Igreja Católica não é investigada pela ABIN, informa GSI em nota

Foto EBC

Em nota oficial emitida pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), os bispos da Igreja Católica não são objeto de qualquer investigação por parte da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), ao contrário do que foi noticiado pelo jornal Estado de São Paulo, na matéria intitulada “Planalto vê Igreja Católica como potencial opositora”.

A nota informa existir preocupação com alguns pontos da pauta do Sínodo da Amazônia, mas não genericamente sobre a Igreja Católica. O gabinete vê em alguns pontos aspectos que afetam a soberania nacional e reitera que “cabe ao Brasil cuidar da Amazônia”.

A preocupação se justifica pelo fato de que entidades ligadas à Igreja Católica como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Pastoral Carcerária, recebem financiamento internacional de grupos como a Fundação Ford, que há décadas impulsionam debates sobre demarcações de terras indígenas e outras pautas de interesse nacional. No Brasil desde 1967, a Ford impulsionou a formação de estudos indígenas que originaram o CIMI e outros movimentos de caráter ideológico em território nacional, como conta o livro The Foundation’s 40 Years in Brazil; a partnership for social (página 236).

Dados que preocupam e justificariam investigação

De acordo com levantamento preliminar feito por Estudos Nacionais, com base no banco de dados das fundações internacionais, só em 2014, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) recebeu 450 mil dólares somente da Fundação Ford, entidade que financia outras centenas de pautas, indigenistas, quilombolas, questão racial, identidade de gênero, aborto, audiência de custódia e desarmamento no Brasil. Já a Pastoral Carcerária, também ligada à Igreja Católica, recebeu 420 mil dólares entre 2016 e 2018, da mesma fundação.

Segundo o mesmo levantamento, pautas relacionadas ao território nacional receberam, de outras grandes fundações internacionais, 52 milhões de dólares entre 2013 e 2018.

Essas informações justificam a preocupação do governo com a ligação de parte do clero católico com as ONGs e entidades internacionais interessadas em estabelecer um tipo de controle do território brasileiro.

Leia na íntegra a Nota de Esclarecimento (GSI)

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