Mesmo com pressão de ativistas, estudo sobre transgêneros mantém resultado

Ativistas transgênero fizeram pressão contra a pesquisa da doutora Lisa Littman, da Universidade de Brown, intitulado Parent Reports of Adolescents and Young Adults Perceived to Show Signs of a Rapid Onset of Gender Dysphoria [Relatos de pais de adolescentes e jovens dão sinais de uma disseminação rápida da disforia de gênero]. Após atender a solicitação de ativistas para uma revisão, a pesquisa foi republicada sem alterações, informou a National Review.

O estudo trata do efeito do “contágio social” entre adolescentes que, em um curto período de tempo e pertencentes aos mesmos grupos de amigos, se diziam transgêneros. O trabalho encontrou um número estatisticamente anormal de casos, sobretudo em meninas.

O teste com 90 perguntas, respondidas por 256 pais de jovens transgêneros, atraiu a ira de ativistas assim que foi publicado, em agosto de 2018. As descobertas do estudo sugerem que o crescimento das taxas de disforia de gênero entre adolescentes pode ter sua causa na socialização e não em fatores biológicos.

Ativistas criticaram o fato das respostas utilizadas provirem de pais, já que para eles a mudança poderia parecer rápida, mas trata-se de um processo que se inicia lentamente no interior da criança ou adolescente. Littman respondeu que a metodologia utilizada já é consagrada, amplamente aceita e inclusive utilizada por pesquisadores apoiadores da causa LGBT.

A pesquisa foi republicada sem alteração, acrescentando ainda alguns números, além da nota explicativa:

“Exceto pelo acréscimo de alguns números que faltavam na tabela 13, os resultados permanecem inalterados na versão atualizada do artigo. A declaração de Conflitos de Interesses e de Disponibilidade de Dados também foram atualizadas na versão revisada”, lê-se no anúncio de republicação do artigo no periódico.

“Nenhuma informação falsa foi publicada”, disse o porta-voz da Brown University. “Defendemos o artigo, mas sentimos que um contexto adicional era necessário porque ‘disseminação rápida de disforia de gênero’ não é um termo clínico validado. Pedimos à doutora Littman que revisasse o artigo para que não haja exagero quanto ao que se pode concluir a partir dessa história de relatos parentais. Entre as revisões estão alterações no título, resumo, introdução e conclusão, a fim de esclarecer as limitações da pesquisa e as implicações de seus resultados”.

“Não quero me ater a esse ponto específico, mas a mensagem desses críticos é a de que uma pesquisa que usa relatos parentais, recrutamento direcionado e online e formulários anônimos é inaceitável para meu estudo, mas não representa problema algum se usada em estudos cujas descobertas reforçam a narrativa que eles desejam”, disse Littman.

“Mas não é assim que a ciência funciona. Você não pode questionar a solidez da metodologia por causa dos resultados por ela gerados; você tem de julgar os resultados a partir da solidez da metodologia que os gerou”, respondeu Littman.

Informações: Gazeta do Povo


 
 

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