STF ordena que Antagonista e Crusoé retirem do ar reportagem sobre Toffoli

O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a revista Crusoé e portal O Antagonista retirem do ar a reportagem intitulada “O amigo do amigo de meu pai”.

A matéria conta que o empresário Marcelo Odebrecht elucidou que o codinome “amigo do amigo do meu pai” se refere ao atual ministro Dias Toffoli, presidente do STF. O codinome aparece em trocas de e-mails no âmbito das investigações da Polícia Federal(PF).

O documento que a Crusoé e Antagonista se basearam é documento disponível no site do Estadão.  Em um dos e-mails, de 13/07/2007, enviado por Marcelo Bahia Odebrecht para Irineu Berardi Meireles e Adriano Sa de Seixas Maia, o seguinte trecho:

“Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”

Outro e-mail de 29/10/2007 com título “Re: ENC:Furnas, Petrobras/Suzano!” Marcelo Odebrecht escrevia:

“…segundo o amigo de meu pai ele ira nos compensar em dobro”

O documento contém emendas com as observações e notas explicativas, onde é atribuído o codinome ao ministro. A primeira folha do documento consta um texto de encaminhamento da documentação, com identificação do advogado de Marcelo Odebrecht, Dr. Thiago Neuwet.

Antagonista reclama censura

O portal O Antagonista noticia nesta data que está sob censura, por ordem do Ministro Alexandre de Moraes. Segundo informa, “Passava pouco das 11 horas da manhã quando um oficial de Justiça a serviço da corte bateu à porta da redação para entregar cópia da decisão.”

A determinação pede a retirada “imediata” do conteúdo, sob pena de 100 mil reais de multa por dia, contados a partir da determinação (15/04/2019). A determinação do STF tomou por base contra-argumentação da Procuradoria Geral da República, que segundo o STF, comprovam tratar-se de Fake News. O site Antagonista expressa que a matéria tomou por base documentos dos autos da investigação Lava-Jato.

STF contra as fake news

Tudo isso corre um mês após o STF ter aberto um inquérito para investigar fake news contra a Suprema Corte e seus ministros, onde designou o ministro Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito.

No dia seguinte a abertura do inquérito, 15 de março, a Procuradora-Geral da República (PRG), Raquel Dodge, pediu esclarecimentos ao STF  sobre o inquérito, que não citava nomes de investigados. A PGR questionou o STF atacando a inconstitucionalidade da decisão do Ministro Dias Toffoli, presidente do STF, já que o judiciário deveria se reservar ao “papel de garantir correção das investigações, não de realizá-las”.

 


Informações:
RenovaMídia(1); RenovaMidia(2); Estadão;  O Antagonista


 
 

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