Esquerda quer manter Maduro para mostrar fraqueza da democracia, diz ministro Araújo

O ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, disse, em seu perfil no Twitter, que Maduro terá de engolir a democracia e a esquerda entenderá a força moral da democracia.

Em uma série de postagens, ele afirma:

1/A esquerda mundial continua agarrada ao seu grande projeto do momento: manter Maduro no poder, para que continue destruindo seu próprio povo, albergando terroristas e organizações criminosas e espalhando as trevas da opressão para toda a América Latina.

2/Se a esquerda conseguir a perpetuação da tirania na Venezuela apesar de toda a pressão internacional pela democracia, se conseguir continuar matando o povo venezuelano de fome apesar do anseio de todo o continente de prestar ajuda humanitária, o que não conseguirá?

3/A esquerda mundial quer manter Maduro no poder e esfregá-lo na cara das democracias, dizendo: “vejam, vocês são incapazes, nós somos mais fortes, nós vamos manter aqui este regime genocida narcotraficante e vocês vão ter que engolir”.

4/Mas a democracia tem a força moral e com ela triunfará. Seu veículo é o governo legítimo de Juan Guaidó. A consciência e patriotismo dos militares venezuelanos os conduzirá para o lado certo. O regime ditatorial se esfacelará. A esquerda é que terá de engolir.

Crítica a grupo formado por países europeus

O ministro considerou nesta quinta-feira que o Grupo Internacional de Contato sobre a Venezuela “não é uma iniciativa útil” e só servirá para prolongar por mais tempo no poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, diz o site da Exame.

Em entrevista coletiva em Washington, Araújo afirmou que esse grupo, integrado por países europeus e latino-americanos, parte de “premissas equivocadas” ao considerar que Maduro tem a mesma legitimidade que o líder do parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício da Venezuela.

“Se parte da premissa de igualdade entre o governo legítimo de Guaidó e a ditadura de Maduro. Como mostrou o passado, essa iniciativa não prosperará, só prolongará a ditadura de Maduro e criará dúvidas sobre a transição”, declarou Araújo.

“Servirá para atrasar o processo e, por isso, não acreditamos que seja uma ajuda válida”, acrescentou.

Informações, Twitter e Exame.


 
 

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