Investigações do MEC teriam provocado temor em empresas ligadas a convênios

Ministro Sérgio Moro e o ministro Ricardo Vélez Rodrigues assinaram acordo para a Lava Jato da Educação.

O ex-assessor do MEC, Silvio Grimaldo revelou nas redes sociais, que os afastamentos de servidores alunos do filósofo Olavo de Carvalho foi resposta à pressão sobre o MEC exercida por empresas que estavam apreensivas após anuncio da Lava Jato da Educação.

O grupo de servidores era responsável, segundo Grimaldo, pela operação que investigava fraudes na educação.

Segundo Silvio, de início, o ministro Ricardo Vélez Rodriguez não quis ceder à pressão exercida por lobistas das empresas que estavam derretendo na bolsa de ações. Silvio diz não saber o que aconteceu para que houvessem os afastamentos, mas suspeita de pressão da ala militar.

Silvio explicou como as coisas se passaram:

Só para deixar claro, eu não fui expulso do MEC. Trabalho com o professor Vélez desde a transição. Na verdade, desde antes, ainda durante a campanha, quando numa reunião em minha casa, eu e um amigo recomendamos seu nome para o ministério, assim como uma porção de nomes que agora são deslocados para funções inócuas, sem serem demitidos ou exonerados. Durante o carnaval, estando fora de Brasília, fui avisado por telefone de que perderia minhas funções no gabinete e seria transferido para a CAPES, onde deveria enxugar gelo e “fazer guerra cultural”. O cargo era apenas um prêmio de consolação pelos serviços prestados, uma política comum com os que se tornam indesejados no MEC. Dada a absurdidade da proposta, que veio como uma decisão tomada e consumada, e vendo que o mesmo destino fôra dado a outros funcionários ligados ao Olavo (apenas olavetes foram transferidos) e mais alinhados com as mudanças propostas pela eleição de Bolsonaro, não vi outra saída senão comunicar ao ministro meu desligamento pedir minha exoneração, que deve sair nos próximos dias.


 
 

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