Notas de protesto

Ocupação da USP

Os atos de ocupação violenta da reitoria da USP por alunos paulistas demonstra bem o tipo de ensino praticado naquele antro do crime organizado. Professores, como a “brilhante” educadora do coreano terrorista da Virgínia (sobre a qual a imprensa não disse uma palavra), apóiam a ação dessa bandidagem em uma universidade com sorrisos orgulhosos e palavras de emoção. São professores que vão à sala de aula para chamar o PCC de “movimento social” e justificar todos os atos do narcotráfico internacional latino americano com a esperança na tão sonhada revolução. Pois que a polícia apure quem são os maiores de 18 anos entre eles e prenda-os por apropriação de um prédio público.

Antes que alunos passassem a responder e desrespeitar professores, muitos educadores e ditos psicólogos começaram a aderir à corrente de que não se deve punir severamente o aluno ou dar essa impressão á criança. O resultado está em todos os lugares do nosso imenso país. Desde Brasília até o campus da USP. O culto à impunidade no Brasil já vem de longa data e assombra somente os que mantém a mente clara na “involução” dos costumes brasileiros.

Presidente cocaleiro

Assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou como sindicalista e torneiro mecânico em São Bernardo do Campo, seu colega boliviano Evo Morales veio do cultivo da coca no altiplano do país mais pobre das Américas. Dessa forma, a exemplo do filme “Entreatos”, de João Moreira Salles, que conta a trajetória de Lula das lutas sindicais até a presidência, “Cocaleiro” traz a realidade destes produtores responsáveis pelo sustento de milhares de pessoas na Bolívia além do tráfico internacional usando como exemplo de vida, o presidente que virou ativista da “coca legal”. Ou seria o ativista pelas drogas legais que virou presidente?

Protestos

“Se o governo botar polícia, vamos botar fogo no estado”, disse um estudante, na tarde desta quarta-feira (24/05/2007), no centro de São Paulo. É assim que os movimentos sociais pretendem ganhar terreno no país onde o crime organizado se aliou à guerrilha revolucionária. Na mesma tarde em que ocorreram estas passeatas, foi a vez do MST liderar “batalhas” em oito estados e, em Florianópolis, em meio à greve dos funcionários da única empresa de ônibus, outra movimentação de “trabalhadores”. A que ponto vão chegar estes movimentos?

O site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil admite que a ação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não se restringe ao treinamento de milícias do PCC, mas mantém trabalhos de “capacitação” junto dos chamados movimentos sociais do Brasil ligados a partidos políticos (leia-se PT, PCdoB, PSTU, etc).

A frase do estudante indignado não é fruto da sua fúria exagerada manifesta em expressões figuradas. É muito fácil entender estes movimentos sociais. É só ter uma boa dose de honestidade e compreensão da realidade. É só sondar as relações acompanhando periodicamente notícias no site das Farc (www.farc-ep.org) e relacionar com ações dos movimentos na América Latina.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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