Soros gasta US$ 50 milhões em investigação contra Trump

Soros gasta US$ 50 milhões em investigação contra Trump

02/05/2018 0 Por Estudos Nacionais

George Soros, junto de um grupo de doadores de empresas de tecnologia de Nova York e da Califórnia, fez um investimento de US$ 50 milhões para promover uma investigação privada contra Donald Trump e comprovar a suposta influência do governo russo nas eleições americanas de 2016.

A revelação é parte do relatório final a respeito da interferência russa na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, divulgada no dia 27 de abril, pelo Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes. O relatório concluiu que não há evidências de conluio entre a campanha presidencial de Trump e a Rússia.

A investigação privada financiada por Soros foi conduzida pelo ex-espião britânico Christopher Steele para a empresa de pesquisa Fusion GPS e para um ex-funcionário da senadora democrata Diane Feinstein.

Uma nota no relatório afirma que Daniel Jones, ex-funcionário da senadora Feinstein e que dirige o Penn Quarter Group (PQG), disse ao FBI em março que está trabalhando num projeto com a Fusion GPS  “financiado por 7 a 10 doadores ricos, localizados principalmente em Nova York e na Califórnia, que forneceram aproximadamente US$ 50 milhões.”

“[Redigido] afirmou ainda que o PQG assegurou os serviços de Steele, de seu associado [redigido] e da Fusion GPS para continuar expondo a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016″, continua o relatório, acrescentando que Jones “planejava compartilhar as informações que ele obteve com os planejadores políticos… e com a imprensa”.

Jones também ofereceu apresentar todo o patrimônio e investimentos da PQG para o FBI.

Embora Soros não seja mencionado no relatório da Câmara, seu nome estava ligado aos esforços de Jones no depoimento do advogado Adam Waldman ao Comitê Seleto de Inteligência do Senado em novembro.

Waldman disse aos senadores que Jones retransmitiu informações para ele em março do ano passado que Jones estava trabalhando com a Fusion GPS e que o trabalho foi financiado por um “grupo de bilionários do Vale do Silício e por George Soros”. Soros é famoso por financiar causas de extrema-esquerda nos Estados Unidos e no mundo.

Jones também disse a Waldman que seu grupo publicou reportagens nas agências de mídia Reuters e McClatchy. A matéria da Reuters sobre a quantidade de imóveis em projetos de Trump que eram de propriedade de russos não encontrou qualquer delito por parte de Trump. E a história da McClatchy sobre o advogado pessoal de Trump ter viajado para Praga não foi comprovada.

Os nomes de Jones e Waldman surgiram pela primeira vez como parte da investigação sobre a Rússia em fevereiro, quando a Fox News publicou mensagens de texto entre o senador Mark Warner (D-Virginia) e Waldman. As mensagens revelaram que Warner se conectou com Waldman para se encontrar com Steele. Warner estava no painel de inteligência do Senado que estava investigando a Rússia na época.

Steele compilou o infame dossiê anti-Trump para a Fusion GPS. A campanha presidencial de Hillary Clinton e o Comitê Nacional Democrata (DNC) contrataram a Fusion GPS por meio do escritório de advocacia Perkins Coie para conduzir a pesquisa.

dossiê resultante foi compartilhado com o FBI. Apesar de o dossiê conter alegações não verificadas, o FBI usou-o para solicitar um mandado secreto para espionar a campanha presidencial de Trump. Quatro altos funcionários da gestão Obama foram encaminhados para investigação criminal em abril por seus papéis na obtenção do mandado. Steele foi encaminhado para investigação criminal em janeiro por fazer declarações falsas.

Soros e o serviço de fact-checking no Brasil

O milionário George Soros é o maior doador de um dos maiores servidores de fact-checking, fornecendo checagem de fatos em todo o mundo a partir da justificativa do risco fake news. No Brasil, a relação com entidades de Soros são a Agência Pública, que tem parceria com o UOL e a revista Piauí, assim como a Folha de São Paulo. A principal relação do milionário com o jornalismo brasileiro se dá por meio da sua entidade Open Society, que tem parceria fixa com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI).

Informações: Ivan Pentchoukov, Epoch Times