Bolsonaro quer pacificar o conflito entre militares e Olavo de Carvalho

Nos últimos dias o clima voltou a esquentar entre os militares e o filósofo Olavo de Carvalho. Os fatos mais relevantes foram os seguintes:

  • O Clube Militar expediu uma nota de desagravo atacando, veladamente, Olavo. Segue um trecho:

E desagravo à República, equivocadamente tida por vulnerável ao assalto de aventureiros ignorantes mancomunados em uma nova internacional extremista. Não bastasse o amadurecimento de uma sociedade que aprendeu a aprender sobre a realidade política do País, por sinal melhor do que os sábios de baixo calão em voga, a cultura, o pensamento e a memória nacionais fazem desse projeto tresloucado uma redonda impossibilidade que chega ao paroxismo do ridículo. 

 

  • Foi trazida à baila uma declaração do general Santos Cruz, ministro da Comunicação do Governo, de que as redes sociais deveriam ser “disciplinadas“, o que lembrou o projeto petista de controle da mídia e desencadeou, por conseguinte, uma indignação generalizada na internet, com direito à tag #forasantoscruz como trends no Twitter. Nesse meio tempo, Olavo, que já havia se desentendido com o ministro, desde quando este último, em março, o acusou de inconsequente, chulo e desequilibrado, amplificou os ataques a Cruz e o caso foi parar no gabinete da presidência.

 

  • Entrou ainda na contenda o general Villas-Boas que em uma nota publicada no seu Twitter chamou Olavo, entre outras coisas, de “Trótski de direita“. Veja o original:

 

Todos esses casos, como não podia ser diferente, ganharam grande repercussão na mídia. Questionado em uma coletiva sobre essa questão, Bolsonaro adotou um tom pacificador e disse:

“Não existe grupo de militares nem grupo de olavos aqui. Tudo é um time só”.

E parece ser essa a linha que o presidente adotará daqui para diante. Hoje, em publicação no Facebook, o presidente reiterou toda a admiração que tem para com Carvalho, cuja obra, segundo Jair, “em muito contribuiu para que eu chegasse no Governo, sem a qual o PT teria retornado ao Poder”.

No entanto, encerrou declarando sua gratidão aos militares e tentando colocar panos quentes, quiçá um ponto final na rixa Olavo x militares: “Quanto aos desentendimentos ora públicos contra militares, aos quais devo minha formação e admiração, espero que seja uma página virada por ambas as partes”. Segue a íntegra:

 

Até agora nenhum dos lados envolvidos na confusão se manifestaram com relação à declaração do presidente.

 


 
 

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