento ultra-significativo do percentual de abortos por número de gravidezes. Tendo passado de 2% para mais de 20%, tais dados demonstram que a legalização tem efeito prejudicial e des-educativo à sociedade. Dados de outros países como Estados Unidos, Austrália e Suécia demonstram as mesmas características, reforçando essa conclusão.

Percebe-se também por meio desses dados, uma possível inclinação social para o extermínio de fetos diagnosticados com algum tipo de deficiência, como forma de higienização e seleção de cidadãos. A ideia de eugenia é bastante criticada porque visa fazer seleção e controle social, tendo sido ela, na busca por uma “raça pura” ou “superior”, a origem do pensamento nazista e do holocausto. Estudos recentes sobre a Islândia (Iceland) mostraram que o país, que teve aborto legalizado em 1975 e tem um dos maiores índices no mundo, aboliu completamente a Síndrome de Down, uma vez que a população começou a buscar o aborto sempre que diagnosticado um feto como provável caso da síndrome.  Fatos recentes indicam que a França seguindo essa tendência, quando o “Conselho de Estado da França” censurou um vídeo sobre crianças com a síndrome alegando que o mesmo poderia provocar remorso nas mães que abortam seus filhos com síndrome de down.

Fontes:
Relatório oficial do Governo do Reino Unido (2015)

Estatísticas compiladas do Reino Unido – Johnstonarchive.net

Society for the Protecction of Unborn Children

Department of Health