Como a grande mídia quer converter o “fake news” em dinheiro e poder

Como a grande mídia quer converter o “fake news” em dinheiro e poder

21/02/2018 0 Por Estudos Nacionais

Estrutura que fornece serviço de “fact-checking” pertence a entidade controlada pelo milionário George Soros, que tem como membros o Facebook e a Folha de São Paulo

Recentemente, uma matéria da Folha de São Paulo dava conta de que o jornal estava se retirando do Facebook que, segundo eles, estava sendo invadido por “fake news” enquanto o jornalismo profissional vinha perdendo espaço. A desistência das redes sociais por parte da Folha se deve menos à perda real de seguidores do que à sua aposta em uma nova forma de renda: o fact-checking, serviço prestado por uma estrutura subsidiada por bilionários como George Soros e Warren Buffet.

Há algum tempo, o Facebook anunciou a criação de uma estrutura de checagem de “fake news”, chamado IFCN (International Fact-Checking Network). A IFCN seria uma organização isenta, responsável por avaliar as notícias e informações na rede social que, ao detectar sites considerados Fake News retirar do ar imediatamente. O problema é que a IFCN é uma iniciativa criada pelas organizações e National Endowment for Democracy e Omidyar Network, em parceria com a Open Society Foundations, entidade de George Soros.

Entidades e ONGs brasileiras prestam “serviço” de espionagem de blogs, perfis e páginas para bilionários extrangeiros

Apenas em 2016, a fundação de George Soros e a Omidyard injetaram 1,3 milhão de dólares na IFCN para regular as “fake news”. Para operar, a IFCN conta com dezenas de parceiros em vários países do mundo. No Brasil, seus parceiros são a Agência Pública, Agência Lupa e a empresa “Aos Fatos”.

A organização “Aos Fatos” atua no Brasil há alguns anos, tendo atuado na checagem de dados nas eleições de 2016. Para as eleições de 2018, contará com um robô de checagem de Fake News, na parceria com Facebook.

Já a Agência Pública deixa clara em sua página “Transparência”, que é financiada pelas Fundações Oak e Ford. A Pública é notória militante da esquerda e não se preocupa em aparentar qualquer neutralidade. A agência dá grande foco em campanha de legalização do aborto, por exemplo, e não poupa esforços para propagar a causa. Em artigo recente, supostamente interessado em apontar a ocorrência de Fake News sobre o tema do aborto, a Pública afirmou que “o aborto ilegal leva à morte milhares de mulheres no Brasil todo ano”, embora dados do SUS sejam categóricos ao indicar que ocorrem, na verdade, em torno de 40 a 60 óbitos ao ano por aborto clandestino no país. O número correto de óbito materno por aborto ilegal, no Brasil, não só é público e disponível no site do SUS, como também já foi objeto de ofício de esclarecimento do Ministério da Saúde, diante do questionamento feito pelo Dep. Diego Garcia, em 2017, após uma manchete publicada pelo site da Folha que trazia outros números falsos. No ofício, o Ministério deixou claro: 55 óbitos em 2014. Este é um exemplo da atividade de sites como esse.

A Agência Lupa é uma área do site da famosa revista de esquerda “Piauí”, também parte do grupo da Folha e UOL.

Informações do Relatório Estudos Nacionais (fev.2018): “Relações entre grandes grupos de mídia e redes sociais”, em breve disponível para download.

A reportagem completa sobre o assunto você acompanha na segunda edição da Revista Estudos Nacionais, lançada em março de 2018.