Protagonistas do Golden Shower romantizam o crime: “foi ato político”.

A dupla que estrelou a famigerada cena compartilhada pelo presidente e que, por isso, repercutiu mundialmente, saiu em autodefesa e em um manifesto público – o Manifesto do Golden Shower – disse que, ao contrário do que Bolsonaro imagina, aquilo tudo não se tratava de uma indecência a ser denunciada, mas, ao contrário, ele mesmo um ato de denúncia, um ato político contra o conservadorismo e a colonização das práticas sexuais (sic).

Em certo trecho, atribuem a esbórnia escatológica ao “retrocesso moral” desencadeado pela vitória da atual gestão.

O caso Golden Shower ganha mais um episódio com as declarações dos protagonistas do vídeo que foi o pivô da polêmica. O casal e seus advogados, identificados como o grupo Edyi, uma produtora de filmes pornográficos, formularam um manifesto se posicionando contrariamente à postura de Bolsonaro e buscando colorir o episódio grotesco com tons de ato político.

De acordo com a versão do grupo, a “performance” não foi um mero “fervo imoral de carnaval”. Pelo contrário, tinha a finalidade de chamar a atenção para um certo tipo marginalizado de sexualidade que eles chamam de “desejos desviantes”. A intensão seria contestar, por exemplo, a “pornografia tradicional” – que seria machista e misógina – e combater práticas sexuais que eles classificaram como “hegemônicas”.

Os dois jovens que não quiseram revelar suas identidades e que apagaram seus dados nas redes sociais por temerem retaliações, não mostraram constrangimento ou arrependimento pelas cenas que rodaram o planeta. Questionados pela reportagem da Folha de São Paulo se não se preocuparam com as crianças que teriam assistido ao “ato”, atribuíram qualquer responsabilidade ao presidente.

Por fim, arremataram o manifesto dizendo que não iriam recuar agora que o assunto ganhou repercussão tão ampla, que não consentiriam em ter relações sexuais com fins reprodutivos, que não admitiram que lhes dissessem como devem transar e que só querem direitos iguais.

Pelo lado do presidente Jair Bolsonaro a polêmica parece ter cessado. Hoje, em transmissão ao vivo pelo Facebook, o político não mencionou o caso.


 
 

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