Jornalista reclama da participação de mídia independente em coletiva de chanceler

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Durante a coletiva de imprensa com o chanceler Ernesto Araújo, na manhã desta quarta-feira (20), uma repórter da CBN reclamou da participação de sites como Terça Livre, Renova Mídia e Estudos Nacionais por meio de perguntas enviadas remotamente.

Alegando desconhecer essa ferramenta, a jornalista reclamou especialmente da participação de Allan dos Santos, aproveitando para mencionar o caso envolvendo a jornalista Constança Rezende, que na semana passada teve um áudio divulgado pelo Terça Livre que evidenciava o intuito de prejudicar o governo Bolsonaro através do vazamento ilegal de informações financeiras do senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro.

Tentando aparentar uma questão meramente técnica do “trabalho jornalístico”, a jornalista disse:

“A minha dúvida é mais sobre uma questão operacional do trabalho jornalístico. É porque… acho que é a primeira vez que eu presencio algumas perguntas remotas, inclusive uma delas do Allan Santos (sic), né, que depois… teve aquele episódio envolvendo a jornalista Constança Rezende, que foi desmentido o que havia publicado. Eu queria entender se o canal está aberto para outros veículos enviarem essas perguntas de forma remota. De que forma? Porque isso não tava no aviso de pauta, né, que o Itamaraty encaminhou às 10h40min, dizendo que havia essa possibilidade de mandar as perguntas por áudio (sic)”.

Jornais à beira da falência perseguem “influencers”

Enquanto perseguem influenciadores que vêem como concorrentes na atenção do público, grandes jornais se dizem perseguidos em meio a uma crise financeira e de credibilidade que ameaça de falência grupos tradicionais de jornalismo.

Desejando monopolizar o acesso aos membros do governo e fazer valer a sua própria narrativa como hegemônica, jornalistas da grande mídia têm buscado atacar aqueles que considera influenciadores digitais. O Estadão publicou nesta semana uma “lista negra” de personalidade conservadoras das redes sociais pelas quais vigoraria uma “milícia bolsonarista e olavete” contra jornalistas e celebridades.

Visita suspeita

Na semana passada, o jornalista Allan dos Santos relatou ter sido visitado por uma jornalista do Estadão em sua residência, em uma cidade do interior, o que viu com estranheza.

Ele estava em Brasília no momento e foi informado da visita surpresa de repórter do jornal, que foi embora ao saber que Allan não estava.

Allan informou que foi contactado por seu primo, que o informou da visita. “O estranho é que o Fábio Lima, da Folha, tem meu telefone. Eles poderiam ter entrado em contato e avisado da visita”, disse Allan ao Estudos Nacionais.

O jornalista e fundador do Terça Livre ficou apreensivo com a surpresa e chegou a informar o fato em seu Twitter acrescentando: “Se algo acontecer comigo, já sabem”.


 
 

5 thoughts on “Jornalista reclama da participação de mídia independente em coletiva de chanceler

  1. Parabéns Cristian. Estou gostando de ver que tem Jornalistas como você, comprometidos e escudeiros da verdade. Já leu “Behold a Pale Horse” – do Milton William Cooper? É um livro que, escrito há mais de 2 décadas atrás, trata exatamente da questão e metodologia de manipulação de massas pela mídia corporativista.

  2. Parabéns Cristian!!!! Como é ótimo ver uma notícia como essa. O melhor de tudo, é saber que se trata de uma matéria assinada por um MESTRE em JORNALISMO por uma UNIVERSIDADE FEDERAL e autor de um livro. Isso inviabiliza, logo de cara, a possibilidade de narrativas manjadas do tipo: “ah…mas o cara não é jornalista formado” kkkkkkkk….
    Eu não conhecia o site. Costumo acompanhar o Renovamidia, o Terça Livre e, obviamente, os twitters e canais no youtube do Prof. Olavo, Bernardo Kuster, e alguns outros… Nem mesmo sabia do canal Estudos Nacionais no youtube, que alias, já estou lá inscrito.

    Abçs
    Muito sucesso
    E claro, como brasileiro, agradeço seu trabalho. Porque nem mesmo jornalismo esportivo, consigo ver mais. Imagine jornalismo político…..

    1. Alias, esqueci de mencionar….
      Semana passada estava vendo um video de uma brasileira que tem um canal no youtube e que mora na Noruega. Nos vídeos ela conta suas experiências e mostra o dia a dia. Há também, vídeos onde ela responde dúvidas de internautas; E, num destes vídeos onde ela responde perguntas, ela finaliza o video falando da experiência dela de ter entrado num evento de rock – por sinal rock BEM pesado – como IMPRENSA pela 2º vez. Ou seja, ela, uma youtuber, entrou num evento como jornalista, e teve acesso as coisas que só jornalistas de veículos de informação específicos tinham. O nome do vídeo disponível no youtube onde ela conta essa experiência de ter entrado como imprensa no evento, chama-se: “MUITOS SHOWS INCRÍVEIS NO TONS OF ROCK 2018 | NORUEGA | Hey Norway”. Para ver a parte onde ela conta esta experiência pela segunda vez, adiante o vídeo até o minuto 14: 37. Mas, volto a advertir: a mocinha gosta de rock BEM pesado.
      Aproveitando, em um ds vídeos dela, ela afirma também, que na Noruega não existe salário minimo. Eu mesmo não sabia. E disse também, que os noruegueses não gostam de quem se encosta no sistema e que eles tem medo daqueles imigrantes que ficam em grupos fumando e se organizam em guetos.

      Outra coisa muito interessante, é o que aquele jornalista belga do Mediapart falou num segundo textto, mais especificamente sobre a repercussão do caso da jornalista Constança Resende do Estadão, ainda que na fuleira tradução de um google:

      “(…) isso prova que, todos os dias, o público forma opiniões, opiniões, pontos de vista, preconceitos, sobre seus parentes, vizinhos, sobre produtos vendidos. no supermercado, na política, na ecologia, religiões … no que lhe diz respeito de perto ou de longe. Em suma, podemos dizer facilmente que os jornalistas estão em toda parte à nossa volta” (https://blogs.mediapart.fr/jawad-rhalib/blog/120319/soyons-clairs)

      O problema, é que pessoas como os meus pais, com mais de 80 anos de idade, ainda tem a quela cultura do jornalismo dos anos 50, acham que ainda é a mesma coisa, que é o mesmo tipo de jornalismo, e ainda continuam dando ibope. Por mais que eu explico a realidade do jornalismo hoje, principalmente no Brasil, e que as noticias destes grandes veículos de informação são, como qualquer outro produto, a transformação da matéria prima (fato) após várias etapas e vários “operários” envolvidos em noticia, eles ainda não entendem! Acredito que aquele jornalismo dos anos 50, ainda está muito enraizado neles.

      Então, o que podemos concluir com tudo isso, é que o jornalismo convencional está morrendo.

  3. CBN, infelizmente a antiga Rádio Excelsior FM, faz parte dos comunistas que Roberto Marinho espera no Inferno.

    E para combater o antro global não será mais com flores e amores.

    Quando a Orcrim PT saqueava o poder, também sustentava com milhões de reais que não foram ressarcidos aos cofres públicos, os blogues, sites e jornalistas da mídia suja, além da tradicional imprensa podre.

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