Velha política prepara terreno para derrubar Bolsonaro

Foto: vídeo de Daniel Lopez

Em vídeo, o jornalista Daniel Lopez analisa a pressão que vive o presidente para implantação de seu plano de governo, uma pressão construída pelo Congresso Nacional, por Rodrigo Maia e pelo Centrão.

A Medida Provisória 870, que vence no dia 3 de junho, foi responsável por reorganizar a Esplanada dos Ministérios cumprindo a promessa da campanha bolsonarista de enxugar o governo. A medida, portanto, reduziu o número de ministérios e redefiniu suas atribuições. Porém, sem a MP, Bolsonaro perde sua estrutura governamental e passa a trabalhar com a deixada por Michel Temer, tendo, por exemplo, que restabelecer sete pastas, que somariam 29 ao invés das 22 atuais.

Daniel Lopez explica que o problema não é apenas nomear sete novos ministros, mas, sim, o fato de que a MP passou por uma Comissão Especial no Congresso e lá sofreu diversas alterações, onde o COAF sai do Ministério de Sérgio Moro e passa para Paulo Guedes, a Funai sai do Ministério de Damares Alves e passa para Sérgio Moro, os auditores fiscais perdem o poder de denunciar ao Ministério Público os crimes comuns, sendo necessário autorização judicial, e o Ministério do Desenvolvimento Regional se divide nos antigos Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional.

Lopez indica que com esse cenário de sete novos ministérios os gastos do Planalto se tornariam insustentáveis, levando o governo a ter que recorrer, possivelmente, à suplementação orçamentária e, por consequência, ser forçado a incorrer naquilo que motivou o impeachment de Dilma. Por isso, o analista argumenta que, ao bloquear a votação da MP, o Centrão e Rodrigo Maia podem estar preparando o cenário para o impeachment de Bolsonaro –justificado pelo crime de responsabilidade fiscal, as famosas “pedaladas”. O objetivo seria deixar o governo sem escolhas.

Essa MP passou pela Comissão e precisa ser aprovada nos Plenários da Câmara e do Senado. Se esse longo trâmite não terminar até 3 de junho, ou se ela for votada com as alterações, o projeto de governo de Bolsonaro é colocado em xeque.

Por fim, Daniel Lopez analisa que, somente com o voto nominal a população pode exercer a pressão necessária no parlamento e manter o plano de governo de Jair Bolsonaro íntegro. Sem isso, poderemos ver muito próximo o retorno da “velha política”.

Assista ao vídeo do jornalista:

 

 

5 thoughts on “Velha política prepara terreno para derrubar Bolsonaro

  1. O povo voltará às ruas para pedir a intervenção militar, acompanhada da tão esperada FAXINA GERAL, que nem chegou a acontecer depois de 1964.

    1. Enquanto os ministros do STF e os ‘Pra-Lamentares’ não sentirem MEDO de votar contra a vontade da maioria – que elegeu Bolsonaro – nada mudará. Estes MARGINAIS só aprendem pelo MEDO pois não RESPEITAM quem paga o salários deles: INICIATIVA PRIVADA, pois imposto de servidores públicos é transferência pra mesma conta.

      A SOBERANIA POPULAR reside na iniciativa privada. E só.

  2. Gente! É inacreditável em ver que pessoas vão contra as propostas do nosso presidente. Na real muitos políticos defendem os interesses da minoria. Vamos apoiar o nosso presidente

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