Hungria: ativistas financiados por Soros lotam as ruas contra o governo

Hungria: ativistas financiados por Soros lotam as ruas contra o governo

23/04/2018 0 Por Estudos Nacionais

Neste sábado (21/04) milhares de ativistas de esquerda encheram as ruas de Budapeste, a capital húngara, contra o governo do primeiro-ministro conservador Victor Orban. Segundo os manifestantes, Orban, que quer aprovar leis limitantes da imigração, controlaria a mídia do país e teria sido reeleito nas eleições de 4 de abril graças a isso.

Um dia antes do protesto, o primeiro-ministro concedeu uma entrevista à rádio estatal húngara na qual lembrou que o bilionário George Soros financia o ativismo político na Hungria, por meio de sua fundação, além de criar uma operação de facilitação para imigrantes ilegais ficarem no país. “Eu sei que eles [Soros e seus ativistas] não vão aceitar o resultado das eleições, vão organizar todo tipo de coisas, pois têm recursos ilimitados”, disse o primeiro-ministro. Orban está em seu terceiro mandato consecutivo e tem sido eleito sucessivamente devido o apoio popular às suas propostas anti-migração. A recente reeleição de Orban contou com uma participação recorde e seu partido conquistou a maioria no parlamento. Mas o primeiro-ministro tem que lidar com a oposição de George Soros, que controla um exército de movimentos bem financiados.

Um dos motivos da manifestação é a campanha anti-Soros que Orban tem mantido. A lei que está em tramitação no parlamento, chamada “Stop Soros” busca pôr um fim no ativismo do bilionário húngaro que controla centenas de ONGs no país (e no mundo) com o objetivo de desestabilizar a Hungria e impedir a independência do país frente às leis supranacionais da União Europeia. A nova lei quer taxar em 25% as doações estrangeiras às ONGs que apoiam a migração ilegal.

George Soros, por meio das ONGs e manifestantes, conclama uma união dos partidos de esquerda contra Orban. Os manifestantes acusam Orban de nacionalista e pedem que a Hungria acate as leis migratórias impostas pela União Europeia.

Acusação de Fake news

Como na maior parte do mundo, as acusações do exército de Soros centram-se na atividade midiática, que segundo eles é controlada por Orban e produz “fake news”. Essas acusações tem sido seguidas também pela grande mídia europeia, controlada em grande parte pela Open Society, entidade de Soros com grande influência nos meios de comunicação, financiando tanto blogs de oposição a governos nacionalistas como também grandes jornais.

No Brasil, a Open Society mantém parceria com uma das maiores e mais influentes entidades do jornalismo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), que recentemente protestou contra a prisão do ex-presidente Lula. Além da ABRAJI, Soros também mantém sua estrutura financeira sobre sites como Agência Pública, que atua na vigilância jornalística (mediawatch) e o combate às chamadas “fake news” através do serviço de “fact-checking”.

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