Quem é Fábio Wajngarten, o novo chefe da Secom de Bolsonaro

Jair Bolsonaro se solidariza com as vítimas do Holocausto em 27/01/2019, Dia Internacional da Lembrança do genocídio cometido pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial, em vídeo de 1 minuto, ao lado do empresário Fabio Wajngarten (Foto Reprodução/vídeo: Poder360).

O nome confirmado na segunda-feira (08/04) para o comando da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Bolsonaro é visto pelo Estadão como um horizonte de aproximação entre governo e “mídia tradicional”. Segundo apurou o Estadão, a nomeação promete mudar a estratégia de comunicação e contaria com apoio de Carlos Bolsonaro.

O presidente infomou que conheceu Fábio na comunidade israelita. Em fevereiro de 2018, uma reportagem da Revista Piauí/Folha citava Fábio Wajngarten como um empresário que apoiava a candidatura de Jair M. Bolsonaro, que teria conhecido em um jantar beneficente do Hadassad Brasil (hospital e instituto de pesquisa israelense que assiste judeus e palestinos), que é uma instituição apoiada pelo empresário Fábio Wajngarten e outros empresários.

Fábio Wajngarten abandonou a carreira de advogado aos 22 anos e foi para o ramo da televisão, fundando uma empresa de monitoramento de mídia. Ao prestar serviço para o SBT TV destacou-se na análise do mercado de comunicação, agregando inteligência aos seus relatórios, o que teria auxiliado a alavancar o SBT.  Wajngarten é judeu, tinha 42 anos em fevereiro de 2018, e apesar disso, teria uma imagem de Jesus Cristo que lhe foi dada pelo então governador Geraldo Alckmin quando o seu filho Thomas faleceu em 2015. Fábio Wajngarten também alegou, segundo Rev. Piauí, que considera Geraldo Alckmin “impecável”, mas declarava que seu apoio seria ao então pré-candidato Jair M. Bolsonaro.

Ainda segundo Revista Piauí, Fábio Wajngarten pretendia lançar o Instituto do Bem juntamente com Elie Horn, fundador e ex-presidente da Construtora Cyrela, “a quem admira, por ser um dos raros brasileiros a aderirem ao programa The Giving Pladge, em que se compromete a doar parte de sua fortuna em vida a organizações filantrópicas” <– texto da Piauí. A The Giving Pladge é uma organização idealizada pelos globalistas Bill e Melinda Gates e Warren Buffet, para incentivar a filantropia entre mega-empresários em 2010. Outro apoiador do projeto é Mark Zuckeberg. Contudo, nossa reportagem não encontrou qualquer desdobramento sobre a criação do Instituto do Bem em relação a Elie Horn ou Fábio Wajngarten, posteriores a reportagem da Piauí.

Fábio também apoia o Instituto Liberta, que tem como presidente a advogada Luciana Temer, filha do ex-presidente Michel Temer. Apesar das posições pessoais da presidente do Instituto Liberta serem claramente de esquerda, o Instituto Liberta, segundo seu site oficial, dedica-se apenas ao combate a exploração sexual infantil (uma pauta que não tem lado, é cara para todos). A presidente do Instituto, Luciana Temer, mostrou militância em prol da legalização do aborto no ano passado, em reportagem na Revista Marie Claire. Luciana Temer também comandou uma secretaria na prefeitura de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad. É importante destacar que a empresa de Fabio Wajngarten não aparece oficialmente como apoiadora desses eventos na “lista de apoiadores” ou “financiadores”. O único registro de seu apoio a esses projetos vem das informações da reportagem da Piauí/Folha de S. Paulo. Não fica claro também como ocorreria esse apoio, se é financeiro ou não.

Fábio Wajngarten também escreveu um artigo como colunista no portal especializado no setor da comunicação, Meio & Mensagem. Em seu texto fala sobre fake news, mas em uma linha bastante sóbria e neutra que não revela muito sobre a interpretação dele, por exemplo, acerca de quem seriam os maiores propagadores de fake news (se são pequenos veículos independentes ou ‘a grande mídia’), nem aborda usos políticos etc. Um texto meramente sobre conceitos.

 


 
 

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