Islândia é responsável por genocídio dos Síndrome de Down

O alerta feito por um obstetra na Irlanda causa horror: o aborto tem sido uma “solução” em 100% dos casos em que a Síndrome de Down é diagnosticada.

O dado foi apresentado em um alerta feito em assembleia especial feita no país vizinho, a Irlanda, pelo obstetra dr. Peter McParland, do Hospital da Maternidade Nacional, e deixou em estado de choque os que o ouviam. O comunicado buscou sensibilizar a opinião pública irlandesa, país em que a pressão internacional e de ativistas pela aprovação do aborto tem sido crescente, para que não seguissem o caminho do país vizinho.

Com isso, a Islândia pode ser considerada o primeiro país a erradicar a Síndrome de Down do país recorrendo à morte dos portadores no momento da gestação. Esse tipo de procedimento é conhecido como aborto eugênico.

“Não houve um só nascimento de bebê com Síndrome de Down nos últimos cinco anos”, afirmou McParland. Erradicou-se o problema sem ter encontrado a cura, apenas eliminando-o como quem elimina uma praga queimando a plantação. Mas não se trata de uma plantação e sim de vida humana. Mas a Islândia é apenas o “campeão” dessa marca, pois outros países já impulsionam-se nessa corrida: Dinamarca já anuncia que em 10 anos terá conseguido o mesmo objetivo. Nos Estados Unidos são 85% e Reino Unido, 90% dos bebês diagnosticados com a Trisomia 21 (Síndrome de Down) são abortados. Na Espanha, em 2008, 95% foram eliminados no seio materno.

Em 2014, apenas 65 bebês com a síndrome nasceram na Espanha, dos 609 que haviam sido diagnosticados em ultrassonografias de rotina. Essas informações, da Fundação Jerôme Lejeune, dão conta ainda de que, somente 65 destes pequeninos puderam desfrutar de seu direito à vida, enquanto as vidas de outros 544 bebês foram lamentavelmente consideradas inúteis e merecedoras de um aborto (InfoVaticana).

Brasil segue mesmo caminho

No Brasil, a mais recente polêmica que tramita no STF, que já legislou a possibilidade do aborto de anencéfalos, é o aborto de microcéfalos, cuja discussão foi motivada pela longa exposição do tema da doença e da sua suposta causa, o Zika Vírus. Saiba mais sobre a discussão. O tema foi retirado de pauta por ser muito polêmico. Em entrevista recente, a ministra Cármen Lúcia declarou ser favorável à permissão deste tipo de interrupção de gravidez.

A microcefalia é uma malformação compatível com a vida. Caso seja aprovado o aborto de microcéfalos, portanto, a vida dos portadores de Síndrome de Down estará igualmente em risco.

Decisão baseada em preconceitos

Abortos eugênicos como estes são feitos quando os pais tomam conhecimento da presença da síndrome em seus filhos e tomam essa decisão com base no que sabem a respeito de limitações e imaginam uma vida infeliz para eles e seus filhos.

No entanto, a informação que não parece chegar tão facilmente (quanto a possibilidade de aborto) pode mudar drasticamente a ideia que se tem sobre essa síndrome: em 2011, o American Journal of Medical Genetics publicou vários estudos sobre o impacto da Síndrome de Down nas famílias. Em meio a todos os dados levantados, o mais importante é que: 99% dos portadores são felizes com suas vidas. (Leia a pesquisa feita sobre a realidade dos portadores) 

Problema moral de proporções catastróficas

Em 1992, o filósofo espanhol Julián Marías declarou:

Parece-me que a aceitação social do aborto é, sem dúvida, a coisa mais grave que ocorreu neste século que termina.

Não é difícil imaginar um futuro em que todos os problemas humanos, tão logo sejam previstos no útero, possam ter seus incômodos rejeitados pela sociedade por meio da eliminação e descarte do ser humano inconveniente, de modo tão fácil como quem retira um tumor ou um cisto. O critério para a validade da vida humana passa a depender, portanto, de cada sociedade, país ou época. Embora pareça tudo uma inovação, as utopias eugenistas já existem há muito tempo.

Margareth Sanger já sugeria o aborto como solução para a pobreza e a proliferação de genes considerados inferiores como negros e latinos. Hitler proibia o aborto para alemães, mas incentivava a prática até forçada em povos vistos como inferiores.

Hoje, no Brasil, a militância abortista centra suas forças nas comunidades pobres seguindo o argumento de que “só os ricos têm acesso ao aborto seguro”. Aborto seguro significa apenas maior garantia de morte ao bebê sem riscos para quem mata.

Fontes: InfoCatólica, InfoVaticana

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.

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